Manual prático para ser voluntário em fazendas orgânicas da WWOOF
Ser voluntário WWOOF em uma fazenda orgânica é uma das formas de fazer a diferença em um mundo de produção industrial irresponsável de alimentos. Sem contar a experiência enriquecedora e divertida.
Como eu ainda não iniciei a minha primeira experiência com o WWOOF, pelo momento o que posso oferecer é um resumo da pesquisa que fiz: seguem as dicas mais importantes que encontrei em um manual prático em inglês e outras fontes que falam sobre a World Wide Opportunities on Organic Farms.
O que você receberá:
- acomodação limpa e alimentação adequada em troco de sua ajuda;
- aprendizado e experiência única no cultivo orgânico, vida no campo e estilo de vida ecológico;
- tratamento de respeito.
Como bom Viajante Conquistador, você sabe que nós sempre procuramos contribuir com valor em tudo o que fazemos. Aqui são algumas das maneiras de ajudar e se comportar de forma adequada:
- dedique-se a fazer a pesquisa inicial e escolher a fazenda e anfitrião ideal para você, levando em conta que a descrição de cada anfitrião é genérica e curta, cabendo ao hóspede pedir esclarecimentos e evitando falsas expectativas;
- conversar com o anfitrião antes de chegar de modo a esclarecer todas as expectativas e necessidades de ambas as partes;
- ter um genuíno interesse no estilo de vida orgânico e sustentável e manter a mente aberta;
- manter a palavra com a quantidade de horas e esforço com ajudas oferecidas em troca pela hospedagem (em outras palavras, não ser um furão). Se houver mudança de planos e você não puder comparecer, avise pois seu anfitrião está fazendo preparativos para o receber;
- cuidar de sua própria saúde e segurança, evitando realizar atividades usando o bom senso e tendo seguro para casos de emergência;
- respeitar a privacidade dos membros WWOOF e não divulgar informações fora do espaço fechado de interação entre a comunidade.
Fazendo a checagem de realidade
A idéia de WWOOF é encantadora. Quem é que não sonha com a primeira parte desse clássico desenho da Disney?
O cenário é tão surreal como acreditar que você vai acabar parando no meio de vaqueiras gostosas ninfomaníacas. Parece exagero, mas são pequenos desentendimentos que podem gerar frustração – as pessoas não colhem morangos no inverno e não plantam árvores frutíferas no meio do verão.
Por isso, se você tem alguma dúvida se determinada atividade acontece durante o seu período de estadia, pergunte ao anfitrião para ter certeza.
Entenda como a Legenda funciona: existe um código de letras junto aos detalhes de contato de cada anfitrião, que representam detalhes a respeito do tipo de acomodação oferecida e outros dados importantes, como se o anfitrião é uma comunidade, uma família ou um indivíduo, se o local é isolado ou próximo de uma vila e outros pontos que devem ser levados em conta.
Fazendo contato
Entre em contato com seu possível anfitrião com bastante antecedência: ninguém gosta de receber visita de última hora e se você deixar para o último minuto, a chance é grande de seus pedidos não serem respondidos. Seja Organizado.
Nunca, de forma alguma, apareça sem avisar ou sem ter a clara concordância de seu anfitrião.
A mentalidade a ser usada é que você não está mandando email para fazer cotação de hotéis, mas sim pedindo que pessoas o acolham em casa.
No primeiro contato, seja breve e claro. Conforme você recebe respostas, complemente suas informações falando mais sobre você, sua motivação em realizar o voluntariado do WWOOF. E não esqueça de fazer as perguntas sobre que tipo de atividades seu anfitrião pensa que estarão rolando na época desejada.
Sempre seja muito claro sobre as suas expectativas, e eventuais necessidades… ou aprenda a ser flexível. Caso você não coma um determinado alimento ou seja alérgico a algo, informe. O seu anfitrião não tem como adivinhar e, na roça, é difícil encontrar produtos específicos que se vendem em grandes redes de supermercado.
Ao entrar em contato, sempre forneça seu código de identidade WWOOF.
Fazendo WWOOF na Europa
Além dos preparativos normais de uma trip para a Europa, é importante que você cuide de ter um seguro saúde ou seguro viagem que cubra o seu período. Verifique se alguma vacina especial é necessária.
A WWOOF não fornece cartas de visto, mas a vantagem é que brasileiros não precisam de visto para entrar na área Schengen por até 90 dias dentro de um intervalo de 180 dias.
Tenha sempre em mente que você é a visita, e além de tudo está representando a imagem que as pessoas terão de brasileiros. Lembre que os costumes locais serão diferentes e sempre é bom você demonstrar seu interesse e respeito.
As mulheres ucranianas são bonitas, mas não são prostitutas!
Vocês sabem que o principal tema deste blog é viagem e paquera: algo que em teoria traz felicidade a todos (para o menininho e para a menininha). Em teoria. É que tem cara sem noção que erra a mão totalmente. Existem muitos Joselitos que chegam a um país se achando o rei da cocada preta, tratando as moças locais como prostitutas ou as ludibriando para conseguir sexo.
Fiz recentemente uma entrevista com o FEMEN, um grupo feminista que comanda na Ucrânia um dos movimentos sociais mais interessantes de se acompanhar – essa matéria sobre o FEMEN está publicada na PdH Lifestyle Magazine. E estamos promovendo um debate sobre o assunto, onde estarei em breve explicando os motivos pelos quais eu sou contra a legalização da exploração da prostituição.
Nessa entrevista, discutimos problemas atuais de desemprego na Ucrânia e como isso agravou o problema social da prostituição local e do turismo sexual, com turistas que visitam Kiev e outras cidades na Ucrânia com o principal propósito de conseguir sexo pago ou fácil.
O Global Post fez inclusive uma reportagem a respeito dos “sex pats”, um trocadilho com a palavra “expats”, a comunidade de estrangeiros que vive em um local. Na matéria escrita por David Stern, Kiev está sofrendo o mesmo mal de Praga, Riga e Cracóvia: companhias aéreas de baixo custo que levam hordas de homens solteiros sem noção em busca de bebida e mulheres baratas. Por estarem em quintal alheio, eles se comportam da maneira mais pedante possível.
Anna Hutsol deixou claro na entrevista para o PdH: “As mulheres ucranianas são bonitas, mas não são prostitutas!” Será que os visitantes do país realmente entendem o recado e conseguem se comportar de forma digna?
Esse é um ponto muito cinzento: até que ponto um cara que sai para uma balada de noite e começa a puxar conversa com garotas locais está realmente interessado em desenvolver um relacionamento saudável (seja de uma noite apenas ou seja para a vida toda) ou está usando de todas as artimanhas para enganar a garota com falsas promessas e levá-la para a cama?
Para Anna Hutsol, líder do FEMEN, alguns homens sequer buscam sexo pago estão usando o famoso xaveco furado para conseguir sexo: “para que contratar uma prostituta se você pode simplesmente pagar uma bebida para uma estudante e prometer levá-la para Paris?”
Protesto Euro Cup 2012: a expectativa é de uma horda de forasteiros chegando prontos para fazer a prostituição atingir níveis astronômicos, e causar muito no país. Existe solução?
Conforme pesquisa feita pela FEMEN, 67,5% das mulheres na capital Kiev entre 17 a 22 anos já receberam alguma proposta de estrangeiros para realizar sexo por dinheiro.
No grupo Viagem e Relacionamentos da Comunidade dos Viajantes Conquistadores, um dos aspectos que tratamos é sobre o conceito de ser “eternamente responsável pelo que cativamos”: o viajante que está em outras terras interagindo com mulheres locais deve ter em mente que existe uma responsabilidade de sua parte em não criar ilusórias promessas que, ao serem quebradas, causarão dor, mágoa e trauma.
Se a intenção é verdadeira de investir em um relacionamento de maior duração, que isso fique claro e que os esforços necessários sejam tomados.
Porém, quando se vive uma aventura temporária, que isso também fique claro. É possível curtir os curtos momentos desde que com transparência. Como costumam dizer os paulistas que vão para festas no litoral, e repetido por Jammil e Uma Noites, “amor de praia não sobe serra”.
Acho que no Brasil muita gente também conhece histórias de amigas que conheceram algum gringo que veio, contou muita história, fez algumas promessas vazias, comeu e vazou. Outras histórias são diferentes – e não é o intervalo de tempo em que o affair durou que faz a diferença – o que muda é a atitude, a hombridade e clareza nas intenções.
Em tempo: as mulheres ucranianas são belas mesmo? Eis algumas fotos – existem outras na área Hostel – Bate papo livre.



Cuidado com Ryanair! 3 truques por trás das passagens aéreas na Europa
March 18, 2010 by victor
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Dicas para viajar de carro pela Europa
Como o Raul mencionou no texto sobre o frio do inverno europeu, nos últimos meses dei uma desacelerada aqui para me concentrar no preparo do livro sobre viagem e sedução na Europa.
Enquanto não trago novidades mais concretas, resolvi publicar um texto mais leve e despretensioso, contando de minhas aventuras dirigindo pela Europa.
1. Como arrumar um carro?
Para alugar carro na sua viagem curta de até um mês, compensa muito fazer a pesquisa em diferentes sites, como o da Hertz e Avis. A vantagem de escolher uma dessas redes internacionais de aluguel de carro é que você pode por exemplo retirar o carro na Espanha e devolver na Holanda, sem problemas.
Fazer a pesquisa com antecedência e com uma reserva de vários dias pode fazer com que o preço do aluguel fique muito barato, algo como cinquenta euros por dia se você não se importar em usar o modelo mais popular.

No caso da Avis, uma pesquisa aleatória feita entre Barcelona a Berlin me informou que eles não permitem o aluguel para devolução entre os dois países.

Por isso, recorri à Hertz, que oferece um Ford KA aproximadamente a sessenta euros diários.
No meu caso, eu comprei um carro em acordo informal com um amigão. Como nos conhecemos e temos confiança mútua, eu deixei o dinheiro na mão dele e recebi as chaves.
Os documentos continuam todos em nome dele. Eu me comprometi a nunca emprestar o carro a ninguém, dirigir sempre com cuidado e, no caso raro de tomar multa, pagar e fazer todo o trabalho administrativo para deixar o carro sempre em perfeita condição. Depois conto mais como isso funciona.
2. Os locais
Feito isso, e com um GPS na mão, a aventura depende apenas da imaginação. Os vinte e três países que percorri de carro pela Europa mencionados no post “Dirigir sem rumo é muito melhor” do Papo de Homem escrito pelo Rodrigo Almeida são:
Alemanha, Andorra, Áustria, Bélgica, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovênia, Espanha, Estônia, Finlândia, França, Holanda, Hungria, Itália, Letônia, Lituânia, Noruega, Polônia, República Tcheca, Sérvia, Suécia e Suíça.
Aqui vão alguns comentários genéricos sobre o que encontrei pela estrada em cada um desses países (os relatos com as moças ficam para o livro):
Alemanha: estradas incríveis. As autobahns são o sonho de qualquer motorista. Não possuem limite de velocidade, e é comum que você dirija a 160 por hora, sendo ultrapassado por alguém a 200. Isso só é possível por conta dos carros muito bem revisados, além de uma educação de estrada impecável. Para finalizar: não tem pedágio!!! Tudo é bancado pelo governo, com as contribuições dos cidadãos alemães.
Andorra: país de dimensão geográfica ínfima. Se você estiver com toda a papelada, bagagem e carro em ordem, não há o que temer. Porém se algo não estiver 100%, é melhor evitar dirigir por essas bandas. A polícia de fronteira costuma ser mais rigorosa, por conta de benefícios fiscais em Andorra e as suas chances de ser parado são maiores.
Áustria: é um dos países onde você deve comprar um selo adesivo que representa a tarifa de estrada, chamada vignette. Todo posto de gasolina de fronteira tem e os funcionários podem explicar em maiores detalhes sobre qual é o selo adequado para seu uso.

Bélgica: nada excepcional. Boas estradas em geral. Chocolate bom e Stella Artois quando parar de dirigir.
Croácia: foi uma das estradas mais bacanas onde dirigi. Percorrer as montanhas, vindo da Sérvia em direção à costa, é algo sensacional. Muitas vezes existe nevoeiro forte, o que deixa a coisa ainda mais bacana. Os postos de gasolina são meio esparsos, então sempre é uma boa idéia ter o tanque cheio para evitar problemas.
Dinamarca: também tem cenários muito bacanas por conta das enormes pontes. Custa caro fazer a travessia dessas pontes, mas é uma experiência sensacional.
Eslováquia: tem bastante montanha e até a atendente do caixa no posto de gasolina é gata. As estradas por onde eu percorri estavam em boas condições e não deixavam em nada a desejar comparando com outros países mais para oeste.
Eslovênia: fuja a qualquer custo! Muitos pedágios. Controladores de fronteira com a Croácia super pentelhos.
Espanha: é um país enorme com muita variedade. A estrada entre Barcelona e Perpignan é muito linda, seja de dia ou de noite. Venta muito, e eu me assustei com a quantidade de placas indicando possível tombamento de carros altos!
Estônia: ótima estrada, motoristas tranquilos. Dependendo do seu modelo de GPS, pode ser que os mapas na fronteira com a Letônia não estejam atualizados. Eu me perdi algumas vezes, mas encontrei meu caminho depois de duas horas.
Finlândia: excelentes estradas, mas é bom evitar dirigir ao norte em época de nevasca. Aliás, verifique se o seu pneu é específico para inverno ou se é do tipo que aguenta todas as estações. O símbolo de um floco de neve no pneu indica que você não será nem multado e nem corre grande perigo. Mas sempre os acidentes aumentam muito no inverno.
França: é um local controverso. De um lado, as paisagens são muito bonitas e a comida da estrada é excelente, igual ou talvez melhor que na Itália (em geral a comida de estrada é um lixo). De outro lado, é um absurdo o que se paga de pedágio. Para cruzar o país, pode se preparar para desembolsar uns duzentos euros. A solução é usar a opção do GPS para evitar pedágios usando estradas secundárias, que demoram mais porém compensam. A segunda coisa que irrita é a quantidade absurda de radares de velocidade.
Holanda: nada excepcional. A não ser a falta de montanhas. Parece que se dirige rumo ao horizonte eternamente, comprovando que a terra de fato é redonda.
Hungria: nenhuma observação específica, a não ser o fato de que aqui também qualquer mulher que se encontra é absurdamente linda. Terra sagrada!
Itália: excelentes postos de gasolina, com restaurantes melhores do que se encontra em muita capital européia! As estradas em geral são muito bonitas, mas o trânsito pode incomodar – tenha sempre um iPod bem carregado com músicas e audiobooks.
Letônia: belíssimas mulheres, estradas adequadas e sem nenhum comentário especial. A não ser farta disponibilidade de wi-fi nos diferentes restaurantes ao norte de Riga.
Lituânia: uma coisa que me impressionou foi a fronteira com a Polônia. Diversas muralhas, arame farpado e torres de controle. Parecia que eu estava num filme do James Bond! Como tanto a Polônia como a Lituânia fazem parte do Acordo Schengen, não há o que temer. Apenas preste MUITA atenção para não errar o caminho e entrar na Rússia (Kaliningrado), pois daí é dor de cabeça certa com o visto.
Noruega: de longe, na minha opinião é onde eu vi as paisagens naturais mais estonteantes. Combinação de fiordes e montanhas rochosas. Apelação total. Algumas vezes dava raiva ser motorista e ter que prestar atenção na estrada, enquanto passava por locais surreais. Só as estradas valem a visita. As loiras norueguesas, assim, ficam como um belo bônus a quem encarar os preços da Noruega.
Polônia: as estradas lembram muito o Brasil. Tem estradas ótimas e estradas péssimas. Calcule sempre 20% a mais de tempo para se locomover. Os postos de gasolina são divertidos quando ninguém fala inglês e é uma ótima maneira para exercitar o polonês aprendido nos phrasebooks.
República Tcheca: é outro país que pede o selinho vignette para dirigir. Não há grandes comentários especiais. Pessoalmente, eu gosto muito desse país e a estrada me traz boas memórias.
Sérvia: aqui o bicho costumava pegar. A estrada marcava o fim do espaço Schengen, e o controle de passaporte podia ser muito chato, com direito a sujeito mau humorado perguntando se você tem reserva de hotel, qual é o motivo da visita, sua profissão e mil outras perguntas. Agora isso está mudando.
Suécia: se por um lado é onde tem a imagem mais marcante sobre suas lendárias loiras escandinavas, por outro lado eu não consigo me lembrar de nada particular das estradas suecas. Talvez eu estivesse pensando em outra coisa…
Suíça: é também país onde é necessário ter o selo de tarifa. A diferença para a Áustria e República Tcheca é que na Suíça a vignette é anual. Então seja se você estiver dirigindo por um dia ou um ano, o preço é o mesmo. Estradas adequadas, com muitos túneis e com riscos de engarrafamento (por não serem largas o suficiente no caso de acidentes).
Ufa! Apesar de ter feito a listagem assim, tão rápido, eu sei que os comentários podiam ser mais elaborados. Mas daí o post ficaria gigantesco.
Existem outros macetes sobre alugar carro, conseguir que algum amigo local lhe empreste ou faça algum acordo informal – são alguns dos pontos que escrevo no livro que está na fase final. Se quiser entrar para a Lista VIP e receber algumas dicas de viagem de graça, cadastre-se aqui.
(crédito da foto de capa: http://www.flickr.com/photos/dennissylvesterhurd)
Inverno com neve: agora não é hora de viajar para o norte da Europa!
Se você gosta de neve para esquiar e fazer snowboarding, tudo bem. Mas como os leitores do From Victor With Love – Diário estão é interessados em conhecer a Europa pelo lado social e confraternizar com as belas mulheres européias, aqui vai minha dica: esperem um pouco.

Não se deixe seduzir pelo sorriso… é melhor esperar! (Foto: Victor Lee)
Qual o motivo? Esse inverno tem sido mais rigoroso do que o dos últimos tempos. A conversa local geralmente é “esse frio eu só vi quando eu era criancinha”, em referência ao inverno de umas duas décadas atrás.
Estive recentemente na Estônia e Letônia, onde o frio DURANTE O DIA chegou a -25 graus. Tente imaginar isso. Para facilitar, seguem algumas fotos que tirei, que mostram como as ruas ficaram com pouco movimento. Mesmo para quem é bom na arte da paquera de rua (street game) fica prejudicado. Vale muito mais a pena fazer isso depois do mês de abril.
Caso contrário, o negócio é se concentrar apenas nas noites que têm balada, que geralmente se limitam aos fins de semana onde a balada não é forte.













Quem é adepto do daygame (a gíria usada pela Comunidade de sedução para a paquera de rua) sabe que esses locais fotografados são ótimos para fazer abordagens pelo grande fluxo de gente que passa. Porém, nas condições das fotos acima, não tem como.
A solução mais ou menos é ficar em shoppings, que são áreas cobertas. Existem alguns elementos que complicam fazer as abordagens em shoppings e estou descrevendo tudo em detalhes no livro, que deve ficar pronto entre o final de março e começo de abril. O anúncio vai pela Lista VIP.
Onde se informar sobre o Loveboat – fale direto com a Viking Line
Hoje o post é uma resposta a um amigo que escreveu após se cadastrar na Lista VIP. Basicamente neste texto eu falo sobre:
- Como fazer ligações para fora do Brasil pagando alguns centavos por minuto
- Como verificar informações sobre qual é o loveboat correto a ser tomado com a Viking Line
- Algumas dicas gerais sobre Ibiza, Oktoberfest, vôos internos baratos na Europa
Editei parte da sua mensagem que segue assim:
Seguinte, Victor: estou viajando sozinho, de última hora mesmo, mochilão e albergue, pro que der e vier.
Saio do Brasil rumo Amsterdam, onde fico três dias. De lá, vou para Praga numa sexta feira, passando o fim de semana por lá.
Na segundona vou para a Grécia: Mykonos e passo a semana lá nas ilhas gregas. Na sexta feira, inspirado em você, vou para Estocolmo e lá passo mais um fim de semana.
Na próxima segunda, vou para a Oktoberfest em Munique. Fico a semana e saio sexta para Ibiza, curtindo a balada até terça.
Bom roteiro, não acha?
Mas eu ainda não comprei todas as passagens internas. Estou dependendo de sua resposta. Nesses dias, de sexta a segunda, que passarei na Suécia, eu pensei em ir na sexta para uma cidade através do ferry, e retornar no sábado, através de outro ferry. Será que está bom ou tenho que acrescentar mais um dia?
Que cidades você indica? Preciso selecionar duas: Estocolmo, Helsinki ou Tallin?
Quanto a comprar os loveboats, como faço para saber desde aqui? Tem como você me ajudar?
Valeu!
Fala bro! Que viagem animal essa hein!
Ligações para o exterior baratas com o Skype out
A primeira dica que eu te dou é a seguinte: use o Skype out e ligue diretamente para a Viking Line.
Skype out é quando você usa seu cartão de crédito para comprar créditos no Skype. Basta clicar em Conta -> Meu perfil (Account /My Profile) e decidir quanto você quer comprar de crédito. Pode usar o Paypal também.
Assim, cada ligação que você faz para fora do Brasil sai bem mais barata e dá para planejar as coisas com calma, sem ter que depender de respostas de email das empresas. Isso é importante principalmente pelo fato de você não ter muito tempo para planejar a trip.
Parece bobeira para usuários mais avançados, mas tem muita gente que acha que Skype só pode ser usado com outra pessoa também com conta Skype. Errado: você pode ligar tanto para telefones fixos como celulares usando esse método.
Dicas extras:
- use fone de ouvido, e nunca a caixa de som ou autofalante. A caixa de som pode gerar eco na ligação quando a outra pessoa fala;
- use um microfone de qualidade, que não deixe sua voz igual a do Darth Vader conforme você “assopra” vento ao falar. Os microfones bons têm uma espuminha de proteção contra o ruído de vento. Para quem quer algo prático e de bom preço, a Logitech tem um modelo ótimo. E para quem gosta de produtos de design e qualidade impecável, a Sennheiser é uma ótima opção. (Os links vão para o Submarino e, se você fizer alguma compra, entre em contato comigo pois como eu recebo uma comissão de venda, quero retribuir enviando uma surpresa pro seu email);
- feche todas as janelas de aplicativos desnecessárias durante a ligação. Isso diminui o uso da CPU e assim existe menor chance de haver falhas na ligação. Para saber a porcentagem de perda da qualidade, clique em Propriedades-> Avançado e selecione “Display technical info”;
- evite wifi sempre que possível, conectando diretamente com o cabo broadband.
Como saber se você está pegando o loveboat correto
Eu já avisei sobre esse risco no meu artigo da PapodeHomem e aqui no Diário. Se você chegar no improviso e pegar qualquer barco, a chance é de 90% de entrar numa roubada, com apenas idosos dentro do navio, ouvindo Frank Sinatra e jogando nas maquininhas de caça níqueis.
Com o seu Skype out, ligue para a Viking Line e seja cara de pau, perguntando exatamente qual é a data que haverá o próximo loveboat com jovens fazendo festa. Eis os telefones:
004684524000 (Estocolmo)
003589647075 (Helsinki)
0049451384630 (Alemanha)
Eu ainda não tive tempo de conversar com o pessoal da Scan-Suisse, que é o representante de vendas brasileiro. Mas você pode experimentar falar com eles pelo telefone (011) 5531-7100 e espero que eles possam ajudar.
Ibiza, Oktoberfest e vôos baratos
Bom, o post já está comprido então vou fazer comentários gerais e direto ao ponto.
Sobre Ibiza, veja direitinho qual é a data da sua chegada. Agora em setembro o verão europeu já era, e todo mundo está de volta aos estudos da facu e ao trabalho, com o tom de pele azul-smurf tomando o lugar do bronzeado.
Porém, é também em setembro que acontecem as closing parties de Ibiza. As melhores são as da Pacha, Space, Privilege e Amnesia. El Divino, Eden, Es Paradis também dão pro gasto. Além do encerramento dessas casas, também existem as festas de encerramento de certas festas (a festa é independente da casa – a Manumission e a La Troya por exemplo aconteciam em uma balada e em outro ano migravam para outra casa com melhores condições). Use esses nomes aí que eu passei no Google e encontre o calendário da que te mais apetece. Mas tenha em mente que não estará bombando como em julho ou agosto – é bem menos gente…
Sobre a Oktober, é bacana, mas veja com muita antecedência onde vc vai ficar, e os custos. Munique é talvez a cidade alemã mais cara (você paga quatro euros por um bilhete de metrô pra ter uma idéia) e até os alemães têm um certo rancor e ponta de inveja com a atitude da Bavária, que é onde está o dinheiro e grandes empresas.
Ufa – por fim, vôos baratos. Eu acho que você vai gastar uma nota preta com o itinerário que você propôs. A empresa que tem os vôos mais ridiculamente baratos é a RyanAir. A Easyjet também tem algumas opções, mas se você tiver que se deslocar de Gatwick para Luton ou Stansted no caso de ter Londres como trânsito é perrengue danado e muito dinheiro para ir de um lugar a outro. Tenha isso em mente.
É isso, man! Deixa aqui nos comentários o que mais faltou que assim que eu puder eu completo o que faltou!
Abraço
Victor
Ibiza: um guia de baladas e pegação voltado para brasileiros
Primeira regra
A primeira coisa que qualquer brasileiro pegador que pretende ir para Ibiza é: NÃO tente sair beijando igual você faz na balada brasileira.
Se você conseguir implementar pelo menos essa dica, já vai sair no lucro. De forma resumida, a principal diferença entre o comportamento brasileiro e europeu na balada é que o brasileiro gosta de brincar de dar beijinho. Não era a Ivete Sangalo que cantava “já beijei um, já beijei dois, já beijei três”? Pois é. Na balada brasileira, a gente beija um monte e geralmente volta sozinho pra casa.
Tem milhares de motivos e aqui não é aula de sociologia, mas o meu palpite é que as raízes cristãs ainda fazem o sexo casual ser um tabu para muito brasileiro.
Por outro lado, na Europa a galera é mais descolada. É normal molecada de dezoito anos ir fazer faculdade em outra cidade e ficar independente dos pais rápido. Não tem dessa de morar com a família até a hora de casar (exceções para áreas da Itália, Portugal e Espanha onde a família fica unida mais tempo).
Resumindo a história. Aqui, o jogo é diferente, moçada. Quem vai pegar na balada é pra ir até o fim e transar gostoso. Nada de brincar de dar beijinho – isso é coisa mirim demais.
Que implicações essa mudança de paradigma traz? A mais importante de todas é que se você está num amasso com uma mulher na balada, não a abandone! Chame ela e as amigas para ir com você e outros caras para uma outra balada ou bar. E, de lá, para o seu quarto de hotel, onde você tem bebidas boas (deixe comprada uma garrafa de vodka e sucos na geladeira).
Parece óbvio, mas eu vi muito cara que por estar acostumado com a beijação brasileira, na hora de ir embora sequer pensa em levar a mulher pro quarto. Sério.
Estilos de paquera e pegação em Ibiza
Outras diferenças de jogo vão variar bastante conforme a nacionalidade da menina que você está paquerando. É inglesa? Espanhola? Italiana? De regra geral, as técnicas (outer game) de pick-up do Mystery Method, o antigo Real Social Dynamics (material do Foundations) e da turma do Lance Mason (Pickup101) funcionam razoavelmente bem.
Mas como a ilha é uma grande festa, o inner game é a parte mais importante. É a vibe, é o state do novo RSD (confiram o material do Natural Tim que é tudo a ver com a ilha). O natural game é seu grande amigo na hora de paquerar as européias em Ibiza.
Para quem não entendeu nada dos dois parágrafos acima e desconhece as diferentes técnicas de sedução, instrutores e teorias, é melhor primeiro ler mais sobre sedução. No Brasil, sei que existem três grandes comunidades, que listo em ordem alfabética: ClubeAlpha, PuaBrasil e Puas.
Se para você as tais técnicas de sedução parecem esquisitas e desnecessárias, parabéns: você é o famoso pegador nato (ou “natural player” como dizem por aí). Pule toda essa parte e vamos para a parte que interessa.
Ibiza em dois minutos: cidade de Eivissa (Ibiza town) e San Antonio (SanAn)
Ibiza é uma ilha minúscula. Das ilhas baleares (Majorca, Menorca e Ibiza) é onde mais tem festa, apesar de Majorca não ficar para trás em termos de putaria. Mas essa é história para outro post.
E em Ibiza você pode basicamente se concentrar em Eivissa (ou Ibiza) e San Antonio (chamada de SanAn pelos ingleses). Esqueça San Rafael, Santa Eulalia e outros cantos (apesar de Formentera poder valer a pena por um dia para quem curte natureza e se estiver bem acompanhado).
Em uma descrição muito superficial, Ibiza é onde fica a galera descolada e com as raízes originais da ilha. E San Antonio sempre foi o cantinho pra ver o por do sol no Café del Mar e encher a cara com os ingleses que fazem despedida de solteiro.
Por causa disso, SanAn é muito polêmica: ou você ama, ou você odeia. Na minha opinião, é algo que vale a pena conferir por uma noite. É uma putaria desenfreada, parecida com o que rola em Hamburgo e em diversas cidades da Grécia: hordas de ingleses bêbados, caídos no chão, vomitando e mostrando o lado mais vil e decadente da raça humana.
Nessas condições, trazer um grupinho de inglesas para seu hotel junto com alguns brothers não é muito difícil. A coisa complica quando elas estão em grupos grandes, como dez mulheres – mas no livro que estou escrevendo eu conto com mais detalhes algumas idéias que podem ser usadas na dinâmica social.
Por causa da má reputação, SanAn tem procurado dar uma cara nova para a região. A polícia tem ficado cada vez mais chata, implicando com gente com garrafa na mão nas ruas (nada efetivo) e azucrinando turistas, sendo que faz vista grossa às irregularidades dos grandes donos de bares. Além disso, os trombadinhas fazem a festa no meio dos turistas ingleses, e em San Antonio você não pode descuidar um segundo: se entrar na praia, é quase certeza de alguém levar sua mochila.
O que se destaca é a balada Eden, que tem oferecido a noite Wonderland com o DJ Pete Tong. A noite atrai muitas inglesinhas bem arrumadinhas, e vale a pena. Logo na frente da Eden tem a balada Es Paradis, com a Fiesta Del Agua (Water Party) que deixa o povo mais descontraído (em geral é uma balada peganínguem – tem que ter bom carisma para pegar nessa festa).
Outra baladinha menor, mas que tem atraído um público bacana, é a Plastik. E é mais barata do que a Eden ou Es Paradis que geralmente custam 30 euros para entrar. No meu livro, eu dou a dica de entrar de graça nessas festas – para receber, cadastre-se na Lista VIP usando o formulário e deixe seu email.
Em breve publico a continuação deste post, falando de Eivissa e outras dicas.
Roteiro Escandinávia: Estocolmo e Tallinn usando a Viking Line

“Victor, meu orçamento aqui está bom. Dinheiro não é problema.
Meu maior limitador neste momento é o tempo: uma semana viajando pela Escandinávia, com o objetivo de conhecer gente bacana e pegar mulher! Por enquanto estou com Estocolmo e Tallinn na cabeça, além da infame viagem de navio com a Viking Line. Tem alguma outra opção?
Vou pra lá a partir de Ibiza – será que vale a pena?
Bruno”
Fala Bruno, beleza? Bom saber que você está sem a limitação da grana, que é onde pega pra maior parte das pessoas.
No SEU CASO apenas, o que eu recomendaria, se você tiver tempo, é fazer uma pesquisa pela Internet e ver qual é o tipo de mulher que te agrada mais. São as suecas? As estonianas? Finlandesas?
Te explico o motivo dessa recomendação: ao invés de você passar essa semana da Escandinávia e Báltico pulando de cidade em cidade, eu te recomendaria ficar no máximo em DUAS cidades.
Loucura né? Tanta coisa boa na região pra visitar…
Mas, quando a gente tem em mente viajar como um conquistador e trazer ótimas memórias pra casa desde um sexo casual ou até um namoro sério que pode ser um relacionamento pra vida toda, pense no seguinte: você vai querer passar bastante tempo em lugares mais fixos.
Uma menina que te deu telefone pode querer muito te ver. Mas imagine que você a conheceu na rua, durante o dia, e ela só pode sair no fim de semana. Ou imagine que você na primeira noite de balada levou a menina pro seu hotel, vocês se deram muito bem juntos, e querem se reencontrar no dia seguinte. E no outro. E no outro.
Entende? Por todos esses aspectos de logística, eu te diria para não transitar em mais de duas cidades durante essa semana.
Mas e aí? Estocolmo? Tallinn? Riga? Copenhagen? Helsinki?
Vai depender do seu gosto. Não tem como eu te recomendar algo sem saber qual é sua preferência.
Por isso eu disse para você usar a Internet se ainda estiver no Brasil e ir puxando papo com gente desconhecida. Veja os artigos que eu escrevi sobre o Couchsurfing e o Facebook, que são ótimas redes sociais.
Espero que assim você tenha uma idéia melhor do que é que vai te agradar mais.
Como o dinheiro não é problema para você hoje, imagino que não será problema no ano que vem, quando você voltará pra conhecer mais coisa!
Abraço e deixe um comentário se tiver algo mais em que eu possa ajudar.
Victor
(Quer mandar sua pergunta sobre viagens na Europa e mulherada para que eu responda? Entre pra lista deixando seu primeiro nome e email no campo superior direito da página e escreva com clareza qual é a dúvida)
Mulheres suecas – usando câmera para paquerar enquanto viaja pela Suécia
Sua câmera digital é uma ótima ferramenta para puxar papo com as mulheres. Veja um vídeo de caras colombianos andando pelas ruas de Gotemburgo (Göteborg) na Suécia com bom humor e pedindo que elas dissessem “Hi Colombia!”
O vídeo é meio antigo, de 2006. Dá para perceber que eles sairam pelas ruas abordando as suecas depois de ler o livro O Jogo, do Neil Strauss <— se vc clicar no link, vai cair no Submarino e se fizer a compra, eu ganho “um reau”. Se isso acontecer, me mande um email e eu faço questão de pagar uma rodada de breja quando a gente se encontrar.
Por exemplo: em um momento (03:35) eles estão na ponte e ele diz que está fazendo a rotina do gay: “I’m not gay, I’m just doing my gay routine“.
Pelo quarto minuto, ele pergunta se pode fazer um teste de psicologia, que é o ESP 1-4 do Mystery. Basicamente, é perguntar para as meninas imaginarem um número entre 1 a 4. Geralmente a resposta é 3. Como se vê no vídeo, a coisa mais importante para fazer esse ESP é ser rápido e claro de modo a não deixar que elas digam “três” em voz alta.
Hein? Rotina do Gay? ESP? Que porra é essa Batiman? Tá falando grego?
Se você está viajando, é porque não leu o livro do Style que eu indiquei no link patrocinado acima. Deixe eu explicar.
Existe no mundo todo um movimento conhecido como Comunidade da Sedução. Apesar do nome engraçado, é uma das indústrias que mais gera dinheiro e existem várias empresas que se dedicam a produzir materiais em vídeo, livros, áudio e workshops pessoais para interessados em aperfeiçoar suas habilidades sociais com o sexo oposto. Deve ter também para o mesmo sexo, mas eu desconheço.
Por volta de 2005, quando a coisa ficou mais popular, as “rotinas” eram as maneiras de se usar as técnicas de sedução. O que foi dito aí de rotina do gay é algo como se fingir de gay de modo brincalhão, para deixar as mulheres com quem se interage na dúvida se você está ou não dando em cima dela.
De acordo com quem segue essa linha, isso diminui a resistência da mulher em continuar a conversa.
Já o ESP é uma abreviação para Extra Sensorial Perception, algo como dom sobrenatural. Como é sabido que geralmente se escolhe o três dentro do intervalo entre um a quatro, acaba sendo uma brincadeirinha inocente para chamar a atenção numa conversa. Essa é outra rotininha divulgada na Comunidade pelo Mystery e Style.
Os tempos mudaram e hoje em dia são poucos os que continuam usando a rotina do gay. Ou o ESP. O que está na moda é o jogo natural, ao jogar as rotinas fora e ser “você mesmo”.
Mas isso não quer dizer nada. Se as rotinas têm alguma serventia para você, fique à vontade para usar. Seja sempre criativo e divirta-se!
Kazantip – balada na Ucrânia onde reina a música eletrônica e mulherada gata
July 31, 2009 by victor
Filed under essencial, Uncategorized, viagens
Peter Hegre estava correto. A Ucrânia é a terra de lindas mulheres, e não é por acaso que suas modelos eróticas são ucranianas.
Aqui vão algumas fotos da KaZantip em alta resolução para download (é só clicar no thumbnail):
Quem leu meu artigo na Papo de Homem Lifestyle Magazine sobre o Kazantip sabe que essa é a rave mais animal do Leste Europeu, e fica pau a pau com as festas de Ibiza ou Loveparade.
Se você está na dúvida, dá uma olhadinha nos vídeos que eu selecionei aqui para ter uma idéia. Mas, antes de mais nada, vou fazer um esclarecimento sobre um GRANDE desentendimento que existe nos bastidores da KaZantip. De fato, existem muitos segredos além do que é divulgado por aí.
O que existe são duas realidades, que convivem em paralelo e por vezes se misturam. Hoje, a KaZantip vive um conflito existencial comum na vida de muitas baladas.
Sobre a evolução de baladas
Agora a conversa fica mais séria. A verdade é que a KaZantip, segundo seus idealizadores, NÃO é uma balada onde tem um monte de mulher pelada dando mole para qualquer turista que vai lá oferecer sua salsicha.
HELLO! Isso não existe, a não ser em filmes do tipo “Vingança dos Nerds” e outras produções de alta qualidade de Hollywood que geralmente vão direto para TV.
Portanto, sejam espertos: o que é anunciado por aí nem sempre é a realidade. Foi isso o que eu entendi ao conversar com o Benjamin, que é o Embaixador Francês do KaZantip 2009. Ele coordena o evento junto ao PreZidente Nikita além de um restaurante de cozinha francesa no evento (dizem aí que é complicado achar comida legal na cidade).
Quando falei com o Benjamin, ele me pareceu um sujeito muito bacana e sincero. Lembrei na hora de caras que anos atrás começaram com o projeto do Universo Parallelo. E isso é a tal evolução da balada.
No começo, são apenas os frequentadores que entendem da “vibe original”. A festa fica popular, e daí a propaganda de boca vai chamando mais gente, e mais gente… até que o conceito original se perde. É quando os caras da velha guarda dizem “Tá vindo uma galera nada a ver aqui”. Esse é o ponto decisivo para qualquer festa: encontrar o equilíbrio entre manter o espírito original e evoluir com naturalidade permitindo a chegada de mais gente.
Existe muito mais atrás da história fascinante da KaZantip, incluindo a briga de grupos poderosos entre o www.kazantip.com e www.kazantipa.net. Continue lendo aqui e eu expilico mais sobre a história sinistra um pouco mais abaixo.
A Motivação: vídeos!
Como uma das finalidades do From Victor With Love Diário é promover o estudo de idiomas para você curtir as suas viagens se integrando melhor com os locais, segue uma série de vídeos em diferentes idiomas.
Pra começar, saca só esse espanhol que ficou piradão com as “ucranianas de dois metros mostrando as bundas e jogando champanhe nas tetas” como ele mesmo diz:
“El panorama és bastante apetecible” – hahahaa
Foi fácil entender né? Para complicar agora, vai um vídeo local cobrindo o que a Nastja tinha comentado sobre os casamentos que rolam entre os casais em KaZantip:
Os alemães, sempre muito eficientes, são os que fizeram a cobertura mais completa na minha opinião. E com muitos peitinhos de fora – vale notar que na Europa em geral o topless é algo bastante comum, e ninguém está nem aí. Aliás, quando tem cara de boca aberta babando… geralmente é algum compatriota nosso haha!
Será que eu ouvi errado ou a ruivinha que aparece no 2:30 desse vídeo aí em cima disse que transou duas vezes na praia? Ah, no sétimo minuto a televisão alemã descolou uma entrevista com o Presidente de Kazantip – a terra onde ninguém trabalha, apenas fazem festa e causação. Nota dez para essa reportagem.
Pra comprovar a teoria de que os alemães são super organizados, segue mais uma outra matéria bastante completa que mostra todos os detalhes para quem planeja uma trip para a Ucrânia, até Popovka na Criméia e chegar preparado para a Kazantip.
obs: Se liga no ponto 9:00 do vídeo quando chegam uns malandrões pra tomar uma vodka na faixa com as alemãs… à moda russa (vodka pura!)
O que eu mais gostei nessa reportagem é que eles mostram passo a passo duas alemãzinhas desde o momento de arrumar as malas, chegar no aeroporto de Kiev, trocar dinheiro no câmbio, arrumar transporte até Popovka e, pelo sexto minuto, todos os perrengues pra arrumar acomodação… quer dizer, um canto pra dormir!
Segue aqui a segunda parte da matéria alemã do KaZantip:
Nesse segundo vídeo, as turistas loirinhas resolvem se recuperar da balada da noite anterior indo a um restaurante local – ao contrário do mito que muita gente tem na cabeça de que na Europa Oriental tudo é ridiculamente barato, a refeição custa a mesma coisa do que na Europa Ocidental. Vá com o bolso preparado!
Confiram nesse vídeo acima, pelo sexto minuto, as meninas virando todas. A bebida mais legal é essa sambuca, que é bastante popular nas baladas russas. O drink chega pegando fogo, e o copo é virado ao contrário para que se possa aspirar o vapor do álcool com um canudinho. Nem preciso dizer que no caso das alemãs cabaças o bar quase pegou fogo!
Sobre a Ucrânia
A minha amiga Julia passou várias dicas de turismo valiosas – esse é o business dela!
Uma delas eu passei através da Papo de Homem: economizar 1000 Hryvnyas ucranianas da entrada do KaZantip, resolvendo ir com a maleta amarela no padrão KaZantip (tem que ser de tamanho pequeno, dura, amarelo brilhante e com bastante colagem e outros frufrus para a deixar única). Veja as fotos abaixo para ter uma idéia:
A segunda alternativa para entrar de graça é entrar na pista de dança completamente pelado! Não sei até que ponto essa tática funciona para homens, mas acho que é uma regra universal abrir as portas para ninfetas nuas e saltitantes.
A Julia ainda me informa que além da possibilidade de pilotar tanques de guerra e atirar com rifles Kalashnikov, outras alternativas de turismo extreme são fazer um rafting pelo rio Dnipro, paragliding, gliding, powered paragliding e yatching. Uau!
Bom, eu achei isso incrível mas a minha pergunta mais importante era sobre a qualidade da mulherada. E ela me confirmou que a balada noturna é sensacional por causa da beleza das moças locais. Destaque para baladas … e strip bars, além de shows que acontecem de tempos em tempos em Kiev. Algumas das atrações recentes foram Christina Aguillera, Eros Ramazzoti, Enrique Iglesias e James Blunt.
Kiev é uma cidade que não dorme, tem arquitetura, história e cultura de mais de quinze séculos. Entre os locais recomendados para visita foram o museu a céu aberto “Pirogovo”, o Museu da Segunda Guerra Mundial, o monastério Pecherska Lavra e o museu de miniaturas. Assim, Kiev combina as antigas tradições ucranianas com a vida moderna – parece ótimo, além de ter preços relativamente mais baixos do que outras capitais européias (principalmente sobre bebida alcóolica, taxis e cigarros).
Para mais informações sobre Kiev e outros locais da Ucrânia (especialmente sobre o Kazantip, que acontece no sul, em Popovka, na península da Criméia), vocês podem falar diretamente com a Julia pelo http://www.mj-tour.kiev.ua
Se vocês forem pessoas como eu, vão querer ter uma idéia de com quem estão falando. Essa aqui é a Julia:
Animou? Pode falar com ela pois eu garanto que é uma profissional do bem e bastante organizada. Não, não é um post patrocinado.
Sobre a briga entre o KaZantipa.net e KaZantip.com
O resumo da história é o seguinte: a turma original fazia campeonatos de windsurf e kitesurf no mar da Criméia. E juntavam a isso momentos de celebração, colocando uma musiquinha. De tempos em tempos surgia mais gente, e o clímax foi na época de fazer a balada dentro de um reator nuclear abandonado.

Balada eletrônica no reator nuclear na Ucrânia? Super saudável, filho. Pode ir e dá um toquinho no celular na hora que for pra mamãe te buscar.
Quem participou dessa época diz que foi a coisa mais doida do planeta. E voltou inúmeras vezes. E conforme a coisa cresceu, um grupo notou o potencial internacional que havia em chamar gente de outros países, como a Alemanha. Eles registraram o domínio www.kazantip.com e fizeram uma campanha de marketing muito bem direcionada para turistas com vontade de ficar doidões e babar em cima das ucranianas lindas.
É engraçado analisar a situação pela perspectiva de marketing: até o SEO (search engine optimization) reflete a realidade dupla. Para quem procura por “kazantip” no Google, o primeiro resultado é o www.kazantip.com enquanto para quem procura por kazantip escrito no alfabeto cirilico acaba recebendo a sugestão de www.kazantipa.net
Quem é do bem e quem é do mal?
Nessa história não tem muito disso. Aliás, no mundo fora das telas de cinema, a distinção entre bem e mal não é nada clara.
Sobre o time www.kazantip.com : Além de oferecer acomodação, esse grupo fez o favor de traduzir o conteúdo para inglês e outros idiomas. Por isso muita gente agradece pelos serviços oferecidos. Eu troquei mensagens com o Roland que foi bastante prestativo. Não sei se eu teria habilidade suficiente para me virar sozinho atraves do kaZantipa.net
Por outro lado, o time oficial tem uma treta feia e quer manter o espirito original da festa, de celebração. Entendo perfeitamente e eu não gosto de turismo tosco. Os turistas de má qualidade, como os ingleses barulhentos bêbados comemorando despedida de solteiro usando vôos baratos da Easyjet e Ryanair são os líderes em estragar muitas cidades bacanas, mas esse é papo para outro post.
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Ambos os grupos estão listados no Facebook. Se você ainda não entrou pra rede que mais cresce no planeta inteiro, sinto dizer que o Orkut só serve para falar com brasileiros. Quem acompanha o From Victor With Love – Diário já se ligou no potencial e utilidade do Facebook para manter contato com as gringas gatinhas e os brothers que a gente conhece nas viagens mundo afora.
Aqui está o grupo conduzido pela turma do www.kazantipa.net : http://www.facebook.com/group.php?gid=2262467604 e aqui está o grupo em inglês do www.kazantip.com: http://www.facebook.com/group.php?gid=20908559235
Sugiro que você entre nos dois e confira qual é o que faz melhor a sua tribo. E aproveite e me adicione também: http://www.facebook.com/FromVictorWithLove
E você, o que acha? Ja teve experiência na KaZantip ou em outra festa que passou pela fase de popularização e perdeu um pouco as origens?
Créditos
foto destaque: Guus



















