Como reservar hotel barato na Europa usando Skyscanner sem entrar em roubada
De longe, o melhor sistema de reservas de hotel online para conseguir preço barato é o Skyscanner, que faz uma busca em todas as bases de dados de reservas de hotéis já inventadas pelo ser humano, e lista tudo conforme o preço mais baixo.
Confesso que eu sempre odiei ter que fazer reservas online, já que os sistemas sempre pedem cartão de crédito. O medo do desconhecido e a inevitável pergunta sempre me assombravam: Quais são os riscos envolvidos ao reservar o hotel pela Internet enviando os dados do meu cartão?
No final das contas, a chance de tomar um prejuízo é baixíssima. Caso a gente utilize um sistema como o Skyscanner, que por sua vez faz buscas em mecanismos confiáveis, é bem difícil dar merda. Mas pode acontecer.
Imagine que o estabelecimento seja de má-fé, reservando (e cobrando) por quartos totalmente diferentes do que é anunciado. Ou que numa chance super remota os seus dados sejam interceptados ou coletados por alguém que queira fazer compras em seu nome.
(Dica extra: para ter maior certeza de que seus dados estão sendo enviados por um canal seguro, basta olhar na barra de navegação se está escrito https ao invés de somente http – o “s” adicional indica segurança).
Eu sou um cara bastante precavido, mas mesmo assim faz uns dois anos aconteceu de alguém ter conseguido os dados do meu cartão e ter realizado compra de acesso de sites pornográficos e pagamentos de outros serviços usando meu cartão.
Quando identifiquei essas compras estranhas, imediatamente entrei em contato com a administradora do cartão. Depois de algumas trocas de telefonema e fax e outras burocracias, todo meu dinheiro foi devolvido. E esse é o procedimento padrão em casos semelhantes: dificilmente a bomba estoura na nossa mão (cliente). O maior problema mesmo é o inconveniente de ter que resmungar depois com a administradora (Visa, MasterCard, American Express…).
Pois bem. Estou eu diante do Skyscanner e sem saber se posso ou não confiar. Faço minha tentativa.
Na minha primeira busca (para Brno, República Tcheca), quem aparece com a melhor proposta é a Booking.com. Depois de selecionar o quarto desejado e outros detalhes, me pede dados de cartão de crédito.
Aqui eu sempre jogo um verde: quando o cartão é necessário apenas para reserva (mas não é efetivamente cobrado) eu envio primeiro os dados do meu cartão vencido.
Eu tenho um cartão Visa que é válido até 2014 (estamos em agosto de 2010 na data que escrevo este post). Mas a Visa cancelou este cartão por ter me enviado um mais “muderno” com chip smartcard. Primeiro tento enviando estes dados (mesmo que um hacker tenha acesso a ele, de nada adianta pois é um cartão inútil).
BINGO. Funciona, minha reserva é aprovada e daí pago em dinheiro vivo no hotel.
Na minha segunda busca (para Praga) pelo Skyscanner quem aparece com o preço mais baixo é a Agoda. Mando os dados do cartão inútil. Sou rejeitado! O Agoda efetivamente faz a cobrança (o cartão não é usado para uma mera reserva). Fico na dúvida se posso confiar ou não e arrisco.
Tudo funciona super bem. Deu um pequeno enguiço na transação (cliquei duas vezes, meio afobado) e entrei em contato com o chat / bate papo de apoio, e sou atendido super bem. Recomendado.
Conforme eu for utilizando outros sistemas que alimentam o Skyscanner vou escrevendo aqui.
E você, já usou o Skyscanner para reservar hotel? Ou vôos?
Dica bônus 2: Ao encontrar o nome do hotel mais barato (alguns são 10 euros por noite – pasmem!), faça a segunte busca no Google: “[NOME DO HOTEL] site:tripadvisor.com” – isso te dará opiniões mais ou menos confiáveis de outros viajantes dentro da rede do TripAdvisor. Atenção com os problemas do TripAdvisor já indicados em minha entrevista com a Samantha, que faz parte do kit do Guia do Viajante Conquistador – ela explica quais os problemas desses reviews em detalhe.
Dica bônus 3: Preste atenção na localização do hotel! Os mais baratos geralmente ficam na periferia ou até mesmo em cidades vizinhas e usam truques de posicionamento de busca para aparecerem listadas na cidade principal. Pegue o nome do hotel e o endereço e jogue no Google Maps para ter idéia de onde está o hotel. Caso você não tenha carro, leve em conta a quantidade de minutos/horas de transporte entre o local e as atrações turísticas, sem contar o ônibus, trem ou táxi. O barato pode ficar muito caro, e pode compensar um quarto dez euros mais caro, porém localizado em ponto onde você pode ir a pé para onde interessa.


