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	<title>From Victor With Love - Diário &#187; pedágio</title>
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	<description>Viajantes Conquistadores por um mundo melhor</description>
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		<title>Dicas para viajar de carro pela Europa</title>
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		<pubDate>Mon, 01 Mar 2010 20:25:03 +0000</pubDate>
		<dc:creator>victor</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Como o Raul mencionou no texto sobre o frio do inverno europeu, nos últimos meses dei uma desacelerada aqui para me concentrar no preparo do livro sobre viagem e sedução na Europa. Enquanto não trago novidades mais concretas, resolvi publicar um texto mais leve e despretensioso, contando de minhas aventuras dirigindo pela Europa. 1. Como [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Como o <a title="Raul" href="http://fromvictorwithlove.com/diario/2010/inverno-com-neve-agora-nao-e-hora-de-viajar-para-o-norte-da-europa/#comment-157" target="_blank">Raul</a> mencionou no texto sobre o frio do inverno europeu, nos últimos meses dei uma desacelerada aqui para me concentrar no preparo do livro sobre viagem e sedução na Europa.</p>
<p>Enquanto não trago novidades mais concretas, resolvi publicar um texto mais leve e despretensioso, contando de minhas aventuras dirigindo pela Europa.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>1. Como arrumar um carro?</strong></p>
<p>Para alugar carro na sua viagem curta de até um mês, compensa muito fazer a pesquisa em diferentes sites, como o da <a title="hertz" href="http://www.hertz.com/" target="_blank">Hertz</a> e <a title="avis" href="http://www.avis.com/" target="_blank">Avis</a>. A vantagem de escolher uma dessas redes internacionais de aluguel de carro é que você pode por exemplo retirar o carro na Espanha e devolver na Holanda, sem problemas.</p>
<p>Fazer a pesquisa com antecedência e com uma reserva de vários dias pode fazer com que o preço do aluguel fique muito barato, algo como cinquenta euros por dia se você não se importar em usar o modelo mais popular.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-492" title="Avis - alugando carro na Europa" src="http://fromvictorwithlove.com/diario/wp-content/uploads/2010/03/14-avis1.png" alt="" width="500" height="400" /></p>
<p>No caso da Avis, uma pesquisa aleatória feita entre Barcelona a Berlin me informou que eles não permitem o aluguel para devolução entre os dois países.</p>
<p><img class="alignnone size-full wp-image-493" title="Hertz - mais opções para o viajante" src="http://fromvictorwithlove.com/diario/wp-content/uploads/2010/03/14-hertz.png" alt="" width="500" height="275" /></p>
<p>Por isso, recorri à Hertz, que oferece um Ford KA aproximadamente a sessenta euros diários.</p>
<p>No meu caso, eu comprei um carro em acordo informal com um amigão. Como nos conhecemos e temos confiança mútua, eu deixei o dinheiro na mão dele e recebi as chaves.</p>
<p>Os documentos continuam todos em nome dele. Eu me comprometi a nunca emprestar o carro a ninguém, dirigir sempre com cuidado e, no caso raro de tomar multa, pagar e fazer todo o trabalho administrativo para deixar o carro sempre em perfeita condição. Depois conto mais como isso funciona.</p>
<p><strong><br />
</strong></p>
<p><strong>2. Os locais</strong></p>
<p>Feito isso, e com um GPS na mão, a aventura depende apenas da imaginação. Os vinte e três países que percorri de carro pela Europa mencionados no post &#8220;<a title="Dirigir sem rumo é muito melhor - post PdH" href="http://papodehomem.com.br/dirigir-sem-rumo-e-muito-melhor/" target="_blank">Dirigir sem rumo é muito melhor</a>&#8221; do Papo de Homem escrito pelo Rodrigo Almeida são:</p>
<p>Alemanha, Andorra, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Noruega, Polônia, República Tcheca, Sérvia, Suécia e Suíça.</p>
<p>Aqui vão alguns comentários genéricos sobre o que encontrei pela estrada em cada um desses países (os relatos com as moças ficam para o livro):</p>
<p><strong>Alemanha</strong>: estradas incríveis. As autobahns são o sonho de qualquer motorista. Não possuem limite de velocidade, e é comum que você dirija a 160 por hora, sendo ultrapassado por alguém a 200. Isso só é possível por conta dos carros muito bem revisados, além de uma educação de estrada impecável. Para finalizar: não tem pedágio!!! Tudo é bancado pelo governo, com as contribuições dos cidadãos alemães.</p>
<p><strong>Andorra</strong>: país de dimensão geográfica ínfima. Se você estiver com toda a papelada, bagagem e carro em ordem, não há o que temer. Porém se algo não estiver 100%, é melhor evitar dirigir por essas bandas. A polícia de fronteira costuma ser mais rigorosa, por conta de benefícios fiscais em Andorra e as suas chances de ser parado são maiores.</p>
<p><strong>Áustria</strong>: é um dos países onde você deve comprar um selo adesivo que representa a tarifa de estrada, chamada vignette. Todo posto de gasolina de fronteira tem e os funcionários podem explicar em maiores detalhes sobre qual é o selo adequado para seu uso.</p>
<p><img class="alignnone size-medium wp-image-494" title="A vignette que representa a tarifa de estrada" src="http://fromvictorwithlove.com/diario/wp-content/uploads/2010/03/14-vignette-austria.jpg" alt="" width="175" height="178" /></p>
<p><strong>Bélgica</strong>: nada excepcional. Boas estradas em geral. Chocolate bom e Stella Artois quando parar de dirigir.</p>
<p><strong>Croácia</strong>: foi uma das estradas mais bacanas onde dirigi. Percorrer as montanhas, vindo da Sérvia em direção à costa, é algo sensacional. Muitas vezes existe nevoeiro forte, o que deixa a coisa ainda mais bacana. Os postos de gasolina são meio esparsos, então sempre é uma boa idéia ter o tanque cheio para evitar problemas.</p>
<p><strong>Dinamarca</strong>: também tem cenários muito bacanas por conta das enormes pontes. Custa caro fazer a travessia dessas pontes, mas é uma experiência sensacional.</p>
<p><strong>Eslováquia</strong>: tem bastante montanha e até a atendente do caixa no posto de gasolina é gata. As estradas por onde eu percorri estavam em boas condições  e não deixavam em nada a desejar comparando com outros países mais para oeste.</p>
<p><strong>Eslovênia</strong>: fuja a qualquer custo! Muitos pedágios. Controladores de fronteira com a Croácia super pentelhos.</p>
<p><strong>Espanha</strong>: é um país enorme com muita variedade. A estrada entre Barcelona e Perpignan é muito linda, seja de dia ou de noite. Venta muito, e eu me assustei com a quantidade de placas indicando possível tombamento de carros altos!</p>
<p><strong>Estônia</strong>: ótima estrada, motoristas tranquilos. Dependendo do seu modelo de GPS, pode ser que os mapas na fronteira com a Letônia não estejam atualizados. Eu me perdi algumas vezes, mas encontrei meu caminho depois de duas horas.</p>
<p><strong>Finlândia</strong>: excelentes estradas, mas é bom evitar dirigir ao norte em época de nevasca. Aliás, verifique se o seu pneu é específico para inverno ou se é do tipo que aguenta todas as estações. O símbolo de um floco de neve no pneu indica que você não será nem multado e nem corre grande perigo. Mas sempre os acidentes aumentam muito no inverno.</p>
<p><strong>França</strong>: é um local controverso. De um lado, as paisagens são muito bonitas e a comida da estrada é excelente, igual ou talvez melhor que na Itália (em geral a comida de estrada é um lixo). De outro lado, é um absurdo o que se paga de pedágio. Para cruzar o país, pode se preparar para desembolsar uns duzentos euros. A solução é usar a opção do GPS para evitar pedágios usando estradas secundárias, que demoram mais porém compensam. A segunda coisa que irrita é a quantidade absurda de radares de velocidade.</p>
<p><strong>Holanda</strong>: nada excepcional. A não ser a falta de montanhas. Parece que se dirige rumo ao horizonte eternamente, comprovando que a terra de fato é redonda.</p>
<p><strong>Hungria</strong>: nenhuma observação específica, a não ser o fato de que aqui também qualquer mulher que se encontra é absurdamente linda. Terra sagrada!</p>
<p><strong>Itália</strong>: excelentes postos de gasolina, com restaurantes melhores do que se encontra em muita capital européia! As estradas em geral são muito bonitas, mas o trânsito pode incomodar &#8211; tenha sempre um iPod bem carregado com músicas e audiobooks.</p>
<p><strong>Letônia</strong>: belíssimas mulheres, estradas adequadas e sem nenhum comentário especial. A não ser farta disponibilidade de wi-fi nos diferentes restaurantes ao norte de Riga.</p>
<p><strong>Lituânia</strong>: uma coisa que me impressionou foi a fronteira com a Polônia. Diversas muralhas, arame farpado e torres de controle. Parecia que eu estava num filme do James Bond! Como tanto a Polônia como a Lituânia fazem parte do Acordo Schengen, não há o que temer. Apenas preste MUITA atenção para não errar o caminho e entrar na Rússia (Kaliningrado), pois daí é dor de cabeça certa com o visto.</p>
<p><strong>Noruega</strong>: de longe, na minha opinião é onde eu vi as paisagens naturais mais estonteantes. Combinação de fiordes e montanhas rochosas. Apelação total. Algumas vezes dava raiva ser motorista e ter que prestar atenção na estrada, enquanto passava por locais surreais. Só as estradas valem a visita. As loiras norueguesas, assim, ficam como um belo bônus a quem encarar os preços da Noruega.</p>
<p><strong>Polônia</strong>: as estradas lembram muito o Brasil. Tem estradas ótimas e estradas péssimas. Calcule sempre 20% a mais de tempo para se locomover. Os postos de gasolina são divertidos quando ninguém fala inglês e é uma ótima maneira para exercitar o polonês aprendido nos phrasebooks.</p>
<p><strong>República Tcheca</strong>: é outro país que pede o selinho vignette para dirigir. Não há grandes comentários especiais. Pessoalmente, eu gosto muito desse país e a estrada me traz boas memórias.</p>
<p><strong>Sérvia</strong>: aqui o bicho costumava pegar. A estrada marcava o fim do espaço Schengen, e o controle de passaporte podia ser muito chato, com direito a sujeito mau humorado perguntando se você tem reserva de hotel, qual é o motivo da visita, sua profissão e mil outras perguntas. Agora isso está mudando.</p>
<p><strong>Suécia</strong>: se por um lado é onde tem a imagem mais marcante sobre suas lendárias loiras escandinavas, por outro lado eu não consigo me lembrar de nada particular das estradas suecas. Talvez eu estivesse pensando em outra coisa&#8230;</p>
<p><strong>Suíça</strong>: é também país onde é necessário ter o selo de tarifa. A diferença para a Áustria e República Tcheca é que na Suíça a vignette é anual. Então seja se você estiver dirigindo por um dia ou um ano, o preço é o mesmo. Estradas adequadas, com muitos túneis e com riscos de engarrafamento (por não serem largas o suficiente no caso de acidentes).</p>
<p>Ufa! Apesar de ter feito a listagem assim, tão rápido, eu sei que os comentários podiam ser mais elaborados. Mas daí o post ficaria gigantesco.</p>
<p>Existem outros macetes sobre alugar carro, conseguir que algum amigo local lhe empreste ou faça algum acordo informal &#8211; são alguns dos pontos que escrevo no livro que está na fase final. Se quiser entrar para a Lista VIP e receber algumas dicas de viagem de graça, <a href="http://fromvictorwithlove.com/diario/lista-vip/">cadastre-se aqui</a>.</p>
<p>(crédito da foto de capa: http://www.flickr.com/photos/dennissylvesterhurd)</p>
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