Ibiza: um guia de baladas e pegação voltado para brasileiros
Primeira regra
A primeira coisa que qualquer brasileiro pegador que pretende ir para Ibiza é: NÃO tente sair beijando igual você faz na balada brasileira.
Se você conseguir implementar pelo menos essa dica, já vai sair no lucro. De forma resumida, a principal diferença entre o comportamento brasileiro e europeu na balada é que o brasileiro gosta de brincar de dar beijinho. Não era a Ivete Sangalo que cantava “já beijei um, já beijei dois, já beijei três”? Pois é. Na balada brasileira, a gente beija um monte e geralmente volta sozinho pra casa.
Tem milhares de motivos e aqui não é aula de sociologia, mas o meu palpite é que as raízes cristãs ainda fazem o sexo casual ser um tabu para muito brasileiro.
Por outro lado, na Europa a galera é mais descolada. É normal molecada de dezoito anos ir fazer faculdade em outra cidade e ficar independente dos pais rápido. Não tem dessa de morar com a família até a hora de casar (exceções para áreas da Itália, Portugal e Espanha onde a família fica unida mais tempo).
Resumindo a história. Aqui, o jogo é diferente, moçada. Quem vai pegar na balada é pra ir até o fim e transar gostoso. Nada de brincar de dar beijinho – isso é coisa mirim demais.
Que implicações essa mudança de paradigma traz? A mais importante de todas é que se você está num amasso com uma mulher na balada, não a abandone! Chame ela e as amigas para ir com você e outros caras para uma outra balada ou bar. E, de lá, para o seu quarto de hotel, onde você tem bebidas boas (deixe comprada uma garrafa de vodka e sucos na geladeira).
Parece óbvio, mas eu vi muito cara que por estar acostumado com a beijação brasileira, na hora de ir embora sequer pensa em levar a mulher pro quarto. Sério.
Estilos de paquera e pegação em Ibiza
Outras diferenças de jogo vão variar bastante conforme a nacionalidade da menina que você está paquerando. É inglesa? Espanhola? Italiana? De regra geral, as técnicas (outer game) de pick-up do Mystery Method, o antigo Real Social Dynamics (material do Foundations) e da turma do Lance Mason (Pickup101) funcionam razoavelmente bem.
Mas como a ilha é uma grande festa, o inner game é a parte mais importante. É a vibe, é o state do novo RSD (confiram o material do Natural Tim que é tudo a ver com a ilha). O natural game é seu grande amigo na hora de paquerar as européias em Ibiza.
Para quem não entendeu nada dos dois parágrafos acima e desconhece as diferentes técnicas de sedução, instrutores e teorias, é melhor primeiro ler mais sobre sedução. No Brasil, sei que existem três grandes comunidades, que listo em ordem alfabética: ClubeAlpha, PuaBrasil e Puas.
Se para você as tais técnicas de sedução parecem esquisitas e desnecessárias, parabéns: você é o famoso pegador nato (ou “natural player” como dizem por aí). Pule toda essa parte e vamos para a parte que interessa.
Ibiza em dois minutos: cidade de Eivissa (Ibiza town) e San Antonio (SanAn)
Ibiza é uma ilha minúscula. Das ilhas baleares (Majorca, Menorca e Ibiza) é onde mais tem festa, apesar de Majorca não ficar para trás em termos de putaria. Mas essa é história para outro post.
E em Ibiza você pode basicamente se concentrar em Eivissa (ou Ibiza) e San Antonio (chamada de SanAn pelos ingleses). Esqueça San Rafael, Santa Eulalia e outros cantos (apesar de Formentera poder valer a pena por um dia para quem curte natureza e se estiver bem acompanhado).
Em uma descrição muito superficial, Ibiza é onde fica a galera descolada e com as raízes originais da ilha. E San Antonio sempre foi o cantinho pra ver o por do sol no Café del Mar e encher a cara com os ingleses que fazem despedida de solteiro.
Por causa disso, SanAn é muito polêmica: ou você ama, ou você odeia. Na minha opinião, é algo que vale a pena conferir por uma noite. É uma putaria desenfreada, parecida com o que rola em Hamburgo e em diversas cidades da Grécia: hordas de ingleses bêbados, caídos no chão, vomitando e mostrando o lado mais vil e decadente da raça humana.
Nessas condições, trazer um grupinho de inglesas para seu hotel junto com alguns brothers não é muito difícil. A coisa complica quando elas estão em grupos grandes, como dez mulheres – mas no livro que estou escrevendo eu conto com mais detalhes algumas idéias que podem ser usadas na dinâmica social.
Por causa da má reputação, SanAn tem procurado dar uma cara nova para a região. A polícia tem ficado cada vez mais chata, implicando com gente com garrafa na mão nas ruas (nada efetivo) e azucrinando turistas, sendo que faz vista grossa às irregularidades dos grandes donos de bares. Além disso, os trombadinhas fazem a festa no meio dos turistas ingleses, e em San Antonio você não pode descuidar um segundo: se entrar na praia, é quase certeza de alguém levar sua mochila.
O que se destaca é a balada Eden, que tem oferecido a noite Wonderland com o DJ Pete Tong. A noite atrai muitas inglesinhas bem arrumadinhas, e vale a pena. Logo na frente da Eden tem a balada Es Paradis, com a Fiesta Del Agua (Water Party) que deixa o povo mais descontraído (em geral é uma balada peganínguem – tem que ter bom carisma para pegar nessa festa).
Outra baladinha menor, mas que tem atraído um público bacana, é a Plastik. E é mais barata do que a Eden ou Es Paradis que geralmente custam 30 euros para entrar. No meu livro, eu dou a dica de entrar de graça nessas festas – para receber, cadastre-se na Lista VIP usando o formulário e deixe seu email.
Em breve publico a continuação deste post, falando de Eivissa e outras dicas.
Entrevista: o que um deficiente visual quase cego tem a ensinar sobre determinação, carisma e sucesso com as mulheres
June 18, 2009 by victor
Filed under Conquista, Entrevistas, essencial
O entrevistado de hoje é o meu amigo Jeff, e ele é um cara muito especial. Fiz questão que ele fosse o primeiro dessa série de entrevistas com grandes conquistadores.
Eu conheço muita gente na comunidade de sedução brasileira – desde os caras mais bitolados que fazem microcalibragens a cada segundo até os pegadores de micareta mais naturais que nunca leram e vão morrer sem ler nenhum livro de sedução.
A diferença do Jeff para todos os outros é que ele tem um diferencial. Ele é quase cego.
Um amigo nosso em comum certa vez brincou, com todo o respeito, dizendo que o Jeff era o Mister Magoo da turma… será?
O meu respeito por esse cara é enorme por ele ter assumido o controle sobre o próprio destino e superado muitas limitações. Veja na íntegra o conteúdo da entrevista:
VICTOR: Jeff, ao saber da sua história, meu respeito por você aumentou ainda mais. Fiquei espantado pois nunca imaginava que você tinha quase zero de visão.
JEFF: Obrigado Victor.
VICTOR: Por favor, conte para a gente qual foi o pior momento da sua vida amorosa. Que dificuldades você tinha, que tipo de frustrações e erros eram comuns e limitavam a sua realidade?
JEFF: O problema era eu mesmo. Em outras palavras, minhas crenças eram que por causa da minha deficiência nunca uma mulher ia querer ficar comigo.
VICTOR: Mas essa sua crença se mostrou verdadeira? Conte uma história da sua infância para nós.
JEFF: Nos meus 12 anos, fiquei a fim de uma garota, (nunca tinha saído com ninguém), por pilha dos amigos, (chega nela, chega nela!), acabei chegando e pedi pra ficar com ela.
VICTOR: Puuutz… já tou imaginando a história… que rolou?
JEFF: Rolou exatamente o que você está imaginando. A resposta dela foi: – Eu? Ficar com um cego? Tá doido!?!
VICTOR: Que filhadap*. E aí, você com doze anos… como encarou esse toco violento?
JEFF: Bem, Victor… isso só piorou a crença, né. Bom, apesar de tudo eu abafei o caso, e peguei minha primeira mulher, ou seja, meu primeiro beijo com 13 anos, um ano depois.
VICTOR: Caraca! Melhor que muito moleque por aí! Como foi isso?
JEFF: Ah, eu tinha boa conversa… além disso, o fato de eu viver normalmente apesar da deficiencia despertava curiosidade. Veja: eu trabalhava, estudava, brincava na rua…
Assim, eu pegava uma ou outra mulher por aí. Mas…
VICTOR: …mas…?
JEFF: … mas, no fundo no fundo, eu não me achava merecedor. Deixei de pegar muita mulher, e elas se tornavam eram minhas amigas. O lance da falta de merecimento não me deixava perceber os sinais de interesse.
VICTOR: Ih Jeff! Minha história é bem por aí também! Olha, vou até uma hora escrever um texto sobre merecimento, que é provavelmente o ponto que atrasa a vida de muito homem por aí. (p.s. Leitores: ajudem a me lembrar se eu demorar para soltar esse texto)
Mas Jeff, diz aí: o que foi que você fez para se livrar desse problema de falta de senso de merecimento?
JEFF: Olha Victor, fui melhorando mesmo foi com o decorrer dos anos e a maturidade. Acho que era coisa de criança mesmo.
Alem disso, descobri que a deficiência mais ajuda que atrapalha.
VICTOR: Hein? Como assim?
JEFF: É isso mesmo. Saber superar a deficiência é um sinal de força interna que causa admiração. E que pode ser usada com um ótimo assunto de conversa.
Enfim, quando mudei minha postura diante daquilo que não vai mudar é que tudo se transformou.
Minha deficiencia não tem cura. Então, o lance foi aceitar pra superar.
VICTOR: Fantástico! Jeff, nas nossas conversas você já notou que eu sou um cara que está sempre lendo e aprendendo coisa nova. E o que você acabou de dizer veio de encontro a uma mensagem que ouvi de um mentor importante. Em resumo, a preocupação é improdutiva quando estamos pensando em algo que está além de nosso controle.
Tipo, se estou preocupado sobre o meu planejamento estratégico de um empreendimento, então minha preocupação é útil a partir do momento que me motiva a agir fazendo revisões no plano, obtendo seguro, pagando impostos, contratando bons empregados.
Agora, se eu me preocupo sobre se vai fazer sol amanhã, estou desperdiçando energia de concentração e meu tempo.
E o que você acabou de dizer tem tudo a ver com esse conceito. Se é algo que não tem como reverter, bola para frente. É fácil falar da boca pra fora. Por isso eu tenho respeito por você, como um cara que efetivamente superou e é um exemplo para nós.
Me diz agora: o senso de merecimento (que o pessoal chama de “inner game”) sozinho foi suficiente para começar a chover mulher na sua horta?
JEFF: Mais ou menos, Victor. Trabalhar o jogo interno foi uma parte do processo. Pois apesar estar mais confiante, eu ainda não tinha o conhecimento necessário para notar os sinais de interesse. E também tinha que remodelar a crença de que a deficiência me limitava. E isso só aconteceu depois da PU.
VICTOR: Deixa eu só explicar aqui pros leitores que não sabem o que é PU. O Jeff está se referindo a “Pick Up”, que é o termo em inglês pra pegação e é uma sigla usada pela comunidade de sedução.
Jeff, deixa eu te fazer outra pergunta. Para quem hoje se encontra com dificuldades semelhantes às suas no começo, que dicas você daria? O que especificamente alguém poderia fazer hoje de diferente baseado em sua recomendação e experiência?
JEFF: Saber que tudo é possível, que o mundo te vê como você se vê, então se o mundo não te responde 100%, tenha certeza que a desordem está no seu interior.
Falar é fácil, é verdade, executar dá muito mais trabalho, mas a reconpensa de ser responsável por você, por sua vida, por suas coisas, isso definitivamente não tem preço!
VICTOR: PQP, fiquei de cara. Atenção, leitores: façam um favor a vocês mesmos. Imprimam essa entrevista, recortem os dois parágrafos acima do Jeff e carreguem na sua carteira por pelo menos um mês. Sério.
Acho que a idéia de que existe desordem no nosso próprio interior se o mundo não responde 100% é uma das noções mais importantes no tema de assumir responsabilidade sobre a vida que nós temos. Que é outro tema importante a abordar aqui. Fica anotado.
Bom, já está na hora de finalizar a entrevista. Falamos bastante de inner game e ninguém melhor do que você, que realmente viveu na própria pele a necessidade de se remodelar, para nos dar dicas.
Mas deixa eu perguntar algo mais técnico. Quando você me contou um pouco da forma como faz suas interações, você mencionou o RAP (relaxar, assumir rapport e persistir). Pode explicar com suas próprias palavras o que seria isso, e como os leitores podem usar esse método?
JEFF: Com certeza. É simples. Eis o método RAP.
R=Relaxar, ou seja, se sentir a vontade consigo mesmo.
No meu caso específico, me sentir a vontade com meu diferencial, com minhas crenças, com minha cultura, liderar, cuidar da minha vibe.
A= Assumir raporte, partir do pre-suposto que ja conheço a mulher faz anos, e todas as outras ferramentas que a PNL diz sobre o raporte. Pra mim é fácil, pois sempre fui mestre no raporte. Minha dificuldade era com a atração.
P= Persistir. Ter a certeza que ela está afim, (isso você pode detectar pelos sinais de interesse), e não desistir na primeira, ter jogo de cintura pra saber avançar e recuar.
Como diz Nessahan Alita, “se você não tem jogo de cintura, jogue sua cabeça em um vaso sanitário, ou corte seu pinto.”
VICTOR: Hahaha! Esse Nessahan é uma figura sem igual! Taí, outra nota mental para num dia desses colocarmos um texto só sobre o material dele ou o convidar para uma entrevista, que seria um prazer tão grande como ter recebido você aqui no From Victor With Love Diário, Jeff!
Esse Jeff tá mais pra Demolidor do que pra Mr. Magoo
Em nome de todos os leitores espalhados pelo Brasil e os nossos mochileiros fazendo balada nos navios da Escandinávia, celebrando o dia das loiras e expatriados que estão levantando grana em Londres, Barcelona e outros centros europeus… MUITO OBRIGADO!
JEFF: Que isso, Victor! Adorei poder colaborar. Na verdade, na minha vida me vejo assim, um abridor de portas para outros, deficientes ou não.
VICTOR: Esse cara é foda. Espero contar com sua presença mais vezes, Jeff.
Aí leitores: quem quiser fazer perguntas ao Jeff ou dar um parabéns ao cara é só deixar um comentário aqui na página. Se tiverem sugestões para futuras entrevistas, me avisem também que assim vcs ajudam a todos nós.


