Como parar de dar notas para mulheres pode melhorar seu game
A tal Comunidade de Sedução é muito engraçada. Existem milhares de códigos, e HB10 é um dos mais usados, que significa Hot Babe 10, aquela gostosa inatingível. A graça da coisa é que justamente ao dar a nota 10 é que a mulher fica inacessível.
Eu nunca gostei de dar notas para mulher nenhuma em meus relatos. Quando o fazia, a nota que eu dava era mais para que os meus colegas pudessem entender melhor a história que eu contava, sobre minhas interações e histórias cabeludas.
Quando se olha os debates em fóruns como o Clube Alpha ou o PUA Brasil, o que mais tem é cara dizendo “vejam o meu kiss close com a loira HB10!” com direito a foto de celular upada no ImageShack ou chupinhada direto do Orkut.
Nisso, aparecem duzentos trolls ignorando totalmente o que foi escrito no relato e dizendo “ah cara, essa hbzinha aí eu dou no máximo 8″.
Mesmo se você não está entendendo nada, uma coisa você já deve ter notado: alguns homens têm mania de dar nota para as mulheres, sendo zero aquela baranga que você não pegaria nem no seu dia mais bêbado e dez aquela deusa da capa da Playboy.
A ironia do destino é que essas notas estão todas na nossa cabeça. E ao classificar uma mulher como “dez” a gente pode iniciar um momento de auto-sabotagem. Ficamos menos confiantes. Nossa abordagem é uma merda.
Eu nunca soube explicar direito esse processo. O guru de sedução que tinha chegado mais próximo do que eu pensava era o Tyler, do Real Social Dynamics (RSD). No Blueprint Decoded, ele dizia que esse modelo de colocar a mulher num pedestal e pensar “o que é que eu posso fazer para conquistá-la” estava errado, pois partia de um pressuposto que ela tinha mais valor social.
Mas mesmo assim a explicação dele não tinha me agradado 100%.
Foi só quando eu conheci o trabalho do Johnny Soporno que tudo fez mais sentido. O Johnny explica que para ele, deveriam existir quatro categorias de mulheres:
- Nossa, essa aí eu não quero de jeito nenhum
- Hm, essa aí talvez eu queira… depende do dia…
- Hm, essa aí sim eu quero. Linda!
- UAU! Essa aí … bom, ELA é que não vai querer a mim!
Esse tipo 4 seria equivalente a HB10. E para a mentalidade do Johnny, ela não deveria existir. Pois, sendo um homem interessante e com todo seu conjunto de valores e merecimento alinhados, não existe a situação em que a mulher possa não lhe desejar.
Atenção: com isso ele não quer dizer que qualquer mulher vai desejar o dito cujo. Muitas mulheres estão profundamente comprometidas com alguém. Ou estão com a cabeça totalmente voltada para um problema familiar, ou profissional. Enfim, existem muitas mulheres que não ficariam com ninguém em um determinado momento.
A outra categoria que Johnny propõe eliminar é a segunda: a do “talvez eu ficaria com ela”. Ora, se você não está tão empolgado, continuar a paquerar uma mulher que não atende seus padrões mínimos é como se considerar inapto a ir atrás do que realmente quer.
Assim, a categoria 2 desaparece. As mulheres, portanto, podem receber dois tipos de nota: ou eu quero, ou não quero. Como diria um amigo meu, “É simples assim”. Nada de ficar dando nota, e perdendo tempo em fórum de Internet discutindo se ela é HB 8 ou 8,25 (sério, eu já li isso).
Essa mudança de paradigma dá um reforço tremendo na autoconfiança, inner game e na dignidade como tratamos nossas queridas ![]()
Anthony Robbins e as cinco chaves para o sucesso e poder pessoal
Essa é a continuação do texto sobre o que Tony Robbins fala sobre o poder de foco Jedi. Ficaram faltando as cinco chaves de ouro para abrir o potencial psicológico.
CHAVE UM: Eleve seus padrões
Essa é tão importante que merece ser listada como a primeira chave do sucesso. É a única coisa que cria uma mudança duradoura.
Em português claro, é transformar o “devia” em “vou”.
Todo mundo tem uma lista de “eu devia”: “eu devia passar mais tempo com minha família, eu devia ler mais, eu devia perder peso…”. E o que acontece quando não fazemos nada disso? Ficamos frustrados, estressados e nervosos. Sentimos que nossa palavra não vale nada.
Ao transformar esse “devia” em um “vou”, a gente arruma um jeito e faz. Quando a gente dá um BASTA e diz que nunca mais vai engolir uma situação dessas, nunca mais vai fazer determinada coisa, é aí que estamos elevando nosso padrão.
Pense nisso: o ser humano sempre consegue obter aquilo que ele absolutamente precisa. Até os nômades que vivem no meio do deserto. Se seu filho estivesse morrendo e precisasse de um tratamento que custasse xis reais por mês, tenho certeza que você arrumaria algum jeito para levantar a grana. Nem que tivesse que limpar privada de rodoviária. Você dá um jeito. Porque é necessário.
Se você não está atingindo seus objetivos agora, é porque eles estão na caixa do “eu devia, eu poderia…”
Mude isso. Coloque essa lista na caixa do “eu vou”.
Pense nos seus conhecidos, ou pense naqueles desconhecidos que você via na academia quando se matriculou. Não tinha aquele grupinho que SEMPRE estava lá, malhando? Não interessa se você era um turista de academia, indo uma vez por semana… ou indo cinco vezes por semana. Sempre você via aquelas figurinhas carimbadas.
Por que certos conhecidos nossos (ou essas figurinhas carimbadas) estão lá sempre, mais do que a gente? Será que eles têm mais tempo? Não. Tempo, todo mundo tem igual.
O que diferencia é que para eles, a academia é uma prioridade. É um VOU. É uma necessidade. E para quem vai pouco, e falta nos treinos, a academia é um “ah, eu devia ir hoje… mas tá chovendo…”
Exercício: o que é que existe na sua vida que está na caixa do “eu devia” que merece ser transportada para a caixa do “EU VOU”? É algo de sua carreira? Um cuidado pessoal com seu corpo e sua mente? Relacionamentos com quem importa?
Anote DOIS (apenas dois) objetivos. Pode ser um em sua vida profissional e outro em sua vida pessoal, mas lembre-se de escrever o PORQUE você fará essa mudança, jogando para a caixa do VOU.
CHAVE DOIS: Mude suas crenças limitadoras
Crenças são poderosíssimas. Aliás, crenças são como drogas. E nós somos os viciados.
Experimente, numa conversa, questionar e desafiar a crença íntima de uma pessoa. Ela provavelmente vai reagir como se fosse um viciado em crack. Alguns ficam defensivos, outros agressivos. Mexer com a crença de um cidadão é cutucar vespeiro com vara curta.
Aliás, quando a gente acredita em algo, tudo o que vemos ao redor existe para confirmar a nossa crença.
Por exemplo, eu tenho dois amigos gringos que foram para Salvador. Um deles acreditava que o Brasil era uma terra de gente feliz, de festa, de beleza. Outro foi com medo de notícias sobre criminalidade. Adivinha o fim da história?
O primeiro voltou contando mil histórias de como os brasileiros gostam de abraçar, estão sempre sorrindo. Que ganhou carona pra viajar de uma cidade pra outra. Que foi pra festas, comeu, bebeu, dançou e pulou no mar.
O outro voltou ainda mais assustado. Disse que viu gente dormindo na rua, que absurdo. Que uns meninos mal encarados começaram a seguir e ele saiu correndo.
Caminhando sobre o fogo: A nossa crença orienta o nosso foco de atenção e portanto molda nossa realidade.
E o pior é que as crenças antigas podem nos puxar para trás, podem nos impedir de crescer. É por causa da espiral do sucesso que os ricos ficam mais ricos… e os pobres ficam mais pobres.
Espiral do sucesso: se eu acredito que as coisas vão funcionar, uso meu potencial ao máximo. Portanto, minha ação é da melhor qualidade, gerando ótimos resultados. Esses resultados alimentam minhas crenças, e repetem o ciclo: na próxima vez, eu tenho ainda mais confiança que mando bem.
A espiral do fracasso funciona no caminho oposto: resultados ruins reforçam minha crença que é perda de tempo querer fazer coisas novas. Assim, no futuro eu não faço nada… ou, se fizer, faço sem ter confiança. Não uso meu potencial máximo e de novo tenho resultado de merda, o que me coloca ainda mais para baixo. E o ciclo se repete.
CHAVE TRÊS: Siga uma estratégia que funciona
Quem é leitor crítico deve estar pensando que elevar os padrões é óbvio, já que quem se contenta com pouco, pouco terá. E essa história de confiança é papo é de frutinha.
Um cara que decide, por exemplo, ver o por do sol e fica olhando para o leste não terá sucesso nunca, não importando quanta confiança ele tenha e quão seja o padrão dele em ver o melhor por do sol do mundo. Pois está usando uma estratégia ERRADA.
A vantagem é que o sucesso deixa pistas. Ninguém precisa reinventar a roda. Seja observador e procure as pessoas que têm sucesso nas áreas que você quer incrementar a sua vida. O que é que elas fizeram?
Siga uma estratégia que funcione.
Agora… se prepare. Pois haverá o momento em que você está todo feliz, colhendo muitos frutos, tudo está numa boa… e daí algo dá errado. Deu bosta.
ESSE É O MOMENTO QUE VOCÊ ENCONTRA SEU DESTINO. Quando você faz tudo certo e alguma coisa fora do seu controle aparece e bagunça tudo. E aqui entra a quarta chave.
CHAVE QUATRO: Fortaleça seus músculos emocionais
Você realmente está dedicado de corpo e alma, num caminho sem volta e sem desculpas, a fazer o que realmente quer… ou está só curtindo a festinha enquanto é fácil?
Já viu aquelas pessoas que usam uma pulserinha amarela de borracha no punho? É a pulseira do Lance Armstrong. Para quem não conhece a história do Lance Armstrong, ele é simplesmente um ciclista que aos 25 anos descobriu que tinha câncer nos testículos. Um problema bastante grave para um ciclista profissional. O câncer se espalhou ainda pelos seus pulmões e cérebro.
Enquanto a maior parte das pessoas perderia as esperanças e começaria a culpar o mundo, achando que estivesse sob um castigo divino, Lance decidiu tomar controle absoluto sobre seu destino. Ele treinou com uma firmeza ainda maior, dando o significado ao seu foco de que esta era uma oportunidade de se desafiar.
Lance simplesmente venceu, por sete anos consecutivos, a maior competição de ciclismo mundial: o Tour de France . Em primeiro lugar.
A história de Lance Armstrong é um exemplo de que com uma solidez de realidade e inabalável vontade de vencer, obstáculos externos são irrelevantes. E para quem não se convenceu da gravidade da situação, um colega meu da PdH escreveu com detalhes como é o processo de diagnóstico, cura e recuperação do câncer de testículo. Bem foda.
CHAVE CINCO: Dê muito mais do que você espera receber
Por fim, a última chave. Encontre uma maneira de fazer pelos outros muito, muito mais do que qualquer pessoa de sua área.
Se você está com a mentalidade de dar, para poder receber, então seus resultados serão limitados e tímidos. A vitória acontece quando você sente genuinamente que deu o melhor de si para a maior quantidade imaginável de pessoas.
Os resultados inesperados que virão são infinitamente maiores do que no pensamento comercial de dar para receber. Essa é a máxima do Keith Ferrazzi, autor do Nunca Almoce Sozinho! <– Link patrocinado do Submarino. Se você comprar o livro ou qualquer produto, eu posso fazer alguma mulher feliz no mundo presenteando-a com uma (só uma) flor.
Keith costuma dizer: “never keep score”. Ou seja, nunca fique contando quantos favores você fez para alguém para contabilizar quantos pode receber de volta. Essa é a mentalidade de escassez mais autolimitadora do mundo e prejudicará seu sucesso.
Quais outros limites nós colocamos a nós mesmos?
Anthony Robbins e o foco do poder Jedi - usando o STATE (estado emocional)
Roberto Carlos já dizia “o importante é que emoções eu vivi”.
E por que é importante viver emoções? É que as emoções fazem parte de nossos desejos mais secretos e poderosos, e são chave para transformação.
Você deseja um carro importado de modelo exclusivo. O que será que alimenta esse desejo? É a quantidade de quilometros que o carro percorre por litro de gasolina? A potência do motor e todas as demais estatísticas que a Revista Quatro Rodas apresentou?

Detalhes técnicos v. emoção do desejo
Não.
A Ficha Técnica do carro serve para o processo psicológico de RACIONALIZAÇÃO. São justificativas racionais que tentam explicar o impacto emocional, pois o verdadeiro desejo começa na emoção.
Já viu quando a mulher diz “comprei essa jóia, gastei uma fortuna mas é um investimento“. Investimento? Melhor do que colocar em um fundo de aplicação? Pois é: eis aqui outro exemplo de racionalização.
Voltando ao exemplo do carro: não queremos o carro!
O que queremos no final das contas são as emoções proporcionadas pelo o carro. Queremos, como cantava o Rei, viver as emoções.
Para ser ainda mais polêmico, podemos dizer que não queremos aquela determinada pessoa amada. O que queremos, na verdade, são as emoções que explodirão em nossos hormônios ao estar com ela.
E. MOÇÃO. A palavra emoção vem do latin e (para fora) e movere (mover). A forte emoção nos toca, nos agita, nos move de modo que não somos mais os mesmos.
Será mesmo?
Vamos fazer um teste sobre todo esse papo de emoções: quando foi a última vez que você teve uma emoção fortíssima, a ponto de celebrar gritando com todo o ar em seus pulmões?

Será que foi em 2002, quando o Brasil ganhou a Copa, metendo dois a zero na Alemanha? Ou quando seu filhão nasceu?
Pense na situação que você teve essa emoção poderosa.
Pronto?
Agora, uma surpresa: você não precisa de nenhuma dessas desculpas para celebrar. Nada disso é necessário. Pois a euforia dessa forte emoção veio de dentro de você e, portanto, pode ser acionada através de uma decisão consciente, usando sua cabeça.
Isso é o que Anthony Robbins chama de “gerenciar seu estado emocional” (manage your state).
Até agora tudo o que foi dito é puro bom senso, nada de novo até aqui. Mas vale a pena anotar e entender a seguinte frase, pois mudará sua vida para sempre: a chave para criar qualquer coisa em sua vida é gerenciar seu estado emocional.
Ao aprender a gerenciar seu estado emocional, não haverá ABSOLUTAMENTE NADA que você não possa fazer ou alcançar.
Por outro lado, caso seu estado emocional seja fraco, você não terá a garra necessária para fazer nada além de apertar botões do controle remoto e fazer o mínimo necessário no seu trabalho e na sua vida social. Vai viver como um zumbi devagar em modo reativo.
Agora, imagine que seu objetivo de vida foi alcançado. Como você se sente? Se sentiu um “êeba” que durou cinco segundos, tenha certeza de uma coisa. Isso não é suficiente e cérebro não está suficientemente motivado.
Você rapidamente ficará preguiçoso, e seu medo fará com que crie um milhão de desculpinhas para justificar que aquele objetivo no fim das contas não era pra você. Afinal, você está na correria, está sem tempo, e nem era isso o que você queria. Certo, certo…
Não? Bem, para aumentar o desejo emocional em alcançar qualquer objetivo na vida, é importante ter a seguinte fórmula mágica em mente:
80% DO SUCESSO É PSICOLÓGICO E 20% É MECÂNICO
Sabe o que isso quer dizer?
Para qualquer coisa dar certo (sucesso), a maior parte é definida pelo que se passa pela cabecinha do cidadão: seus medos, sua inspiração, seu tesão, sua dignidade de dar um passo adiante e esbravejar “É ISSO O QUE EU DECIDI E PONTO FINAL”.
Os tais 20% mecânicos são a parte de como fazer. Muita gente conhece a história da lâmpada elétrica: primeiro, o Thomas Edison colocou na cabeça que inventaria a lâmpada. E daí em diante, tentou milhares de vezes, fracassando em série… até a hora que achou o seu caminho. Esse caminho é o tal 20% da equação. Antes de caminhar, é preciso se comprometer (os 80% psicológicos).
Então quer dizer que é mais importante estar emocionalmente engajado do que ter os conhecimentos teóricos? Isso mesmo.
São poucas as pessoas que aceitam ou entendem esse conceito, afinal de contas estamos vivendo na era da informação, certo? Em geral as pessoas acham que precisam de conhecimento, de informação, das dicas secretas de como fazer isso ou aquilo.
B.O.B.A.G.E.M.
Ou será que você não conhece nenhum senhor (ou senhora) obeso(a), que conhece absolutamente todos os tipos de dieta, incluindo a dieta da sopa, dieta da lua, dieta da USP… incluindo a do Atkins, a South Beach… sabe de cor a tabela de calorias e os exercícios cardiovasculares… etc etc etc…
… e mesmo assim não faz o que tem que ser feito?
Veja que estamos diante de um grande paradoxo e ironia do ser humano dito racional: a pessoa quer emagrecer (tem vontade) e conhece os exercícios e dieta necessários (tem o conhecimento). O que é que está faltando?
Tony Robbins explica: falta gerenciar o estado emocional. E isso é feito usando duas técnicas.
COMO GERENCIAR O ESTADO EMOCIONAL
UM: Mudança radical em sua fisiologia.
DOIS: Mude onde você focaliza sua atenção.
Simples assim. Mudança na fisiologia e controle do foco de atenção. Vamos entender melhor cada um deles.
Primeiro, a fisiologia.
A fisiologia nada mais é que seu corpo físico. Fique cabisbaixo, jogue seus ombros pra frente e faça uma cara de bunda. E agora diga em voz baixinha “hoje é o dia mais feliz da minha vida”.
Reparou como assim você não engana ninguém?
Para se sentir confiante, para ter a determinação de um homem de verdade que vai atrás do que quer, que modela e escolhe o próprio destino, você deve se portar como um líder!
Sente direito. Erga a cabeça. Respire de modo confiante e profundo. E principalmente mude a forma como você move seu corpo e se expressa.
Qualquer pessoa que dança ou pratica esporte sabe disso. Numa hora você está paradão, com preguiça de tudo. Sua mente começa a criar diálogos internos e você fica preocupado, viajando nas idéias.
Até que chega a hora de ir para a aula de dança de salão, ou para aquele futebolzinho esperto da semana. E tudo se transforma. Naqueles cinquenta minutos que se seguem, nada mais importa. É como se o tempo parasse e a sua cabeça finalmente calasse a boca.
Houve aqui uma transformação no estado emocional através da fisiologia. E você pode fazer isso a qualquer hora.
Veja como os patos agem depois de brigarem. Aliás, não apenas os patos: qualquer animal, depois de um momento de stress, dá uma chacoalhada no corpo. Que isso significa? É como um restart no Windows. Através de uma mudança na fisiologia, eles mudam seu estado emocional. E daí pra frente tudo fica numa boa.
Alguns seres humanos, porém, continuam estressadões por dias e dias relembrando algum pequeno incidente de trânsito, um garçom mal educado ou um assunto de trabalho… repetindo eternamente um filme mental que os deixa mais e mais irritados, apesar do evento não estar mais acontecendo. Falta se despreender, falta um movimento fisiológico. Vai transar que passa.
Segundo, o foco de atenção. Quem descobriu esse artigo pelo YouTube deve ter visto essa surpreendente combinação do conhecimento Jedi com o treinamento do Tony Robbins:
Os sentimentos e emoções dependem totalmente de onde se focaliza a atenção.
Já viu esses ricaços famosos da tevê, que têm todo o conforto possível na vida… e mesmo assim vivem infelizes, com crises, problemas com drogas, divórcio, e até suicídio em alguns casos?
Será que eles não estão focalizando nas (poucas) coisas que os deixam infelizes?
Dá para mudar o foco de atenção? SIM. Mas precisa de disciplina. E essa disciplina só aparece a partir do momento que você resolve melhorar a sua vida. Não é fácil, mas vale a pena.
Imagine a seguinte situação:
Você combinou com uma pessoa querida de se encontrar às oito da noite num restaurante japonês, no centro da cidade. Toma uma ducha, se arruma… toma cuidado para não atrasar… e chega lá pontualmente. Até dá uma olhada para ver se a outra pessoa já não estava lá. Mas não está ainda.
Então, você espera na frente do restaurante por quinze minutos. Nada. Você olha o celular, e não tem nenhuma mensagem. Daí resolve esperar dentro do restaurante. Passam mais quinze minutos e você já comeu sozinho aquela entradinha esquisita que eles servem. Você liga no celular… que está dando caixa postal.
E a partir daí? O que você sente? Raiva? Preocupação?
Quem fica bravo está geralmente focalizando sua atenção no desrespeito em ser esquecido sozinho no restaurante. Está relembrando que não é a primeira vez que a pessoa dá um cano.
Quem fica preocupado está focalizando a atenção em um filminho na cabeça de que pode ter acontecido um acidente. Meu Deus, essa cidade tão perigosa. E agora, o que eu faço?
Portanto, o foco de atenção está intimamente ligado ao SIGNIFICADO dado a ele.
E é a partir do significado dado é que podemos AGIR.
Essa é a segunda forma de controle do estado emocional: tomar escolhas conscientes de foco de atenção, que fornecerá um certo significado e permitindo uma ação, que determinará nossa qualidade de vida.
Será que somente existem essas duas formas de gerenciar o estado emocional? E por exemplo se eu tomar uma pinguinha, não me ajuda a ficar mais relaxado?
Sim, vai em frente, campeão. Aliás, se você quer usar um atalho e formas mais fáceis e rápidas de mudar o estado emocional, deixa comigo que eu facilito sua vida e te dou uma lista mastigadinha de atalhos:
- Usar drogas e álcool (que é apenas uma droga legalizada e aceita culturalmente),
- Assistir televisão,
- Puxar filme pornô, ficar de bate papo e outras inutilidades (quer dizer, passatempos) pela Internet,
- Fazer compras de inutilidades que você não precisa para impressionar gente que você não gosta,
- Comer aquele hamburguer triplo com bacon e queijo derretido, e ter o prazer de morder batatinhas fritas crocantes, logicamente acompanhados de coca cola light.
São cinco exemplos de GRATIFICAÇÃO INSTANTÂNEA. São pequenos truques que nos fazem sentir bem naquela hora, são fáceis e dão muito prazer imediato.
Mas qualquer ser humano com QI superior ao do George Bush sabe que o resultado continuado e acumulado de qualquer gratificação instantânea pode ser desastroso no longo prazo.
É tentador? Lógico que é! Atire a primeira pedra quem nunca tomou umas a mais ou viu uma videocassetada no domingão. Aliás, se você nunca fez nada disso, você deve ser um puta dum chato.
Na vida de sucesso, o que a gente quer é reforçar os músculos emocionais além da nossa zona de conforto para poder crescer. É igual academia: o músculo só desenvolve quando puxamos peso fazendo careta.
Ah, tem uma maneira fácil de mudar o estado emocional e que é válida. Talvez seja o único atalho que somente tem aspectos positivos, diferente das gratificações instantâneas listas acima. Será que você já adivinhou qual é esse atalho?
Dica: diga-me com quem andas… e te direi quem és.
Se as pessoas ao seu redor estão sempre resmungando, cedo ou tarde isso contaminará a sua atitude. Imagine que você tenha um filho adolescente, que ao mudar de colégio ou bairro, passa a conviver com góticos, aqueles caras que se vestem de preto mesmo no Brasil, debaixo de sol de trinta graus. Aposto um real que em poucos dias ele também vai começar a andar com roupa preta, ouvindo as mesmas músicas e com filosofia semelhante aos novos amigos.
Veja: não estou dizendo que gótico, rapper, pagodeiro, punk, roqueiro, emo ou qualquer outra tribo é boa ou ruim. O que estou dizendo é que as pessoas ao nosso redor influenciam muito como conduzimos nosso estado emocional, nosso foco de atenção e nossa fisiologia.
Mude as pessoas com quem você convive. Se você quer sucesso na vida, busque se rodear de pessoas com as qualidades desejadas e naturalmente elas a atrairão para essa realidade como um poderoso ímã. É inevitável.
Está gostando dessas dicas? Então vamos finalizar com cinco chaves de ouro. São chaves importantes para aqueles 80% de aspectos psicológicos. Vamos lá?
Entrevista com Santorini, instrutor de sedução da Seduction Life
July 21, 2009 by victor
Filed under Conquista, Entrevistas, Uncategorized, essencial
Santorini na Rede Globo explicando o que é a ansiedade de aproximação e dando outras dicas
Entrevista: o que um deficiente visual quase cego tem a ensinar sobre determinação, carisma e sucesso com as mulheres
June 18, 2009 by victor
Filed under Conquista, Entrevistas, essencial
O entrevistado de hoje é o meu amigo Jeff, e ele é um cara muito especial. Fiz questão que ele fosse o primeiro dessa série de entrevistas com grandes conquistadores.
Eu conheço muita gente na comunidade de sedução brasileira - desde os caras mais bitolados que fazem microcalibragens a cada segundo até os pegadores de micareta mais naturais que nunca leram e vão morrer sem ler nenhum livro de sedução.
A diferença do Jeff para todos os outros é que ele tem um diferencial. Ele é quase cego.
Um amigo nosso em comum certa vez brincou, com todo o respeito, dizendo que o Jeff era o Mister Magoo da turma… será?
O meu respeito por esse cara é enorme por ele ter assumido o controle sobre o próprio destino e superado muitas limitações. Veja na íntegra o conteúdo da entrevista:
VICTOR: Jeff, ao saber da sua história, meu respeito por você aumentou ainda mais. Fiquei espantado pois nunca imaginava que você tinha quase zero de visão.
JEFF: Obrigado Victor.
VICTOR: Por favor, conte para a gente qual foi o pior momento da sua vida amorosa. Que dificuldades você tinha, que tipo de frustrações e erros eram comuns e limitavam a sua realidade?
JEFF: O problema era eu mesmo. Em outras palavras, minhas crenças eram que por causa da minha deficiência nunca uma mulher ia querer ficar comigo.
VICTOR: Mas essa sua crença se mostrou verdadeira? Conte uma história da sua infância para nós.
JEFF: Nos meus 12 anos, fiquei a fim de uma garota, (nunca tinha saído com ninguém), por pilha dos amigos, (chega nela, chega nela!), acabei chegando e pedi pra ficar com ela.
VICTOR: Puuutz… já tou imaginando a história… que rolou?
JEFF: Rolou exatamente o que você está imaginando. A resposta dela foi: - Eu? Ficar com um cego? Tá doido!?!
VICTOR: Que filhadap*. E aí, você com doze anos… como encarou esse toco violento?
JEFF: Bem, Victor… isso só piorou a crença, né. Bom, apesar de tudo eu abafei o caso, e peguei minha primeira mulher, ou seja, meu primeiro beijo com 13 anos, um ano depois.
VICTOR: Caraca! Melhor que muito moleque por aí! Como foi isso?
JEFF: Ah, eu tinha boa conversa… além disso, o fato de eu viver normalmente apesar da deficiencia despertava curiosidade. Veja: eu trabalhava, estudava, brincava na rua…
Assim, eu pegava uma ou outra mulher por aí. Mas…
VICTOR: …mas…?
JEFF: … mas, no fundo no fundo, eu não me achava merecedor. Deixei de pegar muita mulher, e elas se tornavam eram minhas amigas. O lance da falta de merecimento não me deixava perceber os sinais de interesse.
VICTOR: Ih Jeff! Minha história é bem por aí também! Olha, vou até uma hora escrever um texto sobre merecimento, que é provavelmente o ponto que atrasa a vida de muito homem por aí. (p.s. Leitores: ajudem a me lembrar se eu demorar para soltar esse texto)
Mas Jeff, diz aí: o que foi que você fez para se livrar desse problema de falta de senso de merecimento?
JEFF: Olha Victor, fui melhorando mesmo foi com o decorrer dos anos e a maturidade. Acho que era coisa de criança mesmo.
Alem disso, descobri que a deficiência mais ajuda que atrapalha.
VICTOR: Hein? Como assim?
JEFF: É isso mesmo. Saber superar a deficiência é um sinal de força interna que causa admiração. E que pode ser usada com um ótimo assunto de conversa.
Enfim, quando mudei minha postura diante daquilo que não vai mudar é que tudo se transformou.
Minha deficiencia não tem cura. Então, o lance foi aceitar pra superar.
VICTOR: Fantástico! Jeff, nas nossas conversas você já notou que eu sou um cara que está sempre lendo e aprendendo coisa nova. E o que você acabou de dizer veio de encontro a uma mensagem que ouvi de um mentor importante. Em resumo, a preocupação é improdutiva quando estamos pensando em algo que está além de nosso controle.
Tipo, se estou preocupado sobre o meu planejamento estratégico de um empreendimento, então minha preocupação é útil a partir do momento que me motiva a agir fazendo revisões no plano, obtendo seguro, pagando impostos, contratando bons empregados.
Agora, se eu me preocupo sobre se vai fazer sol amanhã, estou desperdiçando energia de concentração e meu tempo.
E o que você acabou de dizer tem tudo a ver com esse conceito. Se é algo que não tem como reverter, bola para frente. É fácil falar da boca pra fora. Por isso eu tenho respeito por você, como um cara que efetivamente superou e é um exemplo para nós.
Me diz agora: o senso de merecimento (que o pessoal chama de “inner game”) sozinho foi suficiente para começar a chover mulher na sua horta?
JEFF: Mais ou menos, Victor. Trabalhar o jogo interno foi uma parte do processo. Pois apesar estar mais confiante, eu ainda não tinha o conhecimento necessário para notar os sinais de interesse. E também tinha que remodelar a crença de que a deficiência me limitava. E isso só aconteceu depois da PU.
VICTOR: Deixa eu só explicar aqui pros leitores que não sabem o que é PU. O Jeff está se referindo a “Pick Up”, que é o termo em inglês pra pegação e é uma sigla usada pela comunidade de sedução.
Jeff, deixa eu te fazer outra pergunta. Para quem hoje se encontra com dificuldades semelhantes às suas no começo, que dicas você daria? O que especificamente alguém poderia fazer hoje de diferente baseado em sua recomendação e experiência?
JEFF: Saber que tudo é possível, que o mundo te vê como você se vê, então se o mundo não te responde 100%, tenha certeza que a desordem está no seu interior.
Falar é fácil, é verdade, executar dá muito mais trabalho, mas a reconpensa de ser responsável por você, por sua vida, por suas coisas, isso definitivamente não tem preço!
VICTOR: PQP, fiquei de cara. Atenção, leitores: façam um favor a vocês mesmos. Imprimam essa entrevista, recortem os dois parágrafos acima do Jeff e carreguem na sua carteira por pelo menos um mês. Sério.
Acho que a idéia de que existe desordem no nosso próprio interior se o mundo não responde 100% é uma das noções mais importantes no tema de assumir responsabilidade sobre a vida que nós temos. Que é outro tema importante a abordar aqui. Fica anotado.
Bom, já está na hora de finalizar a entrevista. Falamos bastante de inner game e ninguém melhor do que você, que realmente viveu na própria pele a necessidade de se remodelar, para nos dar dicas.
Mas deixa eu perguntar algo mais técnico. Quando você me contou um pouco da forma como faz suas interações, você mencionou o RAP (relaxar, assumir rapport e persistir). Pode explicar com suas próprias palavras o que seria isso, e como os leitores podem usar esse método?
JEFF: Com certeza. É simples. Eis o método RAP.
R=Relaxar, ou seja, se sentir a vontade consigo mesmo.
No meu caso específico, me sentir a vontade com meu diferencial, com minhas crenças, com minha cultura, liderar, cuidar da minha vibe.
A= Assumir raporte, partir do pre-suposto que ja conheço a mulher faz anos, e todas as outras ferramentas que a PNL diz sobre o raporte. Pra mim é fácil, pois sempre fui mestre no raporte. Minha dificuldade era com a atração.
P= Persistir. Ter a certeza que ela está afim, (isso você pode detectar pelos sinais de interesse), e não desistir na primeira, ter jogo de cintura pra saber avançar e recuar.
Como diz Nessahan Alita, “se você não tem jogo de cintura, jogue sua cabeça em um vaso sanitário, ou corte seu pinto.”
VICTOR: Hahaha! Esse Nessahan é uma figura sem igual! Taí, outra nota mental para num dia desses colocarmos um texto só sobre o material dele ou o convidar para uma entrevista, que seria um prazer tão grande como ter recebido você aqui no From Victor With Love Diário, Jeff!
Esse Jeff tá mais pra Demolidor do que pra Mr. Magoo
Em nome de todos os leitores espalhados pelo Brasil e os nossos mochileiros fazendo balada nos navios da Escandinávia, celebrando o dia das loiras e expatriados que estão levantando grana em Londres, Barcelona e outros centros europeus… MUITO OBRIGADO!
JEFF: Que isso, Victor! Adorei poder colaborar. Na verdade, na minha vida me vejo assim, um abridor de portas para outros, deficientes ou não.
VICTOR: Esse cara é foda. Espero contar com sua presença mais vezes, Jeff.
Aí leitores: quem quiser fazer perguntas ao Jeff ou dar um parabéns ao cara é só deixar um comentário aqui na página. Se tiverem sugestões para futuras entrevistas, me avisem também que assim vcs ajudam a todos nós.
Zan Perrion no Rio de Janeiro, Brasil
Moçada, sei que a data não ajuda muito e está em cima da hora, mas só vi isso hoje de manhã: Zan Perrion e Hans Comijn estão no Brasil nesse exato momento, conforme divulgado no Forum do Natural Game.

Para quem ainda não leu, recomendo fortemente conhecer o básico do material do Zan Perrion e seu Enlightened Seduction. O Hans eu nunca encontrei, mas imagino que ele faz parte de uma turma muito bacana de Bruxelas, Bélgica, que tem se encontrado num projeto muito legal chamado Ars Amorata. Os alunos, chamados Amorati, têm um fórum especial onde mantém contato e de tempos em tempos se reencontram para ter updates com o Zan.
Se você está no Rio de Janeiro, minha dica é mandar uma mensagem ao Hans e marcar de mostrar a cidade pros caras, se divertir e aprender MUITO. Vale cinco estrelas.
Dia dos Anti-Namorados: dicas criativas e diferentes para um dia dos namorados que fica na memória
Quer uma idéia criativa para um dia dos namorados diferente? Quer dar um presente para surpreender a sua namorada… ou arrumar um esquema divertido para conquistar uma? Comemore um dia dos anti-namorados!
Todo ano é a mesma coisa. Vai chegando junho e as vitrines das lojas se enchem de corações vermelhos e a televisão, jornais e revistas começam a nos bombardear com uma lavagem cerebral: 12 de junho, Dia dos Namorados.
Esse post pode ser de alguma serventia caso você se enquadre em uma das três situações abaixo.
Situação um: você já tem namorada faz alguns meses (ou anos), ama muito a sua menina e acredita que vale a pena procurar dicas e sugestões para presentes diferentes, marcantes e personalizados. A última coisa que você quer é marcar jantar naquele restaurante lotado, pagando mico no trânsito e na fila e fazendo algo batido.
Situação dois: você tem uma ficante. Aquela menina que começou a sair agora. Apesar do potencial, ainda não tem o elemento de intimidade e fica naquela maldita área cinzenta. Não sabe se é escroto de sua parte ignorar a data por completo ou se vai pagar de baba-ovo-pegajoso-romântico-carente ao aparecer com um cheiroso buquê de rubras rosas e uma caixa de bonbons em forma de coração… e tomar um bolo da menina, que pode ter resolvido passar o dia com algum outro pegador da vez. Nunca se sabe - o terreno é incerto.
Situação três: tu não tem namorada. Mas como rapá precavido, já está se preparando para usar ao máximo o potencial da data para fechar um jogo bem bolado com aquela menina que está na sua lista já tem um tempo. Mas não quer que a sua idéia dê a impressão de ser carente nem parecer prêmio de consolação caso ela continue livre no dia.
Se nenhuma das hipóteses bateu para você, pule o texto todo e mande um comentário dizendo qual é o seu dilema que respondo aqui antes do dia 12.
Mas se você se identificou com alguma das situações, então continue lendo, pois eu já estive nas três e o que eu vou recomendar aqui funcionou sempre muito bem.
O dia dos anti-namorados
Fugindo do modo previsível, convencional e de estilo de quem aceita a matrix social de ter que colocar a mulher num pedestal e fazer caprichos exagerados que ela não deseja… o dia dos anti-namorados usa um princípio de controle de frame que é de liderar a interação, puxando a mulher para o seu mundo.
Se você não entendeu porra nenhuma do parágrafo acima, não tem problema. A idéia é fazer algo diferente, com muita emoção forte e fazer tudo ao contrário, como na psicologia infantil.
Preparativo para leitores do tipo 1 e 2
Se você é o cara da situação que já tem mulher na parada, saiba que por mais que seja já a intimidade que você tenha (hipótese 1), ou por mais superficial que seja a sua pegação (hipótese 2), SEMPRE haverá alguma expectativa da mulher em ser lembrada.
Por isso, uma dica para desarmar essa expectativa é, dois ou três dias antes do Dia dos Namorados aparecer com flores. Escolha flores simples, como flores do campo. Eu prefiro evitar rosas. Quando fiz isso, as mulheres sempre ficavam surpresas, e eu dizia que não gostava do tom comercial e batido do dia 12 de junho. Mas que eu não deixaria de mostrar meu afeto por essa minha convicção.
O que isso subcomunicava era: eu gosto muito de você, não me importo com o que a sociedade diz ou quer impor. Te dou flores e me declaro no dia que me dá na telha. Isso ajuda a criar o que o Timothy Marc (Natural Tim) do RSD chama de bolha de amor (”bubble of love”) - a idéia de que no mundo existe apenas vocês dois e que se foda todo mundo.
Desse jeito, a mulher já não está esperando grande coisa no dia 12. É aí que começa a surpresa… pule dois parágrafos para ler a fórmula do Dia dos Anti-Namorados.
Preparativo para leitores do tipo 3
Caso você não tenha namorada, também precisa de um preparativo. Numa hora propícia que estiver com a menina da sua lista, faça algum comentário sobre o dia dos namorados. Pode ser coisa simples, como “Fulana, que você acha do Dia dos Namorados?”
Pergunte como quem não quer nada, como se estivesse curioso em saber a perspectiva dela sobre o assunto. Dependendo do seu estilo, mantenha um sorrisinho meio safado no ar e isso dá um sentido ambíguo à sua pergunta, o que é muito bom.
Em quase 100% das vezes, a pergunta volta para você. Quando ela perguntar o que você acha do Dia dos Namorados, responda dizendo que você acha o Dia dos Anti-Namorados mais bacana. E mude rápido de assunto. Aconteça o que acontecer, não responda nada quando ela pedir para explicar o que é isso ou que dia acontece.
Na véspera do dia 12, você pode puxar um papo rápido com a menina e perguntar o que ela tem programado. Geralmente ela vai responder dizendo que tem algum compromisso (mesmo que não tenha, ela vai preferir mentir inventando algo imaginário ou até indo realmente a qualquer festinha meia boca do que ter que ficar em casa). Seja muito firme e entusiasmado, dizendo que ela tem que cancelar tudo e ir para o Dia dos Anti-Namorados contigo. E nesse momento está liberado de você dar algumas informações mínimas (o mínimo possível para que ela diga “sim” - mas não revele todo o esquema para não perder a graça).
A Fórmula do Dia dos AntiNamorados
Como dito, tudo é ao contrário. Fica ao seu critério inventar o que tem mais a ver com sua personalidade, idade, orientação sexual, religiosa e política. A fórmula básica tem três elementos: filme, presente e cartão.
Filme anti-romântico
Arrume um DVD de filme de terror. Minhas preferências são O Exorcista, O Iluminado, Extermínio 2, Zodíaco, Sexta Feira 13 (os antigos são trash e ótimos) ou qualquer coisa que tenha zumbi.
Para mim, um filme de terror bom é aquele que faz a menina se borrar de medo e apertar sua mão com força, te abraçar e pedir para interromper o filme. Mas não gosto dos filmes só com cenas dark, tipo Faces da Morte - acho meio deprê, não geram um clima legal. Mas vai do gosto de cada um.
Lembre-se de escolher um filme que VOCÊ goste! Seja um cara entusiasmado, mostre seu mundo, lidere a interação! Ative sua polaridade masculina!
Uma segunda opção é um DVD pornô, que é algo que para algumas meninas é o oposto de um clássico Dia dos Namorados. Mas se você for por essa via (que eu acho mais fraca do que a do filme de terror), escolha algo BOM e diferente, como o Fashionistas, que tem elementos de sexo bizarro e ganhou vários prêmios de best adult video. Prepare um chicotinho na gaveta, além da camisinha.
Anti-presentes
Ao invés de DAR presente, primeiro vou dizer que ela deve roubar um item meu. Qualquer coisa vale (pode ser camiseta, iPod, relógio…), mas como você chupou um malandrops antes de sair de casa, lógico que não vai ser vacilão de levar um iPhone 3G.
Dica: leve algum item que você quer mesmo que seja roubado.
No meu caso, eu sempre ia com algum colar de prata que já não queria mais, e sabia que seria a primeira opção dela.
E na sequência é sua vez de roubar algum item dela. Mas não seja Joselito em pegar o celular dela ou algo caro! A idéia é tomar algo que faça falta, mas dê para substituir… como um RG ou carteira de motorista. É o preço por ela ter topado a brincadeira! E como diria o Swinggcat diz, quanto mais valor ela investe, maior é seu valor (prizability).
Anti-cartões
Leve dois cartões toscos, desses bem bregas com purpurina e cachorros com olhos de personagem de mangá japonês, entregue uma caneta e diga para ela escrever uma mensagem. Você faz o mesmo, no seu cartão.
A anti-mensagem tem que apontar alguma característica tosca/negativa do outro, no melhor estilo cocky & funny possível. Tipo “Detestei nosso anti-dia dos namorados! Ainda bem que roubei sua carteira de motorista, quem sabe assim salvo algumas vidas, sua vesga barbeira. Com mil tapas na sua bunda mole, Victor. p.s. Te odeio muito!!!”
Cuidado: com mulheres inseguras, não faça uma ofensa de algo existente!!! Se ela tiver algumas ruguinhas minúsculas, nunca a chame de velha da casa de doces ou algo semelhante. Tenha juízo, menino. Mas se ela for do tipo safadona, confiante, divertida e hardcore, quanto mais pesado, melhor.
Se quiser temperar seu lado criativo maluco com algo mais doce e normal, deixe a entrega do presente sério para o último instante da noite. Ela vai adorar.
Se quiser discutir outras idéias, escreva nos comentários e a gente dá palpite.
Críticas ao trabalho de Zan Perrion: limitações do Ars Amorata e Enlightened Seduction

Antes de qualquer crítica, quero deixar claro que eu aprendi muita coisa boa com o Zan e o recomendo! O comentário construtivo aqui é para lembrar que o aprendizado de Zan é vindo diretamente de mulheres, que rodearam sua vida.
Muito do que Zan ensina é baseado em conversas que ele teve com diferentes mulheres, que até hoje são uma força importante para testar suas idéias.
Explico. Ele é um dos poucos gurus de sedução que faz questão de ter mulheres em suas audiências de palestras, e constantemente checa se está no caminho correto olhando para elas. Se elas estão concordando, ele continua. Isso é bom para alinhá-lo com o lado lógico racional feminino, mas não necessariamente com o emocional.
A filosofia geral não encaixa muito com o conceito de polaridade sexual, que é um dos pilares do trabalho de David Deida. Minha impressão sobre a polaridade feminina de Zan não é apenas baseada no fascínio pela beleza (um de seus principais temas) mas também em episódios em que Zan conta não ter interesse em atividades masculinas onde não há mulheres, como pescaria em alto mar por exemplo.
Alguns membros da comunidade de sedução aconselham cuidado na aplicação do trabalho de Zan pois um novato pode confundir a dose do romantismo e parecer feminino, cafona ou carente.
Minha opinião é que o homem que naturalmente tem uma polaridade feminina mais forte deve considerar primeiramente um equilíbrio de polaridade sexual, consultando primeiro o trabalho de David Deida.
Um outro tipo de crítica feito é sobre o seu conjunto de DVDs Enlightened Seduction. Especialistas em linguagem corporal apontam a uma falta de congruência entre a mensagem e a linguagem corporal e expressão facial do Zan. Isso pode ser por um nervosismo dele diante da câmera, por ter que ler o prompter com as falas ou realmente por não acreditar plenamente no que está falando.
Pra ser sincero, eu acho esse um pequeno detalhe. Eu coloco meu foco apenas na mensagem, que é boa.
Para aqueles que se incomodam com essa incongruência, uma solução é prestar atenção apenas no áudio (notando que todo seu material está atualmente disponível apenas em inglês).

Ainda sobre o Enlightened Seduction, aqueles que focalizam demasiadamente no aspecto visual podem ficar desapontados com o estilo das roupas usadas por Zan. Meu conselho é o mesmo: não deixe isso distrair o valor da mensagem.
Finalmente, Zan foi claramente um dos primeiros gurus da comunidade de sedução a trabalhar crenças e filosofias ao invés de técnicas e frases feitas. Desde então, diferentes companhias vêm lançando produtos que complementam os pontos do trabalho de Zan. Um deles é o Blueprint, do RSD e mais recentemente o Man Transformation de David DeAngelo.
(retorna a página principal de Zan Perrion)
O que dizer num encontro? Zan Perrion ensina
Esse artigo é para quem quer saber o que dizer no primeiro encontro. Zan Perrion conta de uma pesquisa feita em 1991 que colocou casais em encontros às escuras. O pesquisador orientou que durante o experimento um deles fizesse o seguinte:
1) Durante os primeiros 90 minutos de conversa, inserir algo sobre sua infância quando algo muito vergonhoso aconteceu. E deixar a outra pessoa também compartilhar um mico.
2) Fazer a mesma coisa, porém dessa vez sobre algo muito assustador. E deixar a outra pessoa reagir contando algo igualmente aterrorizante.
3) Repetir, agora falando algo sobre seus pais, ou como se sentiria se ambos os pais morressem.
Os resultados foram poderosos. Os casais desse experimento narraram um sentimento de como se fossem conhecidos de décadas, muitos se apaixonaram após a pesquisa e alguns acabaram casados!
Examinando o experimento, Lance Mason (Sensei) e Zan Perrion acreditam que nessa fórmula está uma forma sintética de rapport, que permite explorar vulnerabilidades mútuas. Assim, essas três perguntas podem ser usadas como um modelo básico de rapport até que se pegue o jeitinho da coisa, fazendo de modo mais natural e pessoal.
Além dessa mini-fórmula, existem outras dicas dadas por Zan:
- interrompa a mulher de tempos em tempos dizendo ¨desculpe te interromper, mas eu tenho que te dizer isso… o que eu mais gosto em você até agora é blablabla¨. Esse componente de demonstração de interesse é bem posicionado dentro da filosofia já descrita.
- fale sobre dinâmicas entre homem e mulher. Esse tópico é geralmente fácil para quem é interessado nesse assunto (é o seu caso, por ler esse artigo!) e sempre interessante para a mulher.
Lembre-se: permita que ela desabroche, que ela se sinta linda em todos os aspectos.
Cuidado: algumas vezes o homem vai para um jantar com a mulher e quer mostrar ser um cara maduro e realizado. Isso é uma cilada grande para acabar sendo um chato sério demais. Fingir ser um ¨cara sério¨ é um grande tiro no pé principalmente no primeiro encontro.
Zan diz que temos que ser o ar fresco para ela, principalmente se ela não gosta do emprego atual ou tem uma rotina chata. Ela busca algo que traga vigor e vida - isso deve vir de você. Faça ela feliz, faça ela sorrir.
Note que não é para ser palhaço, mas estar encantado de estar presente, no momento. Um bom sinal de que a conversa vai bem é quando ela solta algo como ¨não acredito que acabei de dizer isso para você - eu nunca contei isso para ninguém!¨
O próximo texto apresenta algumas críticas para ajudar na absorção do trabalho de Zan.
(retorna a página principal de Zan Perrion)
Dicas práticas para o Enlightened Seduction do Zan
Aqui vão as técnicas e dicas práticas para iniciar o Enlightened Seduction do Zan. Antes de prosseguir com a leitura, tenha certeza de ter lido e entendido a primeira parte do texto, sobre a filosofia de Zan Perrion. Isso é muito importante, pois existe um risco grande de errar, caindo na primeira fase da Jornada do Bom Moço!
Em outras palavras, se você não entendeu a filosofia do Zan e sair aplicando as técnicas, pode facilmente ser considerado mais um ¨bonzinho¨ sem graça, carente e pegajoso com jeitos afeminados. Não há nada de atraente na primeira fase da Jornada.
1) Seja confortável com sua identidade
Uma coisa que qualquer sedutor natural costuma dizer como primeira ¨dica¨ é se sentir confortável consigo mesmo.
As mulheres notam rapidamente se você está TENTANDO conseguir validação. Um homem confortável consigo mesmo não se pergunta o tempo todo em um encontro ¨será que ela gosta de mim?¨ - ao contrário, ele permanece curioso em saber se ele realmente gosta DELA.
Uma das frases de impacto de Zan é que a mulher não precisa rejeitar o homem… se ele mesmo já se rejeitou! Quando nós pensamos em algo como ¨é muita areia pro meu caminhãozinho¨ ou ¨não tenho dinheiro para estar no mesmo nível dela¨ ou ¨não sou alto o suficiente¨… a mulher não está nos rejeitando. Ela simplesmente confirma a nossa auto-rejeição.
2) Veja filmes
O ator preferido que Zan usa em suas palestras para sintetizar a personalidade atraente é Mickey Rourke. Além do clássico 9 1/2 Semanas de Amor com Kim Basinger, há também Angel Heart que tem ótimas cenas dele com a enfermeira.
Zan diz ser um grande admirador das cabeças da indústria de entretenimento em Hollywood, pois eles realmente entendem muito de atração, talvez mais do que muitos membros da Comunidade de sedução. Os movimentos dos atores, a troca de olhares… tudo revela muito do que há por trás da química da atração.
Se possível, veja um filme exclusivamente prestando atenção nas trocas de olhares. Use esses filmes como modelos.
3) A ¨escapada¨
Uma coisa que Zan usa muito é aquele elogio espontâneo, quase como se tivesse ¨escapado¨ de sua boca. É feito nos primeiros segundos da interação, como se ele estivesse num transe de rotina diária (indo ao trabalho, pedindo um café no restaurante…) e de repente se dá conta de estar com a mulher mais bela do mundo diante de sua frente.
Nesse momento, ele arregala os olhos, faz um movimento para trás com a cabeça (como se quisesse a ver melhor com um pouco mais de distância) e exclama ¨Uau! Você é linda!¨ Na verdade, o Zan deixa a mulher saber que ele a acha linda, logo nos primeiros minutos ao a encontrar.
Isso é feito de modo natural e dentro de sua filosofia de presentear o mundo com sua apreciação pelas mulheres. É algo lisonjeador, mas sem malícia, de uma forma que poderia ser um elogio feito até para uma mulher com o marido dela ao lado. É esse o espírito.
4) Dê ao mundo o presente da apreciação por mulheres
Aprender a apreciar mulheres não é mais uma ¨técnica de sedução¨. Não é algo dentro do modelo ¨o que eu posso fazer para levá-la para cama¨. Não é o paradigma de tomar algo dela.
É uma concepção completamente diferente. É sua aura, sua essência dizendo o quanto você gosta dela. E, naturalmente, isso permite que ela goste de você. Você não está tentando desesperado, forçando a barra.
Ame a vida, divirta-se. Assim as pessoas serão atraídas para perto de você. Você está se divertindo de todo modo, independente da reação dos outros.
Uma coisa importante a ser dita é que a atitude lisonjeira não ofende mulheres. Os desejos sexuais e elogios só ofendem se (i) forem para fins de manipulação ou (ii) insinuem presunção. Quanto à presunção, como alguns homens não conseguem dar o conforto de não serem presunçosos, eles usam vulnerabilidade artificialmente criada para evitar tal cilada.
5) Honestidade e mentirinhas
Uma frase clássica de Zan é ¨honestidade é o afrodisíaco número um… e eu minto o tempo todo!¨
Como assim? As mentiras que Zan conta são inocentes e brincalhonas, e ele permite que a mulher o pegue contando a mentira. Por exemplo, ela pergunta qual o seu signo, e Zan pede para que ela adivinhe. Quando ela diz ¨escorpião¨ ele diz que está correto - mas, quando ela pergunta a data de aniversário, fica claro que ele estava mentindo. Essas mentirinhas bobas aumentam muito a química de atração entre o casal.
A honestidade está na atitude dele, sendo claro e direto a respeito de seu desejo. Isso é provavelmente o motivo de Zan não ter problemas para lidar com a resistência do último minuto (LMR - last minute resistance). Quando a coisa esquenta, o sexo acontece naturalmente, pois há conforto suficiente.
6) Ajude outros homens
É o que Zan faz. Para ele, dar palestras e sessões de consultoria não é meramente um emprego. Ele abandonou uma carreira corporativa que não o deixava realizado para entrar numa missão de trazer felicidade a um número maior de mulheres… ao ensinar como podemos ser melhores homens.
Essa missão faz parte de um propósito maior, que ajuda muito a termos sucesso.
7) Saiba se expressar
¨Os homens se apaixonam pelos olhos. As mulheres, pelos ouvidos.¨ Essa é uma das grandes verdades ditas por Zan: é muito importante que o homem saiba expressar idéias e principalmente emoções.
Não necessariamente deve ser feito com palavras ditas ou sussurradas: bilhetes, emails e mensagens também transmitem com a mesma força, ou até mais forte dependendo da imaginação da mulher.
No próximo texto apresentamos dicas específicas para o dia do primeiro encontro.

