Anthony Robbins e as cinco chaves para o sucesso e poder pessoal
Essa é a continuação do texto sobre o que Tony Robbins fala sobre o poder de foco Jedi. Ficaram faltando as cinco chaves de ouro para abrir o potencial psicológico.
CHAVE UM: Eleve seus padrões
Essa é tão importante que merece ser listada como a primeira chave do sucesso. É a única coisa que cria uma mudança duradoura.
Em português claro, é transformar o “devia” em “vou”.
Todo mundo tem uma lista de “eu devia”: “eu devia passar mais tempo com minha família, eu devia ler mais, eu devia perder peso…”. E o que acontece quando não fazemos nada disso? Ficamos frustrados, estressados e nervosos. Sentimos que nossa palavra não vale nada.
Ao transformar esse “devia” em um “vou”, a gente arruma um jeito e faz. Quando a gente dá um BASTA e diz que nunca mais vai engolir uma situação dessas, nunca mais vai fazer determinada coisa, é aí que estamos elevando nosso padrão.
Pense nisso: o ser humano sempre consegue obter aquilo que ele absolutamente precisa. Até os nômades que vivem no meio do deserto. Se seu filho estivesse morrendo e precisasse de um tratamento que custasse xis reais por mês, tenho certeza que você arrumaria algum jeito para levantar a grana. Nem que tivesse que limpar privada de rodoviária. Você dá um jeito. Porque é necessário.
Se você não está atingindo seus objetivos agora, é porque eles estão na caixa do “eu devia, eu poderia…”
Mude isso. Coloque essa lista na caixa do “eu vou”.
Pense nos seus conhecidos, ou pense naqueles desconhecidos que você via na academia quando se matriculou. Não tinha aquele grupinho que SEMPRE estava lá, malhando? Não interessa se você era um turista de academia, indo uma vez por semana… ou indo cinco vezes por semana. Sempre você via aquelas figurinhas carimbadas.
Por que certos conhecidos nossos (ou essas figurinhas carimbadas) estão lá sempre, mais do que a gente? Será que eles têm mais tempo? Não. Tempo, todo mundo tem igual.
O que diferencia é que para eles, a academia é uma prioridade. É um VOU. É uma necessidade. E para quem vai pouco, e falta nos treinos, a academia é um “ah, eu devia ir hoje… mas tá chovendo…”
Exercício: o que é que existe na sua vida que está na caixa do “eu devia” que merece ser transportada para a caixa do “EU VOU”? É algo de sua carreira? Um cuidado pessoal com seu corpo e sua mente? Relacionamentos com quem importa?
Anote DOIS (apenas dois) objetivos. Pode ser um em sua vida profissional e outro em sua vida pessoal, mas lembre-se de escrever o PORQUE você fará essa mudança, jogando para a caixa do VOU.
CHAVE DOIS: Mude suas crenças limitadoras
Crenças são poderosíssimas. Aliás, crenças são como drogas. E nós somos os viciados.
Experimente, numa conversa, questionar e desafiar a crença íntima de uma pessoa. Ela provavelmente vai reagir como se fosse um viciado em crack. Alguns ficam defensivos, outros agressivos. Mexer com a crença de um cidadão é cutucar vespeiro com vara curta.
Aliás, quando a gente acredita em algo, tudo o que vemos ao redor existe para confirmar a nossa crença.
Por exemplo, eu tenho dois amigos gringos que foram para Salvador. Um deles acreditava que o Brasil era uma terra de gente feliz, de festa, de beleza. Outro foi com medo de notícias sobre criminalidade. Adivinha o fim da história?
O primeiro voltou contando mil histórias de como os brasileiros gostam de abraçar, estão sempre sorrindo. Que ganhou carona pra viajar de uma cidade pra outra. Que foi pra festas, comeu, bebeu, dançou e pulou no mar.
O outro voltou ainda mais assustado. Disse que viu gente dormindo na rua, que absurdo. Que uns meninos mal encarados começaram a seguir e ele saiu correndo.
Caminhando sobre o fogo: A nossa crença orienta o nosso foco de atenção e portanto molda nossa realidade.
E o pior é que as crenças antigas podem nos puxar para trás, podem nos impedir de crescer. É por causa da espiral do sucesso que os ricos ficam mais ricos… e os pobres ficam mais pobres.
Espiral do sucesso: se eu acredito que as coisas vão funcionar, uso meu potencial ao máximo. Portanto, minha ação é da melhor qualidade, gerando ótimos resultados. Esses resultados alimentam minhas crenças, e repetem o ciclo: na próxima vez, eu tenho ainda mais confiança que mando bem.
A espiral do fracasso funciona no caminho oposto: resultados ruins reforçam minha crença que é perda de tempo querer fazer coisas novas. Assim, no futuro eu não faço nada… ou, se fizer, faço sem ter confiança. Não uso meu potencial máximo e de novo tenho resultado de merda, o que me coloca ainda mais para baixo. E o ciclo se repete.
CHAVE TRÊS: Siga uma estratégia que funciona
Quem é leitor crítico deve estar pensando que elevar os padrões é óbvio, já que quem se contenta com pouco, pouco terá. E essa história de confiança é papo é de frutinha.
Um cara que decide, por exemplo, ver o por do sol e fica olhando para o leste não terá sucesso nunca, não importando quanta confiança ele tenha e quão seja o padrão dele em ver o melhor por do sol do mundo. Pois está usando uma estratégia ERRADA.
A vantagem é que o sucesso deixa pistas. Ninguém precisa reinventar a roda. Seja observador e procure as pessoas que têm sucesso nas áreas que você quer incrementar a sua vida. O que é que elas fizeram?
Siga uma estratégia que funcione.
Agora… se prepare. Pois haverá o momento em que você está todo feliz, colhendo muitos frutos, tudo está numa boa… e daí algo dá errado. Deu bosta.
ESSE É O MOMENTO QUE VOCÊ ENCONTRA SEU DESTINO. Quando você faz tudo certo e alguma coisa fora do seu controle aparece e bagunça tudo. E aqui entra a quarta chave.
CHAVE QUATRO: Fortaleça seus músculos emocionais
Você realmente está dedicado de corpo e alma, num caminho sem volta e sem desculpas, a fazer o que realmente quer… ou está só curtindo a festinha enquanto é fácil?
Já viu aquelas pessoas que usam uma pulserinha amarela de borracha no punho? É a pulseira do Lance Armstrong. Para quem não conhece a história do Lance Armstrong, ele é simplesmente um ciclista que aos 25 anos descobriu que tinha câncer nos testículos. Um problema bastante grave para um ciclista profissional. O câncer se espalhou ainda pelos seus pulmões e cérebro.
Enquanto a maior parte das pessoas perderia as esperanças e começaria a culpar o mundo, achando que estivesse sob um castigo divino, Lance decidiu tomar controle absoluto sobre seu destino. Ele treinou com uma firmeza ainda maior, dando o significado ao seu foco de que esta era uma oportunidade de se desafiar.
Lance simplesmente venceu, por sete anos consecutivos, a maior competição de ciclismo mundial: o Tour de France . Em primeiro lugar.
A história de Lance Armstrong é um exemplo de que com uma solidez de realidade e inabalável vontade de vencer, obstáculos externos são irrelevantes. E para quem não se convenceu da gravidade da situação, um colega meu da PdH escreveu com detalhes como é o processo de diagnóstico, cura e recuperação do câncer de testículo. Bem foda.
CHAVE CINCO: Dê muito mais do que você espera receber
Por fim, a última chave. Encontre uma maneira de fazer pelos outros muito, muito mais do que qualquer pessoa de sua área.
Se você está com a mentalidade de dar, para poder receber, então seus resultados serão limitados e tímidos. A vitória acontece quando você sente genuinamente que deu o melhor de si para a maior quantidade imaginável de pessoas.
Os resultados inesperados que virão são infinitamente maiores do que no pensamento comercial de dar para receber. Essa é a máxima do Keith Ferrazzi, autor do Nunca Almoce Sozinho! <– Link patrocinado do Submarino. Se você comprar o livro ou qualquer produto, eu posso fazer alguma mulher feliz no mundo presenteando-a com uma (só uma) flor.
Keith costuma dizer: “never keep score”. Ou seja, nunca fique contando quantos favores você fez para alguém para contabilizar quantos pode receber de volta. Essa é a mentalidade de escassez mais autolimitadora do mundo e prejudicará seu sucesso.
Quais outros limites nós colocamos a nós mesmos?


