Videos de cidades – solução para falta de tempo

July 22, 2010 by victor  
Filed under viagens

Fala moçada! Este é um post voltado para os leitores mais assíduos que devem estar visitando aqui com uma certa frustração pela falta de material novo.

Alguns motivos:

1) Estou preparando materiais para divulgar fora do blog: é um conjunto de dicas que mando apenas por email. Basta usar o formulário [Dicas FVWL] ao lado que devo mandar entre uma até no máximo quatro mensagens por mês. Não tem spam nem vou vender seu email para ninguém. Pode confiar.

2) No momento estou fazendo mais uma road trip maluca, passando por mais de dez países diferentes pela Europa.

3) Finalizando mais materiais bônus para quem adquiriu o Guia do Viajante Conquistador.

4) Aprendendo coisas novas: design, edição de vídeo, lifehacking e outras coisas legais para compartilhar conteúdo legal e em um formato bacana.

O resultado disso tudo é uma absoluta falta de tempo para escrever aqui no FVWL-Diário. A minha solução é, pelos próximos dias, deixar de produzir o conteúdo denso e comprido que geralmente é do meu estilo e fazer materiais mais leves, descompromissados e mais naturais.

Por exemplo, filmei as ruas de diferentes cidades enquanto eu caminhava. O primeiro resultado segue abaixo. Ficou mega tosco, mas a intenção é essa, de mostrar como é um pouquinho de cada cidade européia para quem tem curiosidade.

Pergunto: vale a pena eu publicar isso ou vocês preferem que eu escreva posts normais, sem vídeo? (Mesmo video tosco assim dá trabalho para publicar… e no meio tempo eu poderia escrever algo curto)

Abraço!

Dicas para viajar de carro pela Europa

March 1, 2010 by victor  
Filed under essencial, viagens

Como o Raul mencionou no texto sobre o frio do inverno europeu, nos últimos meses dei uma desacelerada aqui para me concentrar no preparo do livro sobre viagem e sedução na Europa.

Enquanto não trago novidades mais concretas, resolvi publicar um texto mais leve e despretensioso, contando de minhas aventuras dirigindo pela Europa.


1. Como arrumar um carro?

Para alugar carro na sua viagem curta de até um mês, compensa muito fazer a pesquisa em diferentes sites, como o da Hertz e Avis. A vantagem de escolher uma dessas redes internacionais de aluguel de carro é que você pode por exemplo retirar o carro na Espanha e devolver na Holanda, sem problemas.

Fazer a pesquisa com antecedência e com uma reserva de vários dias pode fazer com que o preço do aluguel fique muito barato, algo como cinquenta euros por dia se você não se importar em usar o modelo mais popular.

No caso da Avis, uma pesquisa aleatória feita entre Barcelona a Berlin me informou que eles não permitem o aluguel para devolução entre os dois países.

Por isso, recorri à Hertz, que oferece um Ford KA aproximadamente a sessenta euros diários.

No meu caso, eu comprei um carro em acordo informal com um amigão. Como nos conhecemos e temos confiança mútua, eu deixei o dinheiro na mão dele e recebi as chaves.

Os documentos continuam todos em nome dele. Eu me comprometi a nunca emprestar o carro a ninguém, dirigir sempre com cuidado e, no caso raro de tomar multa, pagar e fazer todo o trabalho administrativo para deixar o carro sempre em perfeita condição. Depois conto mais como isso funciona.


2. Os locais

Feito isso, e com um GPS na mão, a aventura depende apenas da imaginação. Os vinte e três países que percorri de carro pela Europa mencionados no post “Dirigir sem rumo é muito melhor” do Papo de Homem escrito pelo Rodrigo Almeida são:

Alemanha, Andorra, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Noruega, Polônia, República Tcheca, Sérvia, Suécia e Suíça.

Aqui vão alguns comentários genéricos sobre o que encontrei pela estrada em cada um desses países (os relatos com as moças ficam para o livro):

Alemanha: estradas incríveis. As autobahns são o sonho de qualquer motorista. Não possuem limite de velocidade, e é comum que você dirija a 160 por hora, sendo ultrapassado por alguém a 200. Isso só é possível por conta dos carros muito bem revisados, além de uma educação de estrada impecável. Para finalizar: não tem pedágio!!! Tudo é bancado pelo governo, com as contribuições dos cidadãos alemães.

Andorra: país de dimensão geográfica ínfima. Se você estiver com toda a papelada, bagagem e carro em ordem, não há o que temer. Porém se algo não estiver 100%, é melhor evitar dirigir por essas bandas. A polícia de fronteira costuma ser mais rigorosa, por conta de benefícios fiscais em Andorra e as suas chances de ser parado são maiores.

Áustria: é um dos países onde você deve comprar um selo adesivo que representa a tarifa de estrada, chamada vignette. Todo posto de gasolina de fronteira tem e os funcionários podem explicar em maiores detalhes sobre qual é o selo adequado para seu uso.

Bélgica: nada excepcional. Boas estradas em geral. Chocolate bom e Stella Artois quando parar de dirigir.

Croácia: foi uma das estradas mais bacanas onde dirigi. Percorrer as montanhas, vindo da Sérvia em direção à costa, é algo sensacional. Muitas vezes existe nevoeiro forte, o que deixa a coisa ainda mais bacana. Os postos de gasolina são meio esparsos, então sempre é uma boa idéia ter o tanque cheio para evitar problemas.

Dinamarca: também tem cenários muito bacanas por conta das enormes pontes. Custa caro fazer a travessia dessas pontes, mas é uma experiência sensacional.

Eslováquia: tem bastante montanha e até a atendente do caixa no posto de gasolina é gata. As estradas por onde eu percorri estavam em boas condições  e não deixavam em nada a desejar comparando com outros países mais para oeste.

Eslovênia: fuja a qualquer custo! Muitos pedágios. Controladores de fronteira com a Croácia super pentelhos.

Espanha: é um país enorme com muita variedade. A estrada entre Barcelona e Perpignan é muito linda, seja de dia ou de noite. Venta muito, e eu me assustei com a quantidade de placas indicando possível tombamento de carros altos!

Estônia: ótima estrada, motoristas tranquilos. Dependendo do seu modelo de GPS, pode ser que os mapas na fronteira com a Letônia não estejam atualizados. Eu me perdi algumas vezes, mas encontrei meu caminho depois de duas horas.

Finlândia: excelentes estradas, mas é bom evitar dirigir ao norte em época de nevasca. Aliás, verifique se o seu pneu é específico para inverno ou se é do tipo que aguenta todas as estações. O símbolo de um floco de neve no pneu indica que você não será nem multado e nem corre grande perigo. Mas sempre os acidentes aumentam muito no inverno.

França: é um local controverso. De um lado, as paisagens são muito bonitas e a comida da estrada é excelente, igual ou talvez melhor que na Itália (em geral a comida de estrada é um lixo). De outro lado, é um absurdo o que se paga de pedágio. Para cruzar o país, pode se preparar para desembolsar uns duzentos euros. A solução é usar a opção do GPS para evitar pedágios usando estradas secundárias, que demoram mais porém compensam. A segunda coisa que irrita é a quantidade absurda de radares de velocidade.

Holanda: nada excepcional. A não ser a falta de montanhas. Parece que se dirige rumo ao horizonte eternamente, comprovando que a terra de fato é redonda.

Hungria: nenhuma observação específica, a não ser o fato de que aqui também qualquer mulher que se encontra é absurdamente linda. Terra sagrada!

Itália: excelentes postos de gasolina, com restaurantes melhores do que se encontra em muita capital européia! As estradas em geral são muito bonitas, mas o trânsito pode incomodar – tenha sempre um iPod bem carregado com músicas e audiobooks.

Letônia: belíssimas mulheres, estradas adequadas e sem nenhum comentário especial. A não ser farta disponibilidade de wi-fi nos diferentes restaurantes ao norte de Riga.

Lituânia: uma coisa que me impressionou foi a fronteira com a Polônia. Diversas muralhas, arame farpado e torres de controle. Parecia que eu estava num filme do James Bond! Como tanto a Polônia como a Lituânia fazem parte do Acordo Schengen, não há o que temer. Apenas preste MUITA atenção para não errar o caminho e entrar na Rússia (Kaliningrado), pois daí é dor de cabeça certa com o visto.

Noruega: de longe, na minha opinião é onde eu vi as paisagens naturais mais estonteantes. Combinação de fiordes e montanhas rochosas. Apelação total. Algumas vezes dava raiva ser motorista e ter que prestar atenção na estrada, enquanto passava por locais surreais. Só as estradas valem a visita. As loiras norueguesas, assim, ficam como um belo bônus a quem encarar os preços da Noruega.

Polônia: as estradas lembram muito o Brasil. Tem estradas ótimas e estradas péssimas. Calcule sempre 20% a mais de tempo para se locomover. Os postos de gasolina são divertidos quando ninguém fala inglês e é uma ótima maneira para exercitar o polonês aprendido nos phrasebooks.

República Tcheca: é outro país que pede o selinho vignette para dirigir. Não há grandes comentários especiais. Pessoalmente, eu gosto muito desse país e a estrada me traz boas memórias.

Sérvia: aqui o bicho costumava pegar. A estrada marcava o fim do espaço Schengen, e o controle de passaporte podia ser muito chato, com direito a sujeito mau humorado perguntando se você tem reserva de hotel, qual é o motivo da visita, sua profissão e mil outras perguntas. Agora isso está mudando.

Suécia: se por um lado é onde tem a imagem mais marcante sobre suas lendárias loiras escandinavas, por outro lado eu não consigo me lembrar de nada particular das estradas suecas. Talvez eu estivesse pensando em outra coisa…

Suíça: é também país onde é necessário ter o selo de tarifa. A diferença para a Áustria e República Tcheca é que na Suíça a vignette é anual. Então seja se você estiver dirigindo por um dia ou um ano, o preço é o mesmo. Estradas adequadas, com muitos túneis e com riscos de engarrafamento (por não serem largas o suficiente no caso de acidentes).

Ufa! Apesar de ter feito a listagem assim, tão rápido, eu sei que os comentários podiam ser mais elaborados. Mas daí o post ficaria gigantesco.

Existem outros macetes sobre alugar carro, conseguir que algum amigo local lhe empreste ou faça algum acordo informal – são alguns dos pontos que escrevo no livro que está na fase final. Se quiser entrar para a Lista VIP e receber algumas dicas de viagem de graça, cadastre-se aqui.

(crédito da foto de capa: http://www.flickr.com/photos/dennissylvesterhurd)

Inverno com neve: agora não é hora de viajar para o norte da Europa!

February 3, 2010 by victor  
Filed under essencial, viagens

Se você gosta de neve para esquiar e fazer snowboarding, tudo bem. Mas como os leitores do From Victor With Love – Diário estão é interessados em conhecer a Europa pelo lado social e confraternizar com as belas mulheres européias, aqui vai minha dica: esperem um pouco.

Não se deixe seduzir pelo sorriso… é melhor esperar! (Foto: Victor Lee)

Qual o motivo? Esse inverno tem sido mais rigoroso do que o dos últimos tempos. A conversa local geralmente é “esse frio eu só vi quando eu era criancinha”, em referência ao inverno de umas duas décadas atrás.

Estive recentemente na Estônia e Letônia, onde o frio DURANTE O DIA chegou a -25 graus. Tente imaginar isso. Para facilitar, seguem algumas fotos que tirei, que mostram como as ruas ficaram com pouco movimento. Mesmo para quem é bom na arte da paquera de rua (street game) fica prejudicado. Vale muito mais a pena fazer isso depois do mês de abril.

Caso contrário, o negócio é se concentrar apenas nas noites que têm balada, que geralmente se limitam aos fins de semana onde a balada não é forte.

Quem é adepto do daygame (a gíria usada pela Comunidade de sedução para a paquera de rua) sabe que esses locais fotografados são ótimos para fazer abordagens pelo grande fluxo de gente que passa. Porém, nas condições das fotos acima, não tem como.

A solução mais ou menos é ficar em shoppings, que são áreas cobertas. Existem alguns elementos que complicam fazer as abordagens em shoppings e estou descrevendo tudo em detalhes no livro, que deve ficar pronto entre o final de março e começo de abril. O anúncio vai pela Lista VIP.

Ibiza: um guia de baladas e pegação voltado para brasileiros

August 12, 2009 by victor  
Filed under essencial, viagens

Primeira regra

A primeira coisa que qualquer brasileiro pegador que pretende ir para Ibiza é: NÃO tente sair beijando igual você faz na balada brasileira.

Se você conseguir implementar pelo menos essa dica, já vai sair no lucro. De forma resumida, a principal diferença entre o comportamento brasileiro e europeu na balada é que o brasileiro gosta de brincar de dar beijinho. Não era a Ivete Sangalo que cantava “já beijei um, já beijei dois, já beijei três”? Pois é. Na balada brasileira, a gente beija um monte e geralmente volta sozinho pra casa.

Tem milhares de motivos e aqui não é aula de sociologia, mas o meu palpite é que as raízes cristãs ainda fazem o sexo casual ser um tabu para muito brasileiro.

Por outro lado, na Europa a galera é mais descolada. É normal molecada de dezoito anos ir fazer faculdade em outra cidade e ficar independente dos pais rápido. Não tem dessa de morar com a família até a hora de casar (exceções para áreas da Itália, Portugal e Espanha onde a família fica unida mais tempo).

Resumindo a história. Aqui, o jogo é diferente, moçada. Quem vai pegar na balada é pra ir até o fim e transar gostoso. Nada de brincar de dar beijinho – isso é coisa mirim demais.

Que implicações essa mudança de paradigma traz? A mais importante de todas é que se você está num amasso com uma mulher na balada, não a abandone! Chame ela e as amigas para ir com você e outros caras para uma outra balada ou bar. E, de lá, para o seu quarto de hotel, onde você tem bebidas boas (deixe comprada uma garrafa de vodka e sucos na geladeira).

Parece óbvio, mas eu vi muito cara que por estar acostumado com a beijação brasileira, na hora de ir embora sequer pensa em levar a mulher pro quarto. Sério.

Estilos de paquera e pegação em Ibiza

Outras diferenças de jogo vão variar bastante conforme a nacionalidade da menina que você está paquerando. É inglesa? Espanhola? Italiana? De regra geral, as técnicas (outer game) de pick-up do Mystery Method, o antigo Real Social Dynamics (material do Foundations) e da turma do Lance Mason (Pickup101) funcionam razoavelmente bem.

Mas como a ilha é uma grande festa, o inner game é a parte mais importante. É a vibe, é o state do novo RSD (confiram o material do Natural Tim que é tudo a ver com a ilha). O natural game é seu grande amigo na hora de paquerar as européias em Ibiza.

Para quem não entendeu nada dos dois parágrafos acima e desconhece as diferentes técnicas de sedução, instrutores e teorias, é melhor primeiro ler mais sobre sedução. No Brasil, sei que existem três grandes comunidades, que listo em ordem alfabética: ClubeAlpha, PuaBrasil e Puas.

Se para você as tais técnicas de sedução parecem esquisitas e desnecessárias, parabéns: você é o famoso pegador nato (ou “natural player” como dizem por aí). Pule toda essa parte e vamos para a parte que interessa.

Ibiza em dois minutos: cidade de Eivissa (Ibiza town) e San Antonio (SanAn)

Ibiza é uma ilha minúscula. Das ilhas baleares (Majorca, Menorca e Ibiza) é onde mais tem festa, apesar de Majorca não ficar para trás em termos de putaria. Mas essa é história para outro post.

E em Ibiza você pode basicamente se concentrar em Eivissa (ou Ibiza) e San Antonio (chamada de SanAn pelos ingleses). Esqueça San Rafael, Santa Eulalia e outros cantos (apesar de Formentera poder valer a pena por um dia para quem curte natureza e se estiver bem acompanhado).

Em uma descrição muito superficial, Ibiza é onde fica a galera descolada e com as raízes originais da ilha. E San Antonio sempre foi o cantinho pra ver o por do sol no Café del Mar e encher a cara com os ingleses que fazem despedida de solteiro.

Por causa disso, SanAn é muito polêmica: ou você ama, ou você odeia. Na minha opinião, é algo que vale a pena conferir por uma noite. É uma putaria desenfreada, parecida com o que rola em Hamburgo e em diversas cidades da Grécia: hordas de ingleses bêbados, caídos no chão, vomitando e mostrando o lado mais vil e decadente da raça humana.

Nessas condições, trazer um grupinho de inglesas para seu hotel junto com alguns brothers não é muito difícil. A coisa complica quando elas estão em grupos grandes, como dez mulheres – mas no livro que estou escrevendo eu conto com mais detalhes algumas idéias que podem ser usadas na dinâmica social.

Por causa da má reputação, SanAn tem procurado dar uma cara nova para a região. A polícia tem ficado cada vez mais chata, implicando com gente com garrafa na mão nas ruas (nada efetivo) e azucrinando turistas, sendo que faz vista grossa às irregularidades dos grandes donos de bares. Além disso, os trombadinhas fazem a festa no meio dos turistas ingleses, e em San Antonio você não pode descuidar um segundo: se entrar na praia, é quase certeza de alguém levar sua mochila.

O que se destaca é a balada Eden, que tem oferecido a noite Wonderland com o DJ Pete Tong. A noite atrai muitas inglesinhas bem arrumadinhas, e vale a pena. Logo na frente da Eden tem a balada Es Paradis, com a Fiesta Del Agua (Water Party) que deixa o povo mais descontraído (em geral é uma balada peganínguem – tem que ter bom carisma para pegar nessa festa).

Outra baladinha menor, mas que tem atraído um público bacana, é a Plastik. E é mais barata do que a Eden ou Es Paradis que geralmente custam 30 euros para entrar. No meu livro, eu dou a dica de entrar de graça nessas festas – para receber, cadastre-se na Lista VIP usando o formulário e deixe seu email.
Em breve publico a continuação deste post, falando de Eivissa e outras dicas.

Preconceito contra brasileiros na Europa: qual é a chance de homem brasileiro conquistar uma européia?

June 7, 2009 by victor  
Filed under essencial, viagens

Um dos leitores me escreveu porque pretende ir para a Itália no ano que vem e já quer saber sobre relacionamentos: o brasileiro é bem recebido pelas européias, ou rola preconceito? O viajante padrão que circular pela Europa vai voltar para o Brasil com histórias cabeludas e divertidas ou ter que admitir que não pegou ninguém?

Já estou faz três anos escrevendo meu livro sobre viagem na Europa e paquera. Durante o preparo, tenho respondido perguntas de leitores e essa sobre preconceito é uma das dúvidas mais comuns. Se você ainda não mandou sua pergunta, use o formulário do canto direito (Lista VIP) antes que ela encerre.

Para responder à pergunta desse leitor, eu pergunto a todos vocês: Qual das duas idéias abaixo você acredita ser verdade?

Mito 01: Brasileiro faz sucesso total na Europa e a mulherada local cai em cima só pelo fato de você dizer que veio do Brasil.

Mito 02: Brasileiro é imigrante de país subdesenvolvido e a xenofobia é grande na Europa. Brasileiro que tentar se aproximar de Européia vai tomar é toco.

A verdade é que a situação na Europa é mais simples e ao mesmo tempo mais complexa do que as duas imagens preto-ou-branco acima. Não é nem uma coisa, nem outra… e um pouco da mistura de ambos. Ficou confuso? Deixe eu explicar.

Como morei por vários anos em diferentes cidades européias, digo por experiência própria que preconceito existe sim. Mas o preconceito é parte do ser humano: existe no mundo inteiro. Até no Brasil, que é conhecido como terra da mestiçagem, tolerância e harmonia.

O assunto de preconceito contra brasileiros na Europa dá muito pano para manga e tem vários desmembramentos, a partir do controle alfandegário, sendo o caso da mestranda da USP Patrícia Camargo Magalhães na imigração espanhola e o da advogada Paula Oliveira na Suíça os que mais causaram polêmica recentemente.

O foco deste Blog

O foco do From Victor With Love – Diário é ajudar os brasileiros que fazem turismo na Europa a voltar para casa com boas memórias. Para isso, discutimos formas de melhorar a comunicação como parte da conquista, técnicas para um sexo de melhor qualidade e idéias criativas de viagem.

Por causa disso, eu não vou entrar nos detalhes de como arrumar o visto – veja isso com seu agente de viagem. E também não vou entrar em discussões sem fim sobre o preconceiro ser algo injusto, nem querer dar aula de moral sobre o que é certo ou errado.

Para quem gosta de bater boca, tem ótimos links por aí na Internet onde você pode dar sua opinião se cada brasileiro recebe o tratamento que merece, se a responsabilidade é dos imigrantes que fazem merda e todo mundo paga o pato, se o pessoal em Heathrow pirou na batatinha e está mandando todo brasileiro viajante (inclusive com grana no bolso) voltar para casa, ou se o presidente tem que botar ordem no barraco, etc etc.

Aqui, a gente coloca o foco em coisas positivas e boas, como mulherada, sexo e viagens legais. Pega uma breja na geladeira e continua lendo.

Respondendo ao Johnson

O leitor é o meu brother Johnson do ClubeAlpha, que mandou a seguinte série de perguntas que vou responder.

Olá estou interessadissimo nessa tua proposta pois como eu disse lá no CA eu estou indo para Italia e não quero cehgar lá totalmente cru mais as perguntais são essas:

1 – como posso eu um brasileiro vira lata rss conquistar qualquer tipo de mulher italiana?
2 – o que as italianas pensão dos brasileiros e principalmente negros? é verdade que elas adoram homens brasileiros e de cor?
3 – e como posso fazer muitos amigos e ampliar me rede de influencias em Roma (digo no ciclo de amizades)?
4 – e o que posso na sua opnião fazer aqui no brasil para melhorar minhas habilidades de fazer amigos e pegar mulher quando chegar lá.

Cumpadre Johnson, em primeiro lugar, deixa eu fazer um comentário muito breve sobre a Itália.

Tem brasileiro pra caralho na Itália

Lá é um local especial na Europa, onde acontece algo semelhante à Espanha e Portugal: uma quantidade ENORME de brazucas. O motivo, entre outros, é a facilidade que nós lusófonos temos em nos adaptar rapidamente ao idioma local. Em contraste, a quantidade proporcional de brasileiros na Alemanha diminui bastante, mas nós estamos em toda parte, hehe.

Por causa disso, o primeiro toque que eu dou é que você pode diminuir as suas expectativas – tanto positivas como negativas – a respeito de ser brasileiro, pois não será nenhum bicho de sete cabeças em território italiano.

Abordagem direta e abordagem indireta

A comunidade de sedução costuma classificar as abordagens em diretas e indiretas. Vou tentar explicar cada uma em um único parágrafo (detalhe: existem livros e mais livros sobre esses conceitos).

Um exemplo radical de paquera indireta é relatado no livro O Jogo: os fãs do Mystery costumam se aproximar das mulheres fazendo comentários ativamente demonstrando seu desinteresse (como assoar o nariz durante a conversa) ou ignorar a mulher desejada, dando mais atenção às amigas. Isso faz com que a mulher se sinta carente por atenção e assim mais aberta para a hora que o verdadeiro elogio chegar.

E para explicar a abordagem direta também em um único parágrafo, é quando o homem vai direto ao assunto, e diz como a mulher é linda demais e ele não tinha outra escolha senão parar tudo o que estava fazendo para a conhecer. O charme dessa abordagem está na sinceridade do homem que abaixa sua guarda completamente, ficando vulnerável. Se for mal feita, pode parecer coisa de homem carente ou canalha que só fala da boca para fora.

Bom, na Itália em geral eu recomendo o jogo indireto. O motivo é que os italianos são homens muito galanteadores que fazem a abordagem direta em todos os lugares! Na rua, supermercado, fila do ônibus… pelo país inteiro. E isso em geral deixa as mulheres menos sensíveis a uma abordagem direta: entra por um ouvido e sai por outro.

Por isso, para ter maior sucesso EM GERAL com as italianas eu recomendo um foco nas abordagens indiretas e através de círculo social.

Negros na Itália, Escandinávia e Leste Europeu

O primeiro ministro Silvio Berlusconi (sim, aquele do harém de menininhas na Sardenha e menores de idade como a Noemi Letizia) soltou mais uma das suas pérolas e disse que cidades como Roma e Milão são sujas igual uma cidade africana, e não parecem mais ser parte da Europa.

Daí o jornal La Repubblica emendou na declaração do Berlusconi e colocou como matéria de capa a chamada Nella Città Africana (Na Cidade Africana) uma reportagem de destaque sobre a vida em Milão e a quantidade de negros. Eu tirei fotos do jornal impresso e depois publico aqui.

O resumo da ópera, Johnson, é que em Roma, Milão, Nápoles e Palermo e em qualquer grande centro urbano da Europa você pode encontrar facilmente vários negros em grandes comunidades. Tem muita balada de africanos na França, Alemanha, Suíça e nesses locais é que você vai encontrar as meninas locais que têm alguma tara específica por negros e sua cultura e música.

Por isso que eu disse que tanto o mito 01 como o 02 são parcialmente verdade. Existe gosto para todas as cores e raças, e sempre tem idiota preconceituoso em qualquer lugar do planeta.

Pelo que eu observei em minhas viagens, os negros fazem bastante sucesso na Alemanha (veja a Heidi Klum e o Seal) e sobretudo na região Escandinávia (principalmente na Dinamarca e Suécia). Na cidade livre de Christiania que fica em Copenhagem, o que eu mais via era dinamarquesa que se amarrava num negão, mas isso fica para um artigo a parte.

Já no Leste Europeu a coisa é um pouco diferente, principalmente em cidades pequenas onde ainda não houve a chegada de imigrantes ou turismo de massa. Nesses locais, negros e asiáticos chamam muito a atenção, a ponto de crianças apontarem o dedo para você como se fosse um alienígena. Isso pode ser usado a seu favor, ou você pode ficar intimidado. Depende muito do conjunto de crenças e da sua desenvoltura em lidar com pressão social.

Círculo social e coisas a fazer ainda no Brasil

As perguntas 3 e 4 são ótimas. Aliás, como fazer amizades e expandir círculos sociais é a grande resposta para as dúvidas que você mandou. Por ironia que pareça ser, quando nós ficamos aqui discutindo sobre qual é o comportamento das européias, se elas curtem um negão, se japa tem alguma chance, se brasileiro faz sucesso etc etc… nós é que estamos sendo os preconceituosos.

Preconceito = pre + conceito. Julgar antes da hora.

Não dá para ter seriedade num discurso que diga “ah, o pessoal de tal país é desse jeito, assim, assado”. Tudo depende muito de cada indivíduo e do grupo social com o qual se identifica mais. Um skinhead alemão com certeza tem uma maneira de pensar diferente de um poeta alemão… mesmo se forem vizinhos. Dã – sorry pelo momento “diga o óbvio”.

O ponto que quis ilustrar é que se você souber fazer as conexões corretas com a turma do bem, não terá que voltar para o Brasil frustrado com histórias de preconceito ou se sentir excluído. Ao contrário: sabendo localizar os círculos sociais legais (como o pessoal do HospitalityClub e CouchSurfing por exemplo), e sabendo subcomunicar que você é um sujeito gente fina, respeitoso, divertido e veio para somar valor, todas as portas se abrem.

Só que para isso ou a gente nasce com uma certa intuição natural, ou tem que aprender. A tecnologia para se conectar socialmente vem desde a época do Dale Carnegie (Como fazer amigos e influenciar pessoas), até os livros mais novos de networking do Keith Ferrazzi (Nunca almoce sozinho), psicologia do Daniel Goleman (Inteligência social) e sedução documentada pelo Robert Greene (A arte da sedução).

A quantidade de material de qualidade é enorme e vou separando aqui as melhores – te aconselho começar dando uma olhada no material do Zan Perrion.

É isso. Ao invés de se preocupar se existe preconceito ou não contra brasileiro, raça negra, amarela, mestiços ou qualquer nacionalidade, vale mais a pena investir energia e concentração para trabalhar em características interpessoais que vão fazer seu jogo fluir melhor.

Eu vou dar uma atualizada nesta página de tempos em tempos, e também escrever novos artigos sobre esses assuntos. Para receber os artigos de graça e o conteúdo exclusivo para membros, você tem que estar cadastrado na Lista VIP (só ir pro formulário no topo da página, canto direito e deixar seu primeiro nome e email). Ou escrever um comentário aqui nesta página.

Abraço e me digam aí que pontos ficaram incompletos que vocês queiram debater.
Victor