Transição da conversa “normal” para uma interação sexual
Recebi um email bem bacana de um amigo que me perguntou sobre dicas de viagem pela Suécia, e entre outros assuntos que conversamos ele diz o seguinte:
Fala Vitor, grande monstro da pegada européia..Gostei, boas dicas, texto bem escrito e objetivo.Bacana foi mostrar que em um contexto específico é necessário um outro tipo de comportamento, sem inventar moda..Em muitos locais sem correr riscos e ter ousadia não pega nada, porém em um lugar onde a média é incrível basta fazer o arroz com feijão.. faz todo o sentido.O problema é que meu estilo é bastante agressivo, ao ponto de já ter percebido que em situações mais normais eu acabo não me saindo tão bem.. parece que não consigo entrar no ritmo se não tiver feito uma entrada arrasadora, isto é, as coisas ficam parecendo muito amistosas e sem aquela tensão amorosa..Você poderia dar algumas dicas nesse sentido, talvez me mandar algum material sobre o que é esse tal “sedutor natural”?
Bom, a primeira dificuldade que eu tenho ao propor algum palpite é interpretar a mensagem recebida e tentar imaginar como é a situação efetiva que foi descrita.
O que mais me chama a atenção é essa parte: “meu estilo é bastante agressivo, ao ponto de já ter percebido que em situações mais normais eu acabo não me saindo tão bem.. parece que não consigo entrar no ritmo se não tiver feito uma entrada arrasadora, isto é, as coisas ficam parecendo muito amistosas e sem aquela tensão amorosa.”
Vamos quebrar o parágrafo em diferentes partes.
“meu estilo é bastante agressivo, ao ponto de já ter percebido que em situações mais normais eu acabo não me saindo tão bem”
Quando escuto gente usando o termo “agressivo” no contexto da comunidade, geralmente me parece que eles assistiram vídeos ou leram materiais daquele croata careca, o Badboy. Para quem não conhece, o Badboy é popular pelo tal game direto, em que ele avança com uma linguagem corporal confiante, fica frente a frente com a garota e diz que a achou bonita e quer falar com ela. Direct game.
O problema, como foi dito pelo amigo, é o “em situações mais normais eu acabo não me saindo tão bem” pois se essa atitude do direct game não está congruente com nossa personalidade e quem somos de verdade, as pessoas sabem. A garota sabe, e você também sabe que a tal agressividade é um teatrinho.
Será que é isso o que você quis dizer com a sua primeira parte do parágrafo? Me responda aqui nos comentários ou continuando nosso bate papo por email mesmo.
Na segunda parte do email isso fica confirmado com “parece que não consigo entrar no ritmo se não tiver feito uma entrada arrasadora, isto é, as coisas ficam parecendo muito amistosas e sem aquela tensão amorosa.” Em outras palavras, é difícil mudar de marcha.
A dinâmica natural da conversa será assexual pois você não está dominando o frame da interação. Em um único post não dá para comentar tudo sobre a comunicação sexual, mas aqui vão alguns dos pontos que produzem mais resultado rápido e eficiente:
- Não seja asqueroso ou repulsivo – cuide de sua aparência e apresentação. Todo mundo pode manter o cabelo bem cortado, roupas bem ajustadas e sapatênis (pra maioria das pessoas um sapato formal fica meio exagerado e o tênis esportivo é muito largado – mas isso depende de seu estilo. Consulte uma garota de confiança nessa área)
- Filme a si próprio, em ocasiões sociais (aniversário de criança por exemplo) e veja o que você acha. Sua postura está legal? Sua voz é boa? Se você está insatisfeito, identifique quais são os elementos e trabalhe neles.
- Mantenha bom humor, energia alta, vibe positiva.
- Faça contato visual, não fique olhando pro chão ou evitando cruzar olhares. Quanto mais um olhar no olho do outro, melhor.
- Sorria. Sempre que possível.
- Quando for adequado, faça contato. Por exemplo, se ambos estiverem atravessando a rua, segure na mão dela, mas depois solte.
- Fale sobre sexo. Por exemplo, conte que leu numa revista NOVA da vida (ou Capricho) que estava na sala de dentista ou no quarto da irmã… e que tinha um artigo xis sobre um assunto que você não concorda. Mulher sempre gosta de saber a perspectiva masculina. Responda algumas coisas, mas sempre mantenha um mistério para evitar dar uma de Wikipedia ambulante ou amiguinho consultor amoroso.
- Elogie a garota sempre que for adequado.
- Para cada dois ou três elogios, faça uma brincadeira, tirando sarro de alguma coisa meiga sobre ela. Isso ajuda a manter a tensão sexual. Não seja grosseiro, Joselito ou mexa com alguma insegurança dela – essa é a sutil distinção que eu vejo muita gente disparando neg totalmente descalibrado. Se ela estiver dando risadas e te dando tapinhas/soquinhos no braço, é por que está indo bem.
Direct & Indirect game. Seduzindo holandesas: jogo direto dá certo na Holanda?
Hoje recebi uma pergunta que é parecida com outras que já tinha recebido anteriormente, apenas mudando o país (no caso, Holanda):
“Tenho planos de ir à Holanda. O direct game dá certo por lá ? Outra coisa: gostaria muito de conhecer a Austrália… sei que não é Europa mas há algo que possa me acrescentar mesmo assim? Talvez você tenha conhecido australianas na Europa…” (Leonardo)
Oi Leo, beleza? Primeiro, deixe eu explicar para os leitores o que é o tal “direct game” pois não é todo mundo que conhece a terminologia técnica da Comunidade de Sedução.
Direct game v. Indirect game
O jogo direto (direct game) é o que se costuma colocar como a forma alternativa ao jogo indireto (indirect game).
No jogo direto, o homem conquista a atração feminina sendo legítimo, autêntico e… direto! É o caso de um don Juan que faz belos elogios e deixa a gata arrepiada. Existem milhares de variações, desde um “te como inteira” estilo pitbul Badboy a um romântico Zan Perrion.
Uma das vantagens do jogo direto é que imediatamente a garota se sente levada a fazer uma análise de ter gostado ou não de você com base na primeira impressão. Portanto, uma presença forte, boa aparência, tom de voz e o seu status percebido são componentes chave do direct game.
Assim, em boa parte do meu game eu gostava da efetividade do direct game para estabelecer uma vibe de comunicação sexual. O jogo direto permite filtrar rapidamente as interações que vão prosseguir bem das onde não se sabe onde está pisando. Essa é uma das fraquezas do jogo indireto.
No jogo indireto, o homem começa a puxar assunto como quem não quer nada… e vai tocando a conversa sempre sem demonstrar interesse sexual. A idéia básica é ir subcomunicando elementos que farão com que a garota é que comece a demonstrar o interesse no homem.
Eu usei bastante esse tipo de abordagem. Quando estava numa cidade nova (digamos, em Varsóvia, capital da Polônia), eu perguntava onde ficava um determinado restaurante, usando um básico de polonês com phrasebook (uma das técnicas que apresento no Guia do Viajante Conquistador).
Após essa abertura, ia desenrolando outros assuntos de modo que a garota é que começava a ficar intrigada. De onde eu era? Como é que eu aprendi polonês? O que estava fazendo em Varsóvia?
Para mim, a vantagem do indirect game é que isso dava um conforto para a garota e tempo para que ela decidisse se eu era um cara interessante, bacana e atraente. Como não me considero nenhum galã de novela, o indirect ajudava a amaciar a interação nesse sentido.
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Dito isso, volto para sua pergunta original. A questão sobre decidir usar ou o direct game ou indirect game em sua interação depende principalmente de sua personalidade e do contexto, e tem pouco a ver com a cultura da garota.
Por outro lado, é verdade que algumas culturas são mais abertas ou fechadas a abordagens diretas. No caso da Holanda, posso dizer de minha experiência própria que se o direct for bem conduzido durante o dia (daygame) em ambiente pre-selecionado existe uma grande chance a seu favor de ir bem. O direct em balada ou em situações de muita muvuca tem a tendência de não cair bem.
Mas o que mais vai contar mesmo é a sua forma de fazer o delivery, sua experiência e principalmente quem você é. Sendo um cara com valor a fornecer, usando os princípios dos Viajantes Conquistadores que descrevo no Guia, é a garota quem será a sortuda da história em te conhecer.
Por fim (pois o post está comprido): só tenho coisas boas a dizer sobre as australianas na Europa, pois elas são muito aventureiras, divertidas e cabeça aberta. Talvez pelo fato da Austrália ser meio isoladona geograficamente, os jovens completam os estudos e fazem a mochila, saindo em busca de aventuras. Já viu no que isso vai dar, né!
Abraço e boa viagem!


