Dicas para viajar de carro pela Europa
Como o Raul mencionou no texto sobre o frio do inverno europeu, nos últimos meses dei uma desacelerada aqui para me concentrar no preparo do livro sobre viagem e sedução na Europa.
Enquanto não trago novidades mais concretas, resolvi publicar um texto mais leve e despretensioso, contando de minhas aventuras dirigindo pela Europa.
1. Como arrumar um carro?
Para alugar carro na sua viagem curta de até um mês, compensa muito fazer a pesquisa em diferentes sites, como o da Hertz e Avis. A vantagem de escolher uma dessas redes internacionais de aluguel de carro é que você pode por exemplo retirar o carro na Espanha e devolver na Holanda, sem problemas.
Fazer a pesquisa com antecedência e com uma reserva de vários dias pode fazer com que o preço do aluguel fique muito barato, algo como cinquenta euros por dia se você não se importar em usar o modelo mais popular.

No caso da Avis, uma pesquisa aleatória feita entre Barcelona a Berlin me informou que eles não permitem o aluguel para devolução entre os dois países.

Por isso, recorri à Hertz, que oferece um Ford KA aproximadamente a sessenta euros diários.
No meu caso, eu comprei um carro em acordo informal com um amigão. Como nos conhecemos e temos confiança mútua, eu deixei o dinheiro na mão dele e recebi as chaves.
Os documentos continuam todos em nome dele. Eu me comprometi a nunca emprestar o carro a ninguém, dirigir sempre com cuidado e, no caso raro de tomar multa, pagar e fazer todo o trabalho administrativo para deixar o carro sempre em perfeita condição. Depois conto mais como isso funciona.
2. Os locais
Feito isso, e com um GPS na mão, a aventura depende apenas da imaginação. Os vinte e três países que percorri de carro pela Europa mencionados no post “Dirigir sem rumo é muito melhor” do Papo de Homem escrito pelo Rodrigo Almeida são:
Alemanha, Andorra, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Noruega, Polônia, República Tcheca, Sérvia, Suécia e Suíça.
Aqui vão alguns comentários genéricos sobre o que encontrei pela estrada em cada um desses países (os relatos com as moças ficam para o livro):
Alemanha: estradas incríveis. As autobahns são o sonho de qualquer motorista. Não possuem limite de velocidade, e é comum que você dirija a 160 por hora, sendo ultrapassado por alguém a 200. Isso só é possível por conta dos carros muito bem revisados, além de uma educação de estrada impecável. Para finalizar: não tem pedágio!!! Tudo é bancado pelo governo, com as contribuições dos cidadãos alemães.
Andorra: país de dimensão geográfica ínfima. Se você estiver com toda a papelada, bagagem e carro em ordem, não há o que temer. Porém se algo não estiver 100%, é melhor evitar dirigir por essas bandas. A polícia de fronteira costuma ser mais rigorosa, por conta de benefícios fiscais em Andorra e as suas chances de ser parado são maiores.
Áustria: é um dos países onde você deve comprar um selo adesivo que representa a tarifa de estrada, chamada vignette. Todo posto de gasolina de fronteira tem e os funcionários podem explicar em maiores detalhes sobre qual é o selo adequado para seu uso.

Bélgica: nada excepcional. Boas estradas em geral. Chocolate bom e Stella Artois quando parar de dirigir.
Croácia: foi uma das estradas mais bacanas onde dirigi. Percorrer as montanhas, vindo da Sérvia em direção à costa, é algo sensacional. Muitas vezes existe nevoeiro forte, o que deixa a coisa ainda mais bacana. Os postos de gasolina são meio esparsos, então sempre é uma boa idéia ter o tanque cheio para evitar problemas.
Dinamarca: também tem cenários muito bacanas por conta das enormes pontes. Custa caro fazer a travessia dessas pontes, mas é uma experiência sensacional.
Eslováquia: tem bastante montanha e até a atendente do caixa no posto de gasolina é gata. As estradas por onde eu percorri estavam em boas condições e não deixavam em nada a desejar comparando com outros países mais para oeste.
Eslovênia: fuja a qualquer custo! Muitos pedágios. Controladores de fronteira com a Croácia super pentelhos.
Espanha: é um país enorme com muita variedade. A estrada entre Barcelona e Perpignan é muito linda, seja de dia ou de noite. Venta muito, e eu me assustei com a quantidade de placas indicando possível tombamento de carros altos!
Estônia: ótima estrada, motoristas tranquilos. Dependendo do seu modelo de GPS, pode ser que os mapas na fronteira com a Letônia não estejam atualizados. Eu me perdi algumas vezes, mas encontrei meu caminho depois de duas horas.
Finlândia: excelentes estradas, mas é bom evitar dirigir ao norte em época de nevasca. Aliás, verifique se o seu pneu é específico para inverno ou se é do tipo que aguenta todas as estações. O símbolo de um floco de neve no pneu indica que você não será nem multado e nem corre grande perigo. Mas sempre os acidentes aumentam muito no inverno.
França: é um local controverso. De um lado, as paisagens são muito bonitas e a comida da estrada é excelente, igual ou talvez melhor que na Itália (em geral a comida de estrada é um lixo). De outro lado, é um absurdo o que se paga de pedágio. Para cruzar o país, pode se preparar para desembolsar uns duzentos euros. A solução é usar a opção do GPS para evitar pedágios usando estradas secundárias, que demoram mais porém compensam. A segunda coisa que irrita é a quantidade absurda de radares de velocidade.
Holanda: nada excepcional. A não ser a falta de montanhas. Parece que se dirige rumo ao horizonte eternamente, comprovando que a terra de fato é redonda.
Hungria: nenhuma observação específica, a não ser o fato de que aqui também qualquer mulher que se encontra é absurdamente linda. Terra sagrada!
Itália: excelentes postos de gasolina, com restaurantes melhores do que se encontra em muita capital européia! As estradas em geral são muito bonitas, mas o trânsito pode incomodar – tenha sempre um iPod bem carregado com músicas e audiobooks.
Letônia: belíssimas mulheres, estradas adequadas e sem nenhum comentário especial. A não ser farta disponibilidade de wi-fi nos diferentes restaurantes ao norte de Riga.
Lituânia: uma coisa que me impressionou foi a fronteira com a Polônia. Diversas muralhas, arame farpado e torres de controle. Parecia que eu estava num filme do James Bond! Como tanto a Polônia como a Lituânia fazem parte do Acordo Schengen, não há o que temer. Apenas preste MUITA atenção para não errar o caminho e entrar na Rússia (Kaliningrado), pois daí é dor de cabeça certa com o visto.
Noruega: de longe, na minha opinião é onde eu vi as paisagens naturais mais estonteantes. Combinação de fiordes e montanhas rochosas. Apelação total. Algumas vezes dava raiva ser motorista e ter que prestar atenção na estrada, enquanto passava por locais surreais. Só as estradas valem a visita. As loiras norueguesas, assim, ficam como um belo bônus a quem encarar os preços da Noruega.
Polônia: as estradas lembram muito o Brasil. Tem estradas ótimas e estradas péssimas. Calcule sempre 20% a mais de tempo para se locomover. Os postos de gasolina são divertidos quando ninguém fala inglês e é uma ótima maneira para exercitar o polonês aprendido nos phrasebooks.
República Tcheca: é outro país que pede o selinho vignette para dirigir. Não há grandes comentários especiais. Pessoalmente, eu gosto muito desse país e a estrada me traz boas memórias.
Sérvia: aqui o bicho costumava pegar. A estrada marcava o fim do espaço Schengen, e o controle de passaporte podia ser muito chato, com direito a sujeito mau humorado perguntando se você tem reserva de hotel, qual é o motivo da visita, sua profissão e mil outras perguntas. Agora isso está mudando.
Suécia: se por um lado é onde tem a imagem mais marcante sobre suas lendárias loiras escandinavas, por outro lado eu não consigo me lembrar de nada particular das estradas suecas. Talvez eu estivesse pensando em outra coisa…
Suíça: é também país onde é necessário ter o selo de tarifa. A diferença para a Áustria e República Tcheca é que na Suíça a vignette é anual. Então seja se você estiver dirigindo por um dia ou um ano, o preço é o mesmo. Estradas adequadas, com muitos túneis e com riscos de engarrafamento (por não serem largas o suficiente no caso de acidentes).
Ufa! Apesar de ter feito a listagem assim, tão rápido, eu sei que os comentários podiam ser mais elaborados. Mas daí o post ficaria gigantesco.
Existem outros macetes sobre alugar carro, conseguir que algum amigo local lhe empreste ou faça algum acordo informal – são alguns dos pontos que escrevo no livro que está na fase final. Se quiser entrar para a Lista VIP e receber algumas dicas de viagem de graça, cadastre-se aqui.
(crédito da foto de capa: http://www.flickr.com/photos/dennissylvesterhurd)
Onde se informar sobre o Loveboat – fale direto com a Viking Line
Hoje o post é uma resposta a um amigo que escreveu após se cadastrar na Lista VIP. Basicamente neste texto eu falo sobre:
- Como fazer ligações para fora do Brasil pagando alguns centavos por minuto
- Como verificar informações sobre qual é o loveboat correto a ser tomado com a Viking Line
- Algumas dicas gerais sobre Ibiza, Oktoberfest, vôos internos baratos na Europa
Editei parte da sua mensagem que segue assim:
Seguinte, Victor: estou viajando sozinho, de última hora mesmo, mochilão e albergue, pro que der e vier.
Saio do Brasil rumo Amsterdam, onde fico três dias. De lá, vou para Praga numa sexta feira, passando o fim de semana por lá.
Na segundona vou para a Grécia: Mykonos e passo a semana lá nas ilhas gregas. Na sexta feira, inspirado em você, vou para Estocolmo e lá passo mais um fim de semana.
Na próxima segunda, vou para a Oktoberfest em Munique. Fico a semana e saio sexta para Ibiza, curtindo a balada até terça.
Bom roteiro, não acha?
Mas eu ainda não comprei todas as passagens internas. Estou dependendo de sua resposta. Nesses dias, de sexta a segunda, que passarei na Suécia, eu pensei em ir na sexta para uma cidade através do ferry, e retornar no sábado, através de outro ferry. Será que está bom ou tenho que acrescentar mais um dia?
Que cidades você indica? Preciso selecionar duas: Estocolmo, Helsinki ou Tallin?
Quanto a comprar os loveboats, como faço para saber desde aqui? Tem como você me ajudar?
Valeu!
Fala bro! Que viagem animal essa hein!
Ligações para o exterior baratas com o Skype out
A primeira dica que eu te dou é a seguinte: use o Skype out e ligue diretamente para a Viking Line.
Skype out é quando você usa seu cartão de crédito para comprar créditos no Skype. Basta clicar em Conta -> Meu perfil (Account /My Profile) e decidir quanto você quer comprar de crédito. Pode usar o Paypal também.
Assim, cada ligação que você faz para fora do Brasil sai bem mais barata e dá para planejar as coisas com calma, sem ter que depender de respostas de email das empresas. Isso é importante principalmente pelo fato de você não ter muito tempo para planejar a trip.
Parece bobeira para usuários mais avançados, mas tem muita gente que acha que Skype só pode ser usado com outra pessoa também com conta Skype. Errado: você pode ligar tanto para telefones fixos como celulares usando esse método.
Dicas extras:
- use fone de ouvido, e nunca a caixa de som ou autofalante. A caixa de som pode gerar eco na ligação quando a outra pessoa fala;
- use um microfone de qualidade, que não deixe sua voz igual a do Darth Vader conforme você “assopra” vento ao falar. Os microfones bons têm uma espuminha de proteção contra o ruído de vento. Para quem quer algo prático e de bom preço, a Logitech tem um modelo ótimo. E para quem gosta de produtos de design e qualidade impecável, a Sennheiser é uma ótima opção. (Os links vão para o Submarino e, se você fizer alguma compra, entre em contato comigo pois como eu recebo uma comissão de venda, quero retribuir enviando uma surpresa pro seu email);
- feche todas as janelas de aplicativos desnecessárias durante a ligação. Isso diminui o uso da CPU e assim existe menor chance de haver falhas na ligação. Para saber a porcentagem de perda da qualidade, clique em Propriedades-> Avançado e selecione “Display technical info”;
- evite wifi sempre que possível, conectando diretamente com o cabo broadband.
Como saber se você está pegando o loveboat correto
Eu já avisei sobre esse risco no meu artigo da PapodeHomem e aqui no Diário. Se você chegar no improviso e pegar qualquer barco, a chance é de 90% de entrar numa roubada, com apenas idosos dentro do navio, ouvindo Frank Sinatra e jogando nas maquininhas de caça níqueis.
Com o seu Skype out, ligue para a Viking Line e seja cara de pau, perguntando exatamente qual é a data que haverá o próximo loveboat com jovens fazendo festa. Eis os telefones:
004684524000 (Estocolmo)
003589647075 (Helsinki)
0049451384630 (Alemanha)
Eu ainda não tive tempo de conversar com o pessoal da Scan-Suisse, que é o representante de vendas brasileiro. Mas você pode experimentar falar com eles pelo telefone (011) 5531-7100 e espero que eles possam ajudar.
Ibiza, Oktoberfest e vôos baratos
Bom, o post já está comprido então vou fazer comentários gerais e direto ao ponto.
Sobre Ibiza, veja direitinho qual é a data da sua chegada. Agora em setembro o verão europeu já era, e todo mundo está de volta aos estudos da facu e ao trabalho, com o tom de pele azul-smurf tomando o lugar do bronzeado.
Porém, é também em setembro que acontecem as closing parties de Ibiza. As melhores são as da Pacha, Space, Privilege e Amnesia. El Divino, Eden, Es Paradis também dão pro gasto. Além do encerramento dessas casas, também existem as festas de encerramento de certas festas (a festa é independente da casa – a Manumission e a La Troya por exemplo aconteciam em uma balada e em outro ano migravam para outra casa com melhores condições). Use esses nomes aí que eu passei no Google e encontre o calendário da que te mais apetece. Mas tenha em mente que não estará bombando como em julho ou agosto – é bem menos gente…
Sobre a Oktober, é bacana, mas veja com muita antecedência onde vc vai ficar, e os custos. Munique é talvez a cidade alemã mais cara (você paga quatro euros por um bilhete de metrô pra ter uma idéia) e até os alemães têm um certo rancor e ponta de inveja com a atitude da Bavária, que é onde está o dinheiro e grandes empresas.
Ufa – por fim, vôos baratos. Eu acho que você vai gastar uma nota preta com o itinerário que você propôs. A empresa que tem os vôos mais ridiculamente baratos é a RyanAir. A Easyjet também tem algumas opções, mas se você tiver que se deslocar de Gatwick para Luton ou Stansted no caso de ter Londres como trânsito é perrengue danado e muito dinheiro para ir de um lugar a outro. Tenha isso em mente.
É isso, man! Deixa aqui nos comentários o que mais faltou que assim que eu puder eu completo o que faltou!
Abraço
Victor
Mulheres suecas e finlandesas fazendo balada no navio com muita vodka é no Viking Line
Atenção: esta página contém todos os vídeos do love boat da Viking Line que encontrei. Cuidado ao abrir!

Se você é brasileiro, mochileiro, é chegado em mulher (vulgo heterossexual mulherengo), ainda solteiro e tem planos de ir a Estocolmo, Helsinki ou Tallinn, é obrigatório saber do que se trata algo maravilhoso chamado “Viking Line“, onde as loiras suecas e dinamarquesas piram o cabeção com muita vodka, sol, bikinis e balada no navio.
Imagina participar de uma boat cruise no meio do mar escandinavo com loirinhas como as do vídeo dando beijinho selinho e preparadas para causar muito…
Olha mais duas loirinhas dentro da cabine se preparando para dar boas vindas aos mochileiros brasileiros
Se você não está entendendo nada, primeiro leia meu artigo preparado com exclusividade para a Papo de Homem Lifestyle Magazine.
Dois brothers de BH acabaram lendo o artigo e se animaram para programar a viagem. Trocamos idéia recentemente e aqui seguem as informações complementares que não estão na PapodeHomem. Aliás, que não estão em lugar nenhum: nem a Lonely Planet, nem os fóruns de viagens discutem esse assunto abertamente.
1. De Helsinki para Estocolmo… ou de Estocolmo para Helsinki?
A informação que o pessoal da Viking Line passou foi que o único Love Boat é o que sai de Stockholm e vai para Mariehamn. Essa informação não procede, pois eu peguei a balsa Stockholm-Helsinki em 2008 e foi uma maravilha! Tenho também amigos brasileiros que fizeram o mesmo roteiro em 2006 e curtiram muito o love boat.
Os barcos preferidos da moçada são o Viking Line Cinderella, Silja Galaxy e Birka Paradise. O Talink também é uma opção, mas vai só para a Letônia.
O interior de uma cabine para quatro pessoas. Dá pra fazer um bom estrago.
A informação oficial v. a realidade.
Quem olha as informações oficiais da empresa, vai notar que a Viking Line proibe o consumo de bebidas e cigarro dentro das cabines. E que é proibido tocar música. Arran. Parece aquela coisa do código de trânsito que proibe pedestre de atravessar fora da faixa…
Outra proibição que não é respeitada é o consumo de bebidas compradas no Duty Free que tem dentro do barco. As bebidas têm um imposto enorme nos países escandinavos, e tudo é caro demais. Por isso tem algumas figuras que vão para o barco apenas para encher a cara e o porta-malas do carro com dezenas de garrafas de Absolut, Smirnoff, Wyborowa, Stolichnaya e todo tipo de vodka existente. Alguns Finlandeses também vão até Tallinn, na Estônia, só com essa finalidade, por causa da diferença de preços. Mas pode tomar tranquilão a sua bebida comprada no Duty Free que não tem stress.
Realmente, aqui é onde as coisas emperram. Se você acertar em cheio estará rapidamente bem entrosado com as suecas locais fazendo festinha com muita birita dentro da cabine do Cinderella:
Se liga nesse tiozinho gordão agarrando a loirinha bêbada no corredor do navio (acho que é o Gabriella, que vai de Estocolmo para Helsinki)
Depois de você fizer amizade colorida com uma loirinha sueca na balsa, tem que cuidar dela principalmente se ela tiver tomado umas a mais… no começo do vídeo parece que ela está pagando um boquete no banheiro da cabine, mas ela está é se segurando pra não cair no chão de tão mamada de vodka…
Mais uma festinha entre amigos escandinavos dentro da cabine da Viking Line.
Repare que se você cair de paraquedas no loveboat vai ter dificuldade em se entrosar com os grupinhos mais fechados. Por isso, é muito importante logo no começo da viagem já se instalar (perca o mínimo possível de tempo para achar a sua cabine e largar as mochilas lá dentro). Vá direto para o restaurante, pegue uma cerveja e uns petiscos e comece a puxar papo com todo mundo.
É no começo, quando ainda está todo mundo reconhecendo o ambiente, que as interações são mais propícias. Fazer uma boa impressão logo no começo é a garantia de entrar dentro dos círculos sociais existentes. Claro que se você tiver feito amizade com locais na própria cidade de Helsinki ou Estocolmo e eles te acompanharem no “kryssning”, é ainda melhor!
Suecos e finlandeses e alguns russos tomando um solzinho
Seguinte: não perca tempo. Assim que o barco sair do porto, arrume umas biritas, vá tomar um sol no deck pois o verão para os escandinavos é algo muito especial. É a época em que todo mundo fica feliz, e comemora o Midsummer, que é a época de amor, flores e celebração.
Veja uns turistas malandrões xavecando as suecas
Nesse vídeo dá para ver como é o clima: qualquer pessoa que você aborda sabe que o clima é de diversão. É só ficar andando pelo navio com uma câmera, falar umas baboseiras, pedir para elas fazerem umas poses bobas e dizerem algo engraçado para você filmar, e bum – você está já engatilhado numa ótima interação. Daí pra frente é só falar que é brasileiro e as convidar pra ir olhar as fotos do Brasil que você esqueceu dentro da mochila… que está dentro da cabine. Como diria o Pelé: “Entende?”
De modo geral, os suecos, dinamarqueses, noruegueses e finlandeses são muito educados: entre eles, sempre conversam no idioma local. Mas quando você está na roda e foi aceito como amigo, eles conversam em inglês para que você não se sinta excluído.
Outro point de zoação é o karaokê. Ninguém se leva a sério, pode ir sem medo.
A pista de dança. Essa é bem maior da que eu vi – alguém sabe o nome desse navio?
Até o Tiesto já tocou na balada do Viking Line.
Alex Gaudino nas pickups
O que você tem que prestar atenção ao planejar a viagem é se informar com a moçada descolada local e descobrir quando é que vai rolar algum EVENTO legal no navio. O evento pode ser desde um um DJ famosão tocando, como o Tiesto, ou uma festona dos estudantes de intercâmbio universitário do sistema Erasmus, ou uma “singles cruise”. Pegar um barco onde tá rolando um desses eventos especiais é jackpot.
Esse é um navio com a turma da Erasmus
O lado negro: boatfuckers, bêbados toscos, losers babacas e Convenção das Bruxas
Nem tudo são flores. Como é repetido exaustivamente durante as crises econômicas, oportunidade e risco caminham juntos.
Se você tiver azar ou não planejar direito, pode ter como companhia gente assim:
Bêbados toscos precisando de um pouco de noção estética e social
Babacas que não pegaram ninguém e começam a fazer merda
Outro tipo de figurinha carimbada nos love boats da Viking Line é o homem solteiro jovem e loser. Esse tipo não tem a manha de chegar em nenhuma mulher, fica o dia inteiro batendo punheta, enche a cara e quando fica bêbado começa a fazer merda, como entupir o vaso sanitário com papel higiênico, vomitar pelos corredores e cair pelado no chão.
Felizmente o povo escandinavo é bastante pacífico e eu nunca vi nenhum deles querendo arrumar briga a toa, como aconteceria em certas baladas do Brasil. Bem, talvez eu tenha tido sorte… Enfim, o motivo de ficar longe desses caras é que eles criam uma aura negativa de 50 metros de raio. Todas as mulheres decentes se afastam desses sujeitos e eles queimam demais o filme.
Como você é turista, tem chances grandes de eles cismarem contigo e quererem se tornar seu melhor amigo. Te abraçando, alugando e falando bosta. Seja simpático, dê um sorriso e finja que você não fala inglês, nem sueco, nem francês, finlandês, português, nem nada. Daí eles desencanam e vão procurar outra pessoa para amolar. Se você responder a qualquer pergunta deles, não venha resmungar comigo se eles aparecerem do nada enquanto você está quase arrastando a sua sueca para a sua cabine e estragarem tudo.
Oportunidade e risco caminham juntos – será que vale a pena?
The unwelcome stripper: você não vai querer que um sueco entre na sua cabine bêbado e pelado. Mantenha distância e tranque a porta!
Boatfuckers: tatuados, barulhentos, agressivos, cabelo comprido e barba ruiva… seriam a versão moderna do viking? Não interessa – fato é que você não está interessado nesse tipo de companhia. Por isso, planeje direito!
Sei que é doloroso aos olhos, mas aqui vai MAIS UM vídeo dos boatfuckers para você entender bem quais são os riscos de entrar numa viagem do inferno.
O maior inimigo é você mesmo. Não encha a cara de modo algum, caso contrário você vai cair no chão e só acordar no dia seguinte, sem se lembrar de nada. Faça seu dinheiro valer!
Coletânea de clips e vídeos de suecas e finlandesas bêbadas causando no Viking Line
Engraçado que elas gostam de tomar esse gin da latinha azul… puta treco ruim!
Mais uma doidinha tomando o gin de latinha… e se preparando pra putaria
Alguém ajuda essa menina! E tira o copo da mão dela!
Mulherada causando no banheiro
Outra conversa de banheiro feminino – suecas loirinhas fumando um cigarrets, tomando breja Heineken. Parece que tá faltando homem aí pra dar uma animada nelas. Você encarava?
O guia da Suécia
Tenho recebido MUITA pergunta sobre a Suécia e todos os mitos relacionados.
Seriam as suecas difíceis de serem abordadas? Foi o que a Fabiana, dona da Comunidade do Orkut “Brasileiros em Estocolmo” disse lá no papodehomem, e ela tem muita autoridade no assunto, por morar na Suécia por oito anos e ter 11 de Europa. E ela está certa.
Para o brasileiro que não tem o game afiado, a chance de não pegar ninguém é grande. Está o Edward de prova – o coitado tá morando fora do Brasil e quase ficando virgem de novo, haha (zoeira hein Ed).
Desde que li o livro The Game – Penetrating the Secret Society of Pickup Artists do Neil Strauss, traduzido no Brasil para português pela Editora Best Seller com o título de O Jogo: A Bíblia da Sedução, descobri a comunidade da sedução.
E o The Game é apenas a ponta do iceberg. Desde ler o livro anos atrás, conheci o Neil em Londres, e me encontrei várias vezes no Brasil e na Europa com o Papa, Tyler, Jeffy e outros gurus do livro para trocar idéias. Fiz aulas com o Style (Neil Strauss) e com o David DeAngelo (Eben Pagan). Troquei idéias sobre a porn industry com o Hoobie. Falei ao telefone com o Lance Mason. Outro brother é o Zan Perrion, que me inspirou bastante e deu um apoio a criar esse blog. Enfim, fui atrás de todos os grandes mestres e montei meu método próprio.
No Brasil, existem diversas comunidades online onde se discutem assuntos de sedução em nível de detalhe profissional (existem empresas que dão workshops profissionais para isso). Das comunidades que eu participo, posso mencionar o ClubeAlpha e o PUABrasil. Existem muitas outras, e no nível internacional tem centenas de diferentes comunidades, estilos e empresas. Basta procurar por “seduction” no Google que você acha.
O resumo da história é que é possível sim descobrir a melhor maneira de se comunicar durante a viagem com mulheres que marcarão sua vida para sempre. Por alguns anos eu fui um “pua” (pick up artist, ou artista da sedução) que repetia literalmente o que eu aprendia em fóruns de internet, livros e vídeos. Hoje em dia eu já tenho meu estilo próprio e natural, e técnicas próprias para a cultura européia.
Após colocar muita coisa em prática, vendo o que funcionava melhor para mim… e conhecido mulheres especiais por toda a Europa, comecei a escrever um livro, mas é muita coisa para ser dita.
Para facilitar o processo, estou começando a escrever algumas idéias aqui no blog. E um dos projetos é um Guia da Suécia, onde vou divulgar dicas práticas para serem usadas e melhorar as interações, deixando todo mundo feliz.
Se você tem interesse em ser um dos primeiros a receber o material, cadastre-se na minha lista (sobe a tela, que tem um formulário no canto direito).
Abraço!
p.s. Esta página está em constante atualização, conforme eu vou adicionando mais conteúdo e vídeos. Para acompanhar, deixe um comentário na página e eu comento de volta quando houver alguma novidade boa.


