Dicas de viagem sobre Riga, Letônia
Recebi mais uma pergunta sobre Riga:
Mensagem:
Victor, gostei do seu texto, achei acidentalmente o blog no google procurando dicas sobre riga.
Gostaria de receber os macetes que vc tiver, pois estou indo pra lá agora em setembro.
Parabéns pela estilo ousado e criativo. Deixa um ar de iniciativa, proatividade… muito bacana.
Abraços
Bruno
Fala Bruno – obrigado pelos comentários. Andei sumido por causa de muita viagem e fica complicado sentar com calma para escrever. Além disso, estou preparando uns materiais novos pra galera.
Pelo que entendi, as dicas que vc quer são mais de viagem mesmo, certo? Não necessariamente de balada, relacionamentos…
Quem está mandando super bem na região é a turma do In Your Pocket. Eles possuem guias específicos de cidades, bem fininhos (estilo revista de bolso) falando sobre o local, costumes, feriados, baladas, restaurantes, acomodação…
… vc pode ir direto pro http://www.inyourpocket.com/ ou, quando estiver na cidade, entrar nos melhores restaurantes, hotéis e baladas e olhar ao redor para conseguir um exemplar de graça.
Se quiser, pode pagar uns 5 euros para ter a cópia que é vendida em livrarias. Mas se é possível pegar de graça, melhor ainda, não?
Abraço!
Dicas para viajar de carro pela Europa
Como o Raul mencionou no texto sobre o frio do inverno europeu, nos últimos meses dei uma desacelerada aqui para me concentrar no preparo do livro sobre viagem e sedução na Europa.
Enquanto não trago novidades mais concretas, resolvi publicar um texto mais leve e despretensioso, contando de minhas aventuras dirigindo pela Europa.
1. Como arrumar um carro?
Para alugar carro na sua viagem curta de até um mês, compensa muito fazer a pesquisa em diferentes sites, como o da Hertz e Avis. A vantagem de escolher uma dessas redes internacionais de aluguel de carro é que você pode por exemplo retirar o carro na Espanha e devolver na Holanda, sem problemas.
Fazer a pesquisa com antecedência e com uma reserva de vários dias pode fazer com que o preço do aluguel fique muito barato, algo como cinquenta euros por dia se você não se importar em usar o modelo mais popular.

No caso da Avis, uma pesquisa aleatória feita entre Barcelona a Berlin me informou que eles não permitem o aluguel para devolução entre os dois países.

Por isso, recorri à Hertz, que oferece um Ford KA aproximadamente a sessenta euros diários.
No meu caso, eu comprei um carro em acordo informal com um amigão. Como nos conhecemos e temos confiança mútua, eu deixei o dinheiro na mão dele e recebi as chaves.
Os documentos continuam todos em nome dele. Eu me comprometi a nunca emprestar o carro a ninguém, dirigir sempre com cuidado e, no caso raro de tomar multa, pagar e fazer todo o trabalho administrativo para deixar o carro sempre em perfeita condição. Depois conto mais como isso funciona.
2. Os locais
Feito isso, e com um GPS na mão, a aventura depende apenas da imaginação. Os vinte e três países que percorri de carro pela Europa mencionados no post “Dirigir sem rumo é muito melhor” do Papo de Homem escrito pelo Rodrigo Almeida são:
Alemanha, Andorra, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Noruega, Polônia, República Tcheca, Sérvia, Suécia e Suíça.
Aqui vão alguns comentários genéricos sobre o que encontrei pela estrada em cada um desses países (os relatos com as moças ficam para o livro):
Alemanha: estradas incríveis. As autobahns são o sonho de qualquer motorista. Não possuem limite de velocidade, e é comum que você dirija a 160 por hora, sendo ultrapassado por alguém a 200. Isso só é possível por conta dos carros muito bem revisados, além de uma educação de estrada impecável. Para finalizar: não tem pedágio!!! Tudo é bancado pelo governo, com as contribuições dos cidadãos alemães.
Andorra: país de dimensão geográfica ínfima. Se você estiver com toda a papelada, bagagem e carro em ordem, não há o que temer. Porém se algo não estiver 100%, é melhor evitar dirigir por essas bandas. A polícia de fronteira costuma ser mais rigorosa, por conta de benefícios fiscais em Andorra e as suas chances de ser parado são maiores.
Áustria: é um dos países onde você deve comprar um selo adesivo que representa a tarifa de estrada, chamada vignette. Todo posto de gasolina de fronteira tem e os funcionários podem explicar em maiores detalhes sobre qual é o selo adequado para seu uso.

Bélgica: nada excepcional. Boas estradas em geral. Chocolate bom e Stella Artois quando parar de dirigir.
Croácia: foi uma das estradas mais bacanas onde dirigi. Percorrer as montanhas, vindo da Sérvia em direção à costa, é algo sensacional. Muitas vezes existe nevoeiro forte, o que deixa a coisa ainda mais bacana. Os postos de gasolina são meio esparsos, então sempre é uma boa idéia ter o tanque cheio para evitar problemas.
Dinamarca: também tem cenários muito bacanas por conta das enormes pontes. Custa caro fazer a travessia dessas pontes, mas é uma experiência sensacional.
Eslováquia: tem bastante montanha e até a atendente do caixa no posto de gasolina é gata. As estradas por onde eu percorri estavam em boas condições e não deixavam em nada a desejar comparando com outros países mais para oeste.
Eslovênia: fuja a qualquer custo! Muitos pedágios. Controladores de fronteira com a Croácia super pentelhos.
Espanha: é um país enorme com muita variedade. A estrada entre Barcelona e Perpignan é muito linda, seja de dia ou de noite. Venta muito, e eu me assustei com a quantidade de placas indicando possível tombamento de carros altos!
Estônia: ótima estrada, motoristas tranquilos. Dependendo do seu modelo de GPS, pode ser que os mapas na fronteira com a Letônia não estejam atualizados. Eu me perdi algumas vezes, mas encontrei meu caminho depois de duas horas.
Finlândia: excelentes estradas, mas é bom evitar dirigir ao norte em época de nevasca. Aliás, verifique se o seu pneu é específico para inverno ou se é do tipo que aguenta todas as estações. O símbolo de um floco de neve no pneu indica que você não será nem multado e nem corre grande perigo. Mas sempre os acidentes aumentam muito no inverno.
França: é um local controverso. De um lado, as paisagens são muito bonitas e a comida da estrada é excelente, igual ou talvez melhor que na Itália (em geral a comida de estrada é um lixo). De outro lado, é um absurdo o que se paga de pedágio. Para cruzar o país, pode se preparar para desembolsar uns duzentos euros. A solução é usar a opção do GPS para evitar pedágios usando estradas secundárias, que demoram mais porém compensam. A segunda coisa que irrita é a quantidade absurda de radares de velocidade.
Holanda: nada excepcional. A não ser a falta de montanhas. Parece que se dirige rumo ao horizonte eternamente, comprovando que a terra de fato é redonda.
Hungria: nenhuma observação específica, a não ser o fato de que aqui também qualquer mulher que se encontra é absurdamente linda. Terra sagrada!
Itália: excelentes postos de gasolina, com restaurantes melhores do que se encontra em muita capital européia! As estradas em geral são muito bonitas, mas o trânsito pode incomodar – tenha sempre um iPod bem carregado com músicas e audiobooks.
Letônia: belíssimas mulheres, estradas adequadas e sem nenhum comentário especial. A não ser farta disponibilidade de wi-fi nos diferentes restaurantes ao norte de Riga.
Lituânia: uma coisa que me impressionou foi a fronteira com a Polônia. Diversas muralhas, arame farpado e torres de controle. Parecia que eu estava num filme do James Bond! Como tanto a Polônia como a Lituânia fazem parte do Acordo Schengen, não há o que temer. Apenas preste MUITA atenção para não errar o caminho e entrar na Rússia (Kaliningrado), pois daí é dor de cabeça certa com o visto.
Noruega: de longe, na minha opinião é onde eu vi as paisagens naturais mais estonteantes. Combinação de fiordes e montanhas rochosas. Apelação total. Algumas vezes dava raiva ser motorista e ter que prestar atenção na estrada, enquanto passava por locais surreais. Só as estradas valem a visita. As loiras norueguesas, assim, ficam como um belo bônus a quem encarar os preços da Noruega.
Polônia: as estradas lembram muito o Brasil. Tem estradas ótimas e estradas péssimas. Calcule sempre 20% a mais de tempo para se locomover. Os postos de gasolina são divertidos quando ninguém fala inglês e é uma ótima maneira para exercitar o polonês aprendido nos phrasebooks.
República Tcheca: é outro país que pede o selinho vignette para dirigir. Não há grandes comentários especiais. Pessoalmente, eu gosto muito desse país e a estrada me traz boas memórias.
Sérvia: aqui o bicho costumava pegar. A estrada marcava o fim do espaço Schengen, e o controle de passaporte podia ser muito chato, com direito a sujeito mau humorado perguntando se você tem reserva de hotel, qual é o motivo da visita, sua profissão e mil outras perguntas. Agora isso está mudando.
Suécia: se por um lado é onde tem a imagem mais marcante sobre suas lendárias loiras escandinavas, por outro lado eu não consigo me lembrar de nada particular das estradas suecas. Talvez eu estivesse pensando em outra coisa…
Suíça: é também país onde é necessário ter o selo de tarifa. A diferença para a Áustria e República Tcheca é que na Suíça a vignette é anual. Então seja se você estiver dirigindo por um dia ou um ano, o preço é o mesmo. Estradas adequadas, com muitos túneis e com riscos de engarrafamento (por não serem largas o suficiente no caso de acidentes).
Ufa! Apesar de ter feito a listagem assim, tão rápido, eu sei que os comentários podiam ser mais elaborados. Mas daí o post ficaria gigantesco.
Existem outros macetes sobre alugar carro, conseguir que algum amigo local lhe empreste ou faça algum acordo informal – são alguns dos pontos que escrevo no livro que está na fase final. Se quiser entrar para a Lista VIP e receber algumas dicas de viagem de graça, cadastre-se aqui.
(crédito da foto de capa: http://www.flickr.com/photos/dennissylvesterhurd)
Onde se informar sobre o Loveboat – fale direto com a Viking Line
Hoje o post é uma resposta a um amigo que escreveu após se cadastrar na Lista VIP. Basicamente neste texto eu falo sobre:
- Como fazer ligações para fora do Brasil pagando alguns centavos por minuto
- Como verificar informações sobre qual é o loveboat correto a ser tomado com a Viking Line
- Algumas dicas gerais sobre Ibiza, Oktoberfest, vôos internos baratos na Europa
Editei parte da sua mensagem que segue assim:
Seguinte, Victor: estou viajando sozinho, de última hora mesmo, mochilão e albergue, pro que der e vier.
Saio do Brasil rumo Amsterdam, onde fico três dias. De lá, vou para Praga numa sexta feira, passando o fim de semana por lá.
Na segundona vou para a Grécia: Mykonos e passo a semana lá nas ilhas gregas. Na sexta feira, inspirado em você, vou para Estocolmo e lá passo mais um fim de semana.
Na próxima segunda, vou para a Oktoberfest em Munique. Fico a semana e saio sexta para Ibiza, curtindo a balada até terça.
Bom roteiro, não acha?
Mas eu ainda não comprei todas as passagens internas. Estou dependendo de sua resposta. Nesses dias, de sexta a segunda, que passarei na Suécia, eu pensei em ir na sexta para uma cidade através do ferry, e retornar no sábado, através de outro ferry. Será que está bom ou tenho que acrescentar mais um dia?
Que cidades você indica? Preciso selecionar duas: Estocolmo, Helsinki ou Tallin?
Quanto a comprar os loveboats, como faço para saber desde aqui? Tem como você me ajudar?
Valeu!
Fala bro! Que viagem animal essa hein!
Ligações para o exterior baratas com o Skype out
A primeira dica que eu te dou é a seguinte: use o Skype out e ligue diretamente para a Viking Line.
Skype out é quando você usa seu cartão de crédito para comprar créditos no Skype. Basta clicar em Conta -> Meu perfil (Account /My Profile) e decidir quanto você quer comprar de crédito. Pode usar o Paypal também.
Assim, cada ligação que você faz para fora do Brasil sai bem mais barata e dá para planejar as coisas com calma, sem ter que depender de respostas de email das empresas. Isso é importante principalmente pelo fato de você não ter muito tempo para planejar a trip.
Parece bobeira para usuários mais avançados, mas tem muita gente que acha que Skype só pode ser usado com outra pessoa também com conta Skype. Errado: você pode ligar tanto para telefones fixos como celulares usando esse método.
Dicas extras:
- use fone de ouvido, e nunca a caixa de som ou autofalante. A caixa de som pode gerar eco na ligação quando a outra pessoa fala;
- use um microfone de qualidade, que não deixe sua voz igual a do Darth Vader conforme você “assopra” vento ao falar. Os microfones bons têm uma espuminha de proteção contra o ruído de vento. Para quem quer algo prático e de bom preço, a Logitech tem um modelo ótimo. E para quem gosta de produtos de design e qualidade impecável, a Sennheiser é uma ótima opção. (Os links vão para o Submarino e, se você fizer alguma compra, entre em contato comigo pois como eu recebo uma comissão de venda, quero retribuir enviando uma surpresa pro seu email);
- feche todas as janelas de aplicativos desnecessárias durante a ligação. Isso diminui o uso da CPU e assim existe menor chance de haver falhas na ligação. Para saber a porcentagem de perda da qualidade, clique em Propriedades-> Avançado e selecione “Display technical info”;
- evite wifi sempre que possível, conectando diretamente com o cabo broadband.
Como saber se você está pegando o loveboat correto
Eu já avisei sobre esse risco no meu artigo da PapodeHomem e aqui no Diário. Se você chegar no improviso e pegar qualquer barco, a chance é de 90% de entrar numa roubada, com apenas idosos dentro do navio, ouvindo Frank Sinatra e jogando nas maquininhas de caça níqueis.
Com o seu Skype out, ligue para a Viking Line e seja cara de pau, perguntando exatamente qual é a data que haverá o próximo loveboat com jovens fazendo festa. Eis os telefones:
004684524000 (Estocolmo)
003589647075 (Helsinki)
0049451384630 (Alemanha)
Eu ainda não tive tempo de conversar com o pessoal da Scan-Suisse, que é o representante de vendas brasileiro. Mas você pode experimentar falar com eles pelo telefone (011) 5531-7100 e espero que eles possam ajudar.
Ibiza, Oktoberfest e vôos baratos
Bom, o post já está comprido então vou fazer comentários gerais e direto ao ponto.
Sobre Ibiza, veja direitinho qual é a data da sua chegada. Agora em setembro o verão europeu já era, e todo mundo está de volta aos estudos da facu e ao trabalho, com o tom de pele azul-smurf tomando o lugar do bronzeado.
Porém, é também em setembro que acontecem as closing parties de Ibiza. As melhores são as da Pacha, Space, Privilege e Amnesia. El Divino, Eden, Es Paradis também dão pro gasto. Além do encerramento dessas casas, também existem as festas de encerramento de certas festas (a festa é independente da casa – a Manumission e a La Troya por exemplo aconteciam em uma balada e em outro ano migravam para outra casa com melhores condições). Use esses nomes aí que eu passei no Google e encontre o calendário da que te mais apetece. Mas tenha em mente que não estará bombando como em julho ou agosto – é bem menos gente…
Sobre a Oktober, é bacana, mas veja com muita antecedência onde vc vai ficar, e os custos. Munique é talvez a cidade alemã mais cara (você paga quatro euros por um bilhete de metrô pra ter uma idéia) e até os alemães têm um certo rancor e ponta de inveja com a atitude da Bavária, que é onde está o dinheiro e grandes empresas.
Ufa – por fim, vôos baratos. Eu acho que você vai gastar uma nota preta com o itinerário que você propôs. A empresa que tem os vôos mais ridiculamente baratos é a RyanAir. A Easyjet também tem algumas opções, mas se você tiver que se deslocar de Gatwick para Luton ou Stansted no caso de ter Londres como trânsito é perrengue danado e muito dinheiro para ir de um lugar a outro. Tenha isso em mente.
É isso, man! Deixa aqui nos comentários o que mais faltou que assim que eu puder eu completo o que faltou!
Abraço
Victor


