Fala pessoal! Depois de passar um tempo de férias com a namorada estou de volta. Fizemos uma trip bem bacana desde o norte da Itália, no Monte Bianco até o sul, perto de Nápoles, na costa Amalfitana. Foi muito bacana e deu para voltar com fôlego renovado.
Depois da ótima entrevista com o Jeff, hoje tenho satisfação em entrevistar outro grande sujeito que com certeza vocês vão gostar muito. O Eduardo Santorini mostra que de mineirinho quieto não tem nada.
Santorini na Rede Globo explicando o que é a ansiedade de aproximação e dando outras dicas
VICTOR: Santorini, o pessoal está curioso em saber quem é você! Conte pra gente um pouco da sua história – como é que tudo começou?
SANTORINI: Eu fui um adolescente tímido e um pouco inseguro. E não preciso nem falar que isso me deixava frustrado com as meninas. Eu simplesmente não tinha a coragem de chegar numa menina ou o que fazer para atraí-la. Confesso que naquela época sentia inveja daqueles amigos mais bem aparentados, que sempre se davam bem com as meninas da turma.
VICTOR: Hehe – eu já estou me identificando. Eu também era bastante inseguro… eu era muito bom em ficar amiguinho. Mas chegar junto mesmo de verdade – rá! Isso eu não fazia não. Mas e aí, como é que você virou o jogo? Ainda lembra dessa data?
SANTORINI: O dia que eu resolvi dar um basta nisso… eu ainda lembro perfeitamente. Estava numa aula de química no 3o ano colegial, quando um colega de sala começa a tirar onda da minha cara publicamente, porque eu havia levado toco da menina mais feia da sala. Aquele momento foi tão humilhante pra mim, que no mesmo dia eu prometi a mim mesmo que iria me tornar bom com as mulheres.
VICTOR: Putz, é dose. E eu tenho uma teoria sobre isso. A mulher mais feia da sala tem complexos e sabe que não é atraente… e presumem que os caras chegam junto justamente por achar que como ela não é aquelas coisas o jogo será mais fácil (para não dizer garantido). Por causa disso, muitas delas são até mais difíceis que uma menina de beleza mediana. Também tem um lance de senso de merecimento, mas isso é história pra outro post.
Mas diz pra gente: o que foi que você fez, especificamente, quando decidiu se tornar bom com a mulherada?
SANTORINI: Victor, a primeira coisa que fiz foi procurar um livro sobre o assunto.
VICTOR: Maneiro. Acredita que quando EU estava na mesma situação que você nunca me passou ir procurar livro pra me ajudar? Ahhhh se eu pudesse voltar no tempo… Mas que livro que você encontrou,Santorini?
SANTORINI: Comprei o livro “Como Se Dar Bem Com As Mulheres” do David Coperland. O livro em si era bem fraquinho, mas serviu de ponto de partida, para que pouco mais tarde eu conhecesse os grandes gurus norte americanos. Estudei diversas publicações do David Deangelo, que serviram para melhorar a minha confiança. E o grande salto foi conhecer o Mystery Method que me ensinou o significado de sargear – sair para conhecer mulheres. No início foi muito difícil, porque eu não conhecia ninguém que também estivesse interessado em estudar isso e muito menos alguém que pudesse me dar incentivo. Hoje eu não uso praticamente nada do Mystery Method, mas acredito que ele tenha sido essencial pra mim naquele início.
VICTOR: Bacana – e imagino que você leu tanto o DeAngelo como o Mystery em inglês, certo? O que você pode dizer para os leitores sobre a importância de dominar um idioma estrangeiro para ter benefícios concretos na vida?
SANTORINI: Tem razão, Victor. Dos primeiros materiais que eu tive contato até os materiais que eu estudo hoje, a maior parte está em inglês. São raros os materiais de qualidade em português, sendo que mesmo assim, a maior parte é tradução do que já existe no exterior há 2, 3 anos. E não apenas conhecer o inglês, mas qualquer outro idioma, aprender coisas novas certamente expande o seu universo de possibilidades. Quando comecei não tinha uma fluência legal no idioma, e me virava para aprender o significado de termos que nunca tinha visto além de outras vezes ter que ouvir o mesmo trecho 2, 3 vezes até entender o que era falado. No entanto esse esforço valeu muito a pena.
VICTOR: Mesmo para um instrutor avançado que dá treinamento em nível nacional, existe um obstáculo que você sempre tem que enfrentar ao dar um workshop: quando chega em uma cidade desconhecida, você de repente está em uma balada ou bar fazendo as demonstrações… e isso com certeza é muito diferente de quando você vai para os lugares que você conhece na sua cidade.
SANTORINI: Você tocou num ponto importante, a socialização. A dinâmica social não pode ser confundida como sinônimo de “sedução”. É um conceito bem mais abrangente que envolve toda e qualquer relação inter-pessoal. Ser sociável com as pessoas é um ponto essencial antes de querer se tornar um grande sedutor. Conseguir puxar assunto com mulheres ou homens, jovens ou idosos, enfim, qualquer pessoa. É muito frequente ouvir a queixa de alunos que têm dificuldade para manter uma conversa interessante com uma mulher desconhecida. Isso muitas vezes acontece porque ele não se preocupa em desenvolver este lado sociável.
VICTOR: Que dicas você pode dar aos nossos leitores que gostam de viajar pelo Brasil e resolvem sair na night? Como se enturmar com gente totalmente desconhecida?
SANTORINI: Acho interessante reassaltar a questão das pequenas diferenças culturais dentre as diversas regiões brasileiras. Aqui em Belo Horizonte, por exemplo, geralmente as mulheres são extremamente receptivas na abordagem, embora o jogo não seja mais fácil. Já no Rio, podemos identificar claramente testes mais frequentes por parte das mulheres. Talvez até porque os cariocas são culturalmente mais desinibidos e fazem muitas abordagens, as mulheres fazem mais testes afim de selecionar melhor. O extremo oposto é a cidade de Curitiba, onde o povo em geral é mais fechado. Se você aborda uma curitibana geralmente consegue-se engatar a conversa com grande facilidade – contando que você saiba conduzir a conversa (frame control).
VICTOR: Concordo muito com você sobre a diferença cultural. Faz toda a diferença saber entrar em sincronia com a vibe local. Mas, Santorini… vou forçar um pouco mais na pergunta. Dentre as várias idéias criativas que você domina e ensina aos alunos… qual é a técnica mais eficiente, mais fácil de ser aprendida e implementada, que gera resultados instantâneos? O Style tem a photo routine, o DeAngelo tem o kiss test, o Tyler tem o claw, o comédia do Tim usa o tornado of glory… E você, pode revelar para nós uma das suas técnicas mais poderosas?
SANTORINI: Uma das maiores dificuldades que eu sempre enfrentava era conseguir gerar atração rapidamente, sem depender de fatores como dinheiro, boa aparência ou fama. A partir disso desenvolvi um sistema muito simples de atração que pode ser aprendido em questão de minutos e tem resultados impressionantes em campo. Em ambientes controlados, a taxa de sucesso chega a 95%, o que é um nível assustadoramente alto, principalemente pela facilidade de aplicação. Trata-se da Blitz [contração de Blitzkrieg, ou guerra relâmpago], que em linhas gerais se resume no uso de diversas ténicas de atração simultaneamente. Imagine você bombardeando a mulher com pure kino, role play, DHVs, humor e provocações. Alguns diriam que seria impossível. A questão é que é totalmente possível fazer isso com total naturalidade, sem engessar o jogo em momento algum! E o melhor de tudo é que você consegue atração consistente em questão de 3 a 5 minutos, no máximo.
VICTOR: Parece ótimo. Santorini, pra gente fechar essa entrevista, vou pedir uma sinceridade total da sua parte. Você está num nível muito acima do que qualquer “pegador” normal. Como é essa vida? Você tem ainda algum ponto fraco no seu game?
SANTORINI: Nunca tive problema algum em falar sobre minhas limitações, fraquezas, medos e inseguranças. Como seres humanos todos estamos condicionados a isso. Com relação às mulheres, à vida de player, tenho um nível de calibração social muito alto, que poucos caras têm. Você me perguntaria se eu consigo pegar qualquer mulher que desejo. Infelizmente não, ainda não descobri a pílula mágica para resolver o meu problema ou o problema dos meus alunos.
Uma coisa que muitos não entendem bem é que dinâmica social não te garante 100% de aproveitamento, isso simplesmente não existe! Mas você pode sim ter consistência, que é sair de casa e ficar com uma garota que te atrai. Vai levar alguns tocos? Tecnicamente sim. Aliás eu mesmo devo levar mais tocos do que a grande maioria dos caras. Mas ao tempo eu também garanto que atraio e pego mais mulheres também.
VICTOR: Verdade – é justamente a disposição ao erro que nos leva ao sucesso. Em tudo na vida. E qual é o próximo passo, Santorini? Qual seu maior medo hoje?
SANTORINI: Meu maior medo é com relação a relações de longo prazo, ter alguém especial para dividir a cama para o resto da vida. Hoje estou totalmente confortável com minha vida de player, conhecer diversas mulheres. Mas futuramente eu quero me casar, constituir família. Provavelmente vou deixar de trabalhar com dinâmica social, deixar de ser instrutor. Tenho medo de continuar a me dedicar totalmente a sedução e acabar negligenciando minha carreira, não saber fazer mais nada da vida. Dedico-me integralmente a sedução e longe de querer me gabar, mas sei que sou muito bom no que faço. No entanto não creio que dê para viver disso, e mesmo que desse, não sei se gostaria.
VICTOR: Man, obrigado pela sua integridade e sinceridade nessa entrevista. Principalmente você sendo um instrutor profissional… ter aberto o jogo me deixou muito bem impressionado. Uma pena de a gente ainda não ter se conhecido pessoalmente, mas pelas conversas que a gente teve eu boto muita fé no que você está fazendo e quero acompanhar de perto as novidades. Para quem também gostou dessa entrevista, quais são os melhores meios de saber o que está acontecendo?
SANTORINI: Muito bom falar com você também, que está com uma excelente proposta para o seu blog e tem tudo para ser um enorme sucesso. Atualmente eu mantenho o blog Atitude de Homem - www.atitudedehomem.com – que é um blog de artigos sobre dinâmica social e a vida de player.
O entrevistado de hoje é o meu amigo Jeff, e ele é um cara muito especial. Fiz questão que ele fosse o primeiro dessa série de entrevistas com grandes conquistadores.
Eu conheço muita gente na comunidade de sedução brasileira – desde os caras mais bitolados que fazem microcalibragens a cada segundo até os pegadores de micareta mais naturais que nunca leram e vão morrer sem ler nenhum livro de sedução.
A diferença do Jeff para todos os outros é que ele tem um diferencial. Ele é quase cego.
Um amigo nosso em comum certa vez brincou, com todo o respeito, dizendo que o Jeff era o Mister Magoo da turma… será?
O meu respeito por esse cara é enorme por ele ter assumido o controle sobre o próprio destino e superado muitas limitações. Veja na íntegra o conteúdo da entrevista:
VICTOR: Jeff, ao saber da sua história, meu respeito por você aumentou ainda mais. Fiquei espantado pois nunca imaginava que você tinha quase zero de visão.
JEFF: Obrigado Victor.
VICTOR: Por favor, conte para a gente qual foi o pior momento da sua vida amorosa. Que dificuldades você tinha, que tipo de frustrações e erros eram comuns e limitavam a sua realidade?
JEFF: O problema era eu mesmo. Em outras palavras, minhas crenças eram que por causa da minha deficiência nunca uma mulher ia querer ficar comigo.
VICTOR: Mas essa sua crença se mostrou verdadeira? Conte uma história da sua infância para nós.
JEFF: Nos meus 12 anos, fiquei a fim de uma garota, (nunca tinha saído com ninguém), por pilha dos amigos, (chega nela, chega nela!), acabei chegando e pedi pra ficar com ela.
VICTOR: Puuutz… já tou imaginando a história… que rolou?
JEFF: Rolou exatamente o que você está imaginando. A resposta dela foi: – Eu? Ficar com um cego? Tá doido!?!
VICTOR: Que filhadap*. E aí, você com doze anos… como encarou esse toco violento?
JEFF: Bem, Victor… isso só piorou a crença, né. Bom, apesar de tudo eu abafei o caso, e peguei minha primeira mulher, ou seja, meu primeiro beijo com 13 anos, um ano depois.
VICTOR: Caraca! Melhor que muito moleque por aí! Como foi isso?
JEFF: Ah, eu tinha boa conversa… além disso, o fato de eu viver normalmente apesar da deficiencia despertava curiosidade. Veja: eu trabalhava, estudava, brincava na rua…
Assim, eu pegava uma ou outra mulher por aí. Mas…
VICTOR: …mas…?
JEFF: … mas, no fundo no fundo, eu não me achava merecedor. Deixei de pegar muita mulher, e elas se tornavam eram minhas amigas. O lance da falta de merecimento não me deixava perceber os sinais de interesse.
VICTOR: Ih Jeff! Minha história é bem por aí também! Olha, vou até uma hora escrever um texto sobre merecimento, que é provavelmente o ponto que atrasa a vida de muito homem por aí. (p.s. Leitores: ajudem a me lembrar se eu demorar para soltar esse texto)
Mas Jeff, diz aí: o que foi que você fez para se livrar desse problema de falta de senso de merecimento?
JEFF: Olha Victor, fui melhorando mesmo foi com o decorrer dos anos e a maturidade. Acho que era coisa de criança mesmo.
Alem disso, descobri que a deficiência mais ajuda que atrapalha.
VICTOR: Hein? Como assim?
JEFF: É isso mesmo. Saber superar a deficiência é um sinal de força interna que causa admiração. E que pode ser usada com um ótimo assunto de conversa.
Enfim, quando mudei minha postura diante daquilo que não vai mudar é que tudo se transformou.
Minha deficiencia não tem cura. Então, o lance foi aceitar pra superar.
VICTOR: Fantástico! Jeff, nas nossas conversas você já notou que eu sou um cara que está sempre lendo e aprendendo coisa nova. E o que você acabou de dizer veio de encontro a uma mensagem que ouvi de um mentor importante. Em resumo, a preocupação é improdutiva quando estamos pensando em algo que está além de nosso controle.
Tipo, se estou preocupado sobre o meu planejamento estratégico de um empreendimento, então minha preocupação é útil a partir do momento que me motiva a agir fazendo revisões no plano, obtendo seguro, pagando impostos, contratando bons empregados.
Agora, se eu me preocupo sobre se vai fazer sol amanhã, estou desperdiçando energia de concentração e meu tempo.
E o que você acabou de dizer tem tudo a ver com esse conceito. Se é algo que não tem como reverter, bola para frente. É fácil falar da boca pra fora. Por isso eu tenho respeito por você, como um cara que efetivamente superou e é um exemplo para nós.
Me diz agora: o senso de merecimento (que o pessoal chama de “inner game”) sozinho foi suficiente para começar a chover mulher na sua horta?
JEFF: Mais ou menos, Victor. Trabalhar o jogo interno foi uma parte do processo. Pois apesar estar mais confiante, eu ainda não tinha o conhecimento necessário para notar os sinais de interesse. E também tinha que remodelar a crença de que a deficiência me limitava. E isso só aconteceu depois da PU.
VICTOR: Deixa eu só explicar aqui pros leitores que não sabem o que é PU. O Jeff está se referindo a “Pick Up”, que é o termo em inglês pra pegação e é uma sigla usada pela comunidade de sedução.
Jeff, deixa eu te fazer outra pergunta. Para quem hoje se encontra com dificuldades semelhantes às suas no começo, que dicas você daria? O que especificamente alguém poderia fazer hoje de diferente baseado em sua recomendação e experiência?
JEFF: Saber que tudo é possível, que o mundo te vê como você se vê, então se o mundo não te responde 100%, tenha certeza que a desordem está no seu interior.
Falar é fácil, é verdade, executar dá muito mais trabalho, mas a reconpensa de ser responsável por você, por sua vida, por suas coisas, isso definitivamente não tem preço!
VICTOR: PQP, fiquei de cara. Atenção, leitores: façam um favor a vocês mesmos. Imprimam essa entrevista, recortem os dois parágrafos acima do Jeff e carreguem na sua carteira por pelo menos um mês. Sério.
Acho que a idéia de que existe desordem no nosso próprio interior se o mundo não responde 100% é uma das noções mais importantes no tema de assumir responsabilidade sobre a vida que nós temos. Que é outro tema importante a abordar aqui. Fica anotado.
Bom, já está na hora de finalizar a entrevista. Falamos bastante de inner game e ninguém melhor do que você, que realmente viveu na própria pele a necessidade de se remodelar, para nos dar dicas.
Mas deixa eu perguntar algo mais técnico. Quando você me contou um pouco da forma como faz suas interações, você mencionou o RAP (relaxar, assumir rapport e persistir). Pode explicar com suas próprias palavras o que seria isso, e como os leitores podem usar esse método?
JEFF: Com certeza. É simples. Eis o método RAP.
R=Relaxar, ou seja, se sentir a vontade consigo mesmo.
No meu caso específico, me sentir a vontade com meu diferencial, com minhas crenças, com minha cultura, liderar, cuidar da minha vibe.
A= Assumir raporte, partir do pre-suposto que ja conheço a mulher faz anos, e todas as outras ferramentas que a PNL diz sobre o raporte. Pra mim é fácil, pois sempre fui mestre no raporte. Minha dificuldade era com a atração.
P= Persistir. Ter a certeza que ela está afim, (isso você pode detectar pelos sinais de interesse), e não desistir na primeira, ter jogo de cintura pra saber avançar e recuar.
Como diz Nessahan Alita, “se você não tem jogo de cintura, jogue sua cabeça em um vaso sanitário, ou corte seu pinto.”
VICTOR: Hahaha! Esse Nessahan é uma figura sem igual! Taí, outra nota mental para num dia desses colocarmos um texto só sobre o material dele ou o convidar para uma entrevista, que seria um prazer tão grande como ter recebido você aqui no From Victor With Love Diário, Jeff!
Esse Jeff tá mais pra Demolidor do que pra Mr. Magoo
Em nome de todos os leitores espalhados pelo Brasil e os nossos mochileiros fazendo balada nos navios da Escandinávia, celebrando o dia das loiras e expatriados que estão levantando grana em Londres, Barcelona e outros centros europeus… MUITO OBRIGADO!
JEFF: Que isso, Victor! Adorei poder colaborar. Na verdade, na minha vida me vejo assim, um abridor de portas para outros, deficientes ou não.
VICTOR: Esse cara é foda. Espero contar com sua presença mais vezes, Jeff.
Aí leitores: quem quiser fazer perguntas ao Jeff ou dar um parabéns ao cara é só deixar um comentário aqui na página. Se tiverem sugestões para futuras entrevistas, me avisem também que assim vcs ajudam a todos nós.