Preconceito contra brasileiros na Europa: qual é a chance de homem brasileiro conquistar uma européia?
Um dos leitores me escreveu porque pretende ir para a Itália no ano que vem e já quer saber sobre relacionamentos: o brasileiro é bem recebido pelas européias, ou rola preconceito? O viajante padrão que circular pela Europa vai voltar para o Brasil com histórias cabeludas e divertidas ou ter que admitir que não pegou ninguém?
Já estou faz três anos escrevendo meu livro sobre viagem na Europa e paquera. Durante o preparo, tenho respondido perguntas de leitores e essa sobre preconceito é uma das dúvidas mais comuns. Se você ainda não mandou sua pergunta, use o formulário do canto direito (Lista VIP) antes que ela encerre.
Para responder à pergunta desse leitor, eu pergunto a todos vocês: Qual das duas idéias abaixo você acredita ser verdade?
Mito 01: Brasileiro faz sucesso total na Europa e a mulherada local cai em cima só pelo fato de você dizer que veio do Brasil.
Mito 02: Brasileiro é imigrante de país subdesenvolvido e a xenofobia é grande na Europa. Brasileiro que tentar se aproximar de Européia vai tomar é toco.
A verdade é que a situação na Europa é mais simples e ao mesmo tempo mais complexa do que as duas imagens preto-ou-branco acima. Não é nem uma coisa, nem outra… e um pouco da mistura de ambos. Ficou confuso? Deixe eu explicar.
Como morei por vários anos em diferentes cidades européias, digo por experiência própria que preconceito existe sim. Mas o preconceito é parte do ser humano: existe no mundo inteiro. Até no Brasil, que é conhecido como terra da mestiçagem, tolerância e harmonia.
O assunto de preconceito contra brasileiros na Europa dá muito pano para manga e tem vários desmembramentos, a partir do controle alfandegário, sendo o caso da mestranda da USP Patrícia Camargo Magalhães na imigração espanhola e o da advogada Paula Oliveira na Suíça os que mais causaram polêmica recentemente.
O foco deste Blog
O foco do From Victor With Love – Diário é ajudar os brasileiros que fazem turismo na Europa a voltar para casa com boas memórias. Para isso, discutimos formas de melhorar a comunicação como parte da conquista, técnicas para um sexo de melhor qualidade e idéias criativas de viagem.
Por causa disso, eu não vou entrar nos detalhes de como arrumar o visto – veja isso com seu agente de viagem. E também não vou entrar em discussões sem fim sobre o preconceiro ser algo injusto, nem querer dar aula de moral sobre o que é certo ou errado.
Para quem gosta de bater boca, tem ótimos links por aí na Internet onde você pode dar sua opinião se cada brasileiro recebe o tratamento que merece, se a responsabilidade é dos imigrantes que fazem merda e todo mundo paga o pato, se o pessoal em Heathrow pirou na batatinha e está mandando todo brasileiro viajante (inclusive com grana no bolso) voltar para casa, ou se o presidente tem que botar ordem no barraco, etc etc.
Aqui, a gente coloca o foco em coisas positivas e boas, como mulherada, sexo e viagens legais. Pega uma breja na geladeira e continua lendo.
Respondendo ao Johnson
O leitor é o meu brother Johnson do ClubeAlpha, que mandou a seguinte série de perguntas que vou responder.
Olá estou interessadissimo nessa tua proposta pois como eu disse lá no CA eu estou indo para Italia e não quero cehgar lá totalmente cru mais as perguntais são essas:
1 – como posso eu um brasileiro vira lata rss conquistar qualquer tipo de mulher italiana?
2 – o que as italianas pensão dos brasileiros e principalmente negros? é verdade que elas adoram homens brasileiros e de cor?
3 – e como posso fazer muitos amigos e ampliar me rede de influencias em Roma (digo no ciclo de amizades)?
4 – e o que posso na sua opnião fazer aqui no brasil para melhorar minhas habilidades de fazer amigos e pegar mulher quando chegar lá.
Cumpadre Johnson, em primeiro lugar, deixa eu fazer um comentário muito breve sobre a Itália.
Tem brasileiro pra caralho na Itália
Lá é um local especial na Europa, onde acontece algo semelhante à Espanha e Portugal: uma quantidade ENORME de brazucas. O motivo, entre outros, é a facilidade que nós lusófonos temos em nos adaptar rapidamente ao idioma local. Em contraste, a quantidade proporcional de brasileiros na Alemanha diminui bastante, mas nós estamos em toda parte, hehe.
Por causa disso, o primeiro toque que eu dou é que você pode diminuir as suas expectativas – tanto positivas como negativas – a respeito de ser brasileiro, pois não será nenhum bicho de sete cabeças em território italiano.
Abordagem direta e abordagem indireta
A comunidade de sedução costuma classificar as abordagens em diretas e indiretas. Vou tentar explicar cada uma em um único parágrafo (detalhe: existem livros e mais livros sobre esses conceitos).
Um exemplo radical de paquera indireta é relatado no livro O Jogo: os fãs do Mystery costumam se aproximar das mulheres fazendo comentários ativamente demonstrando seu desinteresse (como assoar o nariz durante a conversa) ou ignorar a mulher desejada, dando mais atenção às amigas. Isso faz com que a mulher se sinta carente por atenção e assim mais aberta para a hora que o verdadeiro elogio chegar.
E para explicar a abordagem direta também em um único parágrafo, é quando o homem vai direto ao assunto, e diz como a mulher é linda demais e ele não tinha outra escolha senão parar tudo o que estava fazendo para a conhecer. O charme dessa abordagem está na sinceridade do homem que abaixa sua guarda completamente, ficando vulnerável. Se for mal feita, pode parecer coisa de homem carente ou canalha que só fala da boca para fora.
Bom, na Itália em geral eu recomendo o jogo indireto. O motivo é que os italianos são homens muito galanteadores que fazem a abordagem direta em todos os lugares! Na rua, supermercado, fila do ônibus… pelo país inteiro. E isso em geral deixa as mulheres menos sensíveis a uma abordagem direta: entra por um ouvido e sai por outro.
Por isso, para ter maior sucesso EM GERAL com as italianas eu recomendo um foco nas abordagens indiretas e através de círculo social.
Negros na Itália, Escandinávia e Leste Europeu
O primeiro ministro Silvio Berlusconi (sim, aquele do harém de menininhas na Sardenha e menores de idade como a Noemi Letizia) soltou mais uma das suas pérolas e disse que cidades como Roma e Milão são sujas igual uma cidade africana, e não parecem mais ser parte da Europa.
Daí o jornal La Repubblica emendou na declaração do Berlusconi e colocou como matéria de capa a chamada Nella Città Africana (Na Cidade Africana) uma reportagem de destaque sobre a vida em Milão e a quantidade de negros. Eu tirei fotos do jornal impresso e depois publico aqui.
O resumo da ópera, Johnson, é que em Roma, Milão, Nápoles e Palermo e em qualquer grande centro urbano da Europa você pode encontrar facilmente vários negros em grandes comunidades. Tem muita balada de africanos na França, Alemanha, Suíça e nesses locais é que você vai encontrar as meninas locais que têm alguma tara específica por negros e sua cultura e música.
Por isso que eu disse que tanto o mito 01 como o 02 são parcialmente verdade. Existe gosto para todas as cores e raças, e sempre tem idiota preconceituoso em qualquer lugar do planeta.
Pelo que eu observei em minhas viagens, os negros fazem bastante sucesso na Alemanha (veja a Heidi Klum e o Seal) e sobretudo na região Escandinávia (principalmente na Dinamarca e Suécia). Na cidade livre de Christiania que fica em Copenhagem, o que eu mais via era dinamarquesa que se amarrava num negão, mas isso fica para um artigo a parte.
Já no Leste Europeu a coisa é um pouco diferente, principalmente em cidades pequenas onde ainda não houve a chegada de imigrantes ou turismo de massa. Nesses locais, negros e asiáticos chamam muito a atenção, a ponto de crianças apontarem o dedo para você como se fosse um alienígena. Isso pode ser usado a seu favor, ou você pode ficar intimidado. Depende muito do conjunto de crenças e da sua desenvoltura em lidar com pressão social.
Círculo social e coisas a fazer ainda no Brasil
As perguntas 3 e 4 são ótimas. Aliás, como fazer amizades e expandir círculos sociais é a grande resposta para as dúvidas que você mandou. Por ironia que pareça ser, quando nós ficamos aqui discutindo sobre qual é o comportamento das européias, se elas curtem um negão, se japa tem alguma chance, se brasileiro faz sucesso etc etc… nós é que estamos sendo os preconceituosos.
Preconceito = pre + conceito. Julgar antes da hora.
Não dá para ter seriedade num discurso que diga “ah, o pessoal de tal país é desse jeito, assim, assado”. Tudo depende muito de cada indivíduo e do grupo social com o qual se identifica mais. Um skinhead alemão com certeza tem uma maneira de pensar diferente de um poeta alemão… mesmo se forem vizinhos. Dã – sorry pelo momento “diga o óbvio”.
O ponto que quis ilustrar é que se você souber fazer as conexões corretas com a turma do bem, não terá que voltar para o Brasil frustrado com histórias de preconceito ou se sentir excluído. Ao contrário: sabendo localizar os círculos sociais legais (como o pessoal do HospitalityClub e CouchSurfing por exemplo), e sabendo subcomunicar que você é um sujeito gente fina, respeitoso, divertido e veio para somar valor, todas as portas se abrem.
Só que para isso ou a gente nasce com uma certa intuição natural, ou tem que aprender. A tecnologia para se conectar socialmente vem desde a época do Dale Carnegie (Como fazer amigos e influenciar pessoas), até os livros mais novos de networking do Keith Ferrazzi (Nunca almoce sozinho), psicologia do Daniel Goleman (Inteligência social) e sedução documentada pelo Robert Greene (A arte da sedução).
A quantidade de material de qualidade é enorme e vou separando aqui as melhores – te aconselho começar dando uma olhada no material do Zan Perrion.
É isso. Ao invés de se preocupar se existe preconceito ou não contra brasileiro, raça negra, amarela, mestiços ou qualquer nacionalidade, vale mais a pena investir energia e concentração para trabalhar em características interpessoais que vão fazer seu jogo fluir melhor.
Eu vou dar uma atualizada nesta página de tempos em tempos, e também escrever novos artigos sobre esses assuntos. Para receber os artigos de graça e o conteúdo exclusivo para membros, você tem que estar cadastrado na Lista VIP (só ir pro formulário no topo da página, canto direito e deixar seu primeiro nome e email). Ou escrever um comentário aqui nesta página.
Abraço e me digam aí que pontos ficaram incompletos que vocês queiram debater.
Victor



johnson on Sun, 7th Jun 2009 7:27 pm
Olá victor muito obrigado pela resposta!
Deixa eu ver se entendi. Na europa as mulheres são diferentes das brasileiras no sentido de serem mais refinadas e darem valor a homens finos, inteligentes e elegantes que saibam valorizar relacionamentos. Se assim for, então concluo que me darei melhor na europa do que no Brasil.
Voce sabe que as brasileiras se amarram num salafrario e cafagestes que seja um misto de bad bay com playboy. Voce esta querendo diser que as europeias (em especial as italianas) são diferentes nesse aspecto de gosto é isso ou muda a tonalidade do que seria o cafageste brasileiros com o cafageste europeu?
Muito obrigado pela resposta amigo e sem duvida teremos muito o que conversar antes de eu pegar o meu voo rumo a Roma.
Victor on Sun, 7th Jun 2009 7:39 pm
Opa! Pera um pouco, Johnson, não quis dizer isso não.
Não dá para generalizar de um lado européias refinadas querendo relacionamentos e brasileiras de outro lado querendo salafrário. Se em algum momento dei a entender isso no meu texto, não consegui me comunicar corretamente.
O que eu quis dizer é que no Brasil, comparado com a Itália, é menos comum que o homem aborde a mulher diretamente e com frequencia em locais públicos (fora da balada).
Em geral… uma mulher que recebe uma cantada por dia no Brasil quando caminha pelas ruas costuma receber muito mais que o dobro disso quando está andando por uma grande cidade italiana. Lá, os homens não pensam duas vezes antes de fazer um elogio.
Por causa disso é que eu falei que elas estão mais acostumadas a isso, e uma abordagem direta tem menos impacto. Até editei um pouco o texto original para esclarecer esse ponto. Espero que tenha ficado melhor.
Mystic on Sat, 13th Jun 2009 5:48 pm
Interessante ter pontos de vista de angulos diferentes.estou acompanhando o texto e tendo novas percepções…
muito bom.
(Os Puas nos Brasil estão com a paranóia do Pu estar se popularizando,e ae na europa como são vistos os Puas??)
Victor on Sat, 13th Jun 2009 7:09 pm
Beleza Mystic? Recebi seus emails e assim que eu fechar um capítulo que tou escrevendo eu te respondo.
Sobre puas aqui na Europa, ninguém liga. Aliás, tem gente que acha legal. Vou te contar três histórias:
1. Contato profissional. Cara de uns vinte, quase trinta anos. Uma hora estávamos conversando no almoço e quando o assunto descambou pra falar de mulherada e pegação ele me diz “Ah, eu tenho um livro bacaninha, do David DeAngelo, chama Double Your Dating”. Respondi a ele que conhecia o livro, e ficou assim como um assunto curioso, mas nada de mais.
2. Paquera. Uma hora tou com uma norueguesa e começamos a falar de relações homem-mulher. Nesse momento, a coisa encaminha para papo de sedução e eu faço a rotina do cubo para ela ver como é. Ao final, ela me diz que conhecia a rotina, e conhecia o trabalho de vários gurus (Mystery, Badboy). E que o ex-paquera dela já tinha feito o cubo nela, mas que ela gostou mais do meu delivery :-O
Para completar a cena, ela vai até a prateleira e me mostra a cópia que ela tinha do Art of Seduction do Robert Greene… COMPLETAMENTE DETONADÃO, CHEIO DE ANOTAÇÕES e páginas quase caindo de tanto terem sido folheadas.
3. Uma hora, também na Noruega, fiz amizade com vários caras gente finíssima. Quando eles me viram abrindo sets durante o dia, perguntaram se eu conhecia pu. Quando mostrei a eles fotos que tenho com o Style e o Tyler Durden, eles não acreditaram. Ao invés de ser esquisito, eles acharam massa pra caralho.
Resumindo as 3 histórias, já passou o momento de estranheza do pu aqui na Europa, e é uma tendência que veio pra ficar. Mas esse é assunto pra um próximo post…
… bem-vindo, bro!
leo on Tue, 23rd Jun 2009 7:01 am
Interessante. Eu morei uma temporada na Califórnia e viajei o estado todo além de diversos outros picos de turismo nos USA, como Miami e Las Vegas. E em todas as grandes cidades, o fato de ser Brasa foi indiferente, mas enquanto eu descia a costa californiana de carro, passei em algumas cidades pequenas e fiz um tremendo sucesso, só pelo fato de ser brasileiro.
Pela minha experiência o que rola muito, isso em todo lugar, é como você se porta. Não vivi nenhum caso de preconceito por lá, mas conheço pessoas com menos “inner game” que não podem afirmar o mesmo…
Igor on Wed, 1st Jul 2009 4:40 pm
voce mora na noruega?
como se paquera ai na europa?
Gabriel on Thu, 15th Oct 2009 12:58 am
Cara nao consegui entrar na lista vip e nem achar seu email, entao vou escrever por aqui..desculpa ae
Iae victor, em primeiro lugar curti seu blog pra carai.. cara eh o seguinte moro em Bristol (inglaterra) a 5 messes…Todo final de semana saio na noite, normalmente em boates, mas dificilmente rola alguma coisa, talvez seja o fato de eu ainda nao dominar o ingles mas me viro um pouco, mas o que eu sinto falta aqui eh aquele jogo de olhar que rola no brasil, pow la o olhar cruzou ja eh 70%.. vc nem precisa se esforcar tanto eh duas palavrinhas e pronto, ta no papo..entao, ql eh o melhor jeito de puxar assunto com as inglesinhas? na Pub e na boite? e ate mesmo ql a melhor forma de chegar nelas? vlw ae, boa sorte
Victor on Thu, 15th Oct 2009 12:15 pm
Beleza, Gabriel? Desculpa pelos problemas técnicos. Andei viajando, larguei algumas coisas de lado e agora já arrumei tudo.
Bro, um dos motivos de eu escrever esse blog é que eu passei o mesmo que você. E vários amigos meus pegadores brasileiros idem.
Quando a gente chega nas gringas usando a mesma forma de abordagem que no Brasil, a gente só se fode.
A primeira coisa a ter em mente é que o primeiro contato é mais frio, e tire da cabeça a idéia que você vai sair beijando rápido igual no Brasil.
A vantagem é que quando você realmente tiver a atração, do beijo pro sexo é bem mais rápido.
Tem vários gurus de sedução que abordam diferentes métodos para o game noturno e assim que eu continuar colocando as coisas no lugar escreverei a respeito. Por enquanto minha prioridade é fechar alguns textos para a Papo de Homem e daí publicarei coisa nova aqui – já tá na hora!
Abraço!
jayme pereira nunes on Tue, 2nd Mar 2010 5:51 pm
como ja diria neil strauss, em 2005, em suas reflexoes sobre o futuro para PU – “eu acho que PU vai ser como academia, no comeco nos anos 70, era coisa de marombeiro, nos anos 80 se tornou algo de gays e mulheres, para somente nos anos 90 e a partir daquele momento se popularizar entre heteros e todo o resto..”
enfim,
trocando em miudos o que ele diz é que, no final das contas, nao vai ser quem tem o peitoral maior (obvio sempre existirao aquelas que se sente mais atraidas por um imenso peitoral) e sim o conjunto da obra.
eu acredito que; pu se tornou e se tornara ainda mais algo tao rotineiro que as mulheres se acostumarao a ouvir todo tipo de porcaria e rotina enlatada que existe, e desse processo, emergirao, novos conceitos, novas abordagens, é na adversidade que nasce a solucao.
ainda em tempo; aos que se sentem “ameacados” com o crescimento e divulgacao da arte(arte?) – nao deveriam, afinal, se nao fosse por meia duzia aqui, os egoistas moralistas de plantao igualmente nao saberiam de nada.
por tanto,
parafraseando o mestre chico xavier – a universalizacao do conhecimento se faz necessaria.
Holandes on Fri, 23rd Apr 2010 3:42 pm
Se deixo fora consideração os brasileiros formados eu vejo demais brasileiros e brasileiras que vem para Europa como se fosse um grande jardin para brincar.
Sem a minima preparação profissional ou com relações privadas impossiveis (melhor ter alguém que ninguém).
Não quero fazer uma parodia de um ‘europeu’ chato mas a verdade é que boa parte do grupo que vem para cá não está acustumbrado á mentalidade mais seca e trabalhadora na Holanda.
Atenção de novo, deixo pessoas formadas totalmente fora consideração, mas como sabemos muito bem, muitas pessoas vão buscar a vida na Europa sem ter planes profissionais.
Acabam reclamando da outra cultura e do fato que aquí tem menos vida…claro que tem menos vida, porque o holandês por exemplo já é 2 mil anos assim.
Os que vem preparados e com interesse de falar o idioma do país que visitam serão bem recebidos, os que vem sem a minima preparação profissional, linguistica ou cultural tem que aceitar que estarão enfrentados com os classicos preconceitos.
Se eu venho ao Brasil e depois de cinco anos não estou capaz de produzir 6 frases português eu faria palhaço de mim mesmo também.
Victor on Thu, 13th May 2010 12:25 pm
Fala Holandês! Que história bacana – para um holandês aprender a língua portuguesa como você fez não deve ter sido fácil. Parabéns pela sua motivação, interesse e persistência.
Concordo contido que muita gente não faz o dever de casa. E esses são os que mais reclamam.
Obrigado por aparecer aqui na área. Conforme a gente continua escrevendo aqui e na comunidade http://fromvictorwithlove.com/comunidade é super importante nos entrosarmos com gente de diferentes perspectivas e você ajudará bastante!
Abraço!
Manual prático para ser voluntário em fazendas orgânicas da WWOOF | From Victor With Love - Diário on Mon, 17th May 2010 1:02 pm
[...] sempre em mente que você é a visita, e além de tudo está representando a imagem que as pessoas terão de brasileiros. Lembre que os costumes locais serão diferentes e sempre é bom você demonstrar seu interesse e [...]
Will on Tue, 18th May 2010 6:53 am
Hey Victor! Man, há um tempo atrás li uma matéria sobre Kasantip na revista Lounge e só hoje, não sei por qual motivo, lembrei disso. Vasculhei na net sobre esse festival e achei uma matéria que voce publicou no ano passado. Link e + link, perguntas e respostas, cheguei aqui e vi de perto esse trabalho que você desenvolve legal e que resolve o tabú de se deparar com uma cultura totalmente diferente. Aquela mina estrangeira é estranha pô, o que eu faço se nem inglês eu sei falar?(rindo)
Enfim, aproveitando a “babação” ou o gancho, vou fazer a minha pergunta.
De um certo ponto de vista, aqui no Brasil rola uma coisa fdp que são os padrões de beleza impostos pela mídia e afins…
Existe essa classificação lá fora ou a atitude é quem faz a bola da vez? Negro, pardo, muçú ou zulú, o cara de cor que busca pegar uma “russa” deve contar mais com a beleza (se tiver é claro) ou com o seu lado Joselito?
Abraços…Will
Victor on Tue, 18th May 2010 7:33 am
Fala Will, certinho? Legal que vc está animado com as dicas da balada e está também preocupado em fazer uma boa representação nossa junto a garotas de outras culturas.
Não vou te iludir: se nem mesmo inglês (ou um outro idioma) você fala, o jeito mesmo é concentrar suas viagens em Portugal, Espanha e Itália, onde você consegue se virar.
Acho que essa primeira exposição vai te dar o ânimo necessário para você ir estudando outros idiomas. Acho meia furada a idéia de vocè ir para a área mais oriental sem outros recursos de idioma.
Sobre o lance da aparência, aqui a variedade é em regra geral bem apreciada. Existem algumas áreas e grupos russos que não gostam muito de gente diferente, inclusive com (raros) casos de violência contra asiáticos, negros e latinos. Mas ao mesmo tempo, existem mulheres que ficam amarradonas num negão hehe.
Por isso que escrevi aqui no FVWL Diário o texto sobre o poder do foco. Se você focar na história de terror dos skinheads que dão porrada em negro… você não poderá construir a sua realidade que também é possível ao lado de uma garota que ficará muito feliz em te conhecer.
http://fromvictorwithlove.com/diario/2009/anthony-robbins-e-o-foco-do-poder-jedi-usando-o-state-estado-emocional/
Vi que você está interessado nos temas daqui do Diário. Te convido a conhecer em maior profundidade os conceitos que desenvolvo no Guia do Viajante Conquistador: http://fromvictorwithlove.com/diario/guia/
Um abraço!
Daniela on Sat, 3rd Sep 2011 6:28 pm
Meus ávos tanto maternos quanto paternos são do Norte da itália, eu falo italiano e inglês fluente, mas claro que com sotaque o nosso amado Brasil, mas venho percebendo que aqui no Brasil sofro mais preconceito do que na Itália, pois sou muito branca de olhos claros e cabelos claros, recentemente viajei para Maceió e me apelidaram de lagartixa (não sou albina)e também tem a questão de eu namorar um negro, quando ando com ele na rua aqui no Brasil todo mundo olha, sem contar os rótulos que tenho aqui no Brasil, Patricinha, Polaca, burguesinha, albina, lagartixa etc..
Quando vou para a Itália visitar minhas tias é só eu abrir a boca que eles mudam de atitude, pois eles percebem que sou Brasileira, principalmente os homens já começam a querer algo mais.
Morei no Canadá e me senti em casa, agora estou indo para Londres fazer uma pós-graduação.
Só fui para Londres a passeio que é diferente de morar por 2 anos.
Como serei tratada? tenho cidadania italiana.
Estou morrendo de medo, pois não sei como eles vão me tratar sabendo que sou brasileira com cidadania italiana.
Gilson Carlos on Thu, 8th Sep 2011 2:12 am
Eu queria saber qual países tem preconceito contra brasileiros.
julia on Thu, 8th Sep 2011 10:15 am
eu moro na holanda i sei qe aqi tem muinto preconseito prisipalmente com a mulher brasileira o preconseito nao e pq vc nao fala a lingua e sim pq vc e um estrangeiro nao importa si vc e brasileira ou morrokino ou turko —- eu falo sempre para minhas amigas no brasil europa nao e paraiso os holandeis sao mais aberto===mais sempre tem o velho canser—o preconseito de cor orijem relijiao sexo ctct
victor on Sat, 10th Sep 2011 1:27 pm
Amiga, com tantos erros de português em sua mensagem, não é de se estranhar que tenha a impressão de haver preconceito contigo.
Invista na sua educação. Aprenda primeiro o português e, depois, aprenda o holandês.
Garanto que ao fazer isso, você notará como as pessoas ao seu redor lhe tratarão melhor.
victor on Sat, 10th Sep 2011 1:29 pm
Gilson, a sua pergunta é difícil de ser respondida. Veja o comentário que deixei para a Julia: o preconceito acontece não baseado no país X ou Y, mas sim dependendo do círculo social em que você se encontra e, principalmente, sua postura diante do mundo.
O grande problema dos brasilieiros que se queixam de serem vítimas de preconceito fora do Brasil é que eles não se comportam com a educação que é esperada do povo local.
Logicamente sempre haverá aqui ou ali alguma pessoa deprê que vai descarregar injustamente alguma frustração em nós. Nesses casos, é só ignorar e tocar o barco adiante.
Isso tudo faz parte do conceito de “independência” que trato no livro Guia do Viajante Conquistador
Abraços!
victor on Sat, 10th Sep 2011 1:32 pm
Entendi perfeitamente, Daniela. Você deu uma ótima descrição de coisas que infelizmente ainda acontecem no mundo.
Te conto, pela minha experiência, que Londres é um local cheio de diversidade. É só você mostrar o seu melhor lado, ser simpática, educada e respeitar os locais que eles serão também muito educados. Como falei aí pro Gilson, gente idiota tem no mundo inteiro. É só vc se isolar dos idiotas e cultivar amizade com gente bacana.
Um abraço e boa viagem!
Charles on Tue, 15th Nov 2011 5:34 pm
Olha muito bacana ae todo o conteúdo. tenho vontade de ir para a Europa sempre tive vontade de conhecer garotas italianas, valeu muito a dica ae obrigado.