Entrevista: o que um deficiente visual quase cego tem a ensinar sobre determinação, carisma e sucesso com as mulheres

June 18, 2009 by victor  
Filed under Conquista, Entrevistas, essencial

O entrevistado de hoje é o meu amigo Jeff, e ele é um cara muito especial. Fiz questão que ele fosse o primeiro dessa série de entrevistas com grandes conquistadores.

Eu conheço muita gente na comunidade de sedução brasileira - desde os caras mais bitolados que fazem microcalibragens a cada segundo até os pegadores de micareta mais naturais que nunca leram e vão morrer sem ler nenhum livro de sedução.

A diferença do Jeff para todos os outros é que ele tem um diferencial. Ele é quase cego.


Um amigo nosso em comum certa vez brincou, com todo o respeito, dizendo que o Jeff era o Mister Magoo da turma… será?

O meu respeito por esse cara é enorme por ele ter assumido o controle sobre o próprio destino e superado muitas limitações. Veja na íntegra o conteúdo da entrevista:


VICTOR: Jeff, ao saber da sua história, meu respeito por você aumentou ainda mais. Fiquei espantado pois nunca imaginava que você tinha quase zero de visão.

JEFF: Obrigado Victor.


VICTOR: Por favor, conte para a gente qual foi o pior momento da sua vida amorosa. Que dificuldades você tinha, que tipo de frustrações e erros eram comuns e limitavam a sua realidade?

JEFF: O problema era eu mesmo. Em outras palavras, minhas crenças eram que por causa da minha deficiência nunca uma mulher ia querer ficar comigo.

VICTOR: Mas essa sua crença se mostrou verdadeira? Conte uma história da sua infância para nós.

JEFF: Nos meus 12 anos, fiquei a fim de uma garota, (nunca tinha saído com ninguém), por pilha dos amigos, (chega nela, chega nela!), acabei chegando e pedi pra ficar com ela.

VICTOR: Puuutz… já tou imaginando a história… que rolou?

JEFF: Rolou exatamente o que você está imaginando. A resposta dela foi: - Eu? Ficar com um cego? Tá doido!?!

VICTOR: Que filhadap*.  E aí, você com doze anos… como encarou esse toco violento?

JEFF: Bem, Victor… isso só piorou a crença, né. Bom, apesar de tudo eu abafei o caso, e peguei minha primeira mulher, ou seja, meu primeiro beijo com 13 anos, um ano depois.

VICTOR: Caraca! Melhor que muito moleque por aí! Como foi isso?

JEFF: Ah, eu tinha boa conversa… além disso, o fato de eu viver normalmente apesar da deficiencia despertava curiosidade. Veja: eu trabalhava, estudava, brincava na rua…

Assim, eu pegava uma ou outra mulher por aí. Mas…


VICTOR: …mas…?

JEFF: … mas, no fundo no fundo, eu não me achava merecedor. Deixei de pegar muita mulher, e elas se tornavam eram minhas amigas. O lance da falta de merecimento não me deixava perceber os sinais de interesse.

VICTOR: Ih Jeff! Minha história é bem por aí também! Olha, vou até uma hora escrever um texto sobre merecimento, que é provavelmente o ponto que atrasa a vida de muito homem por aí. (p.s. Leitores: ajudem a me lembrar se eu demorar para soltar esse texto)


Mas Jeff, diz aí: o que foi que você fez para se livrar desse problema de falta de senso de merecimento?

JEFF: Olha Victor, fui melhorando mesmo foi com o decorrer dos anos e a maturidade. Acho que era coisa de criança mesmo.

Alem disso, descobri que a deficiência mais ajuda que atrapalha.

VICTOR: Hein? Como assim?

JEFF: É isso mesmo. Saber superar a deficiência é um sinal de força interna que causa admiração. E que pode ser usada com um ótimo assunto de conversa.

Enfim, quando mudei minha postura diante daquilo que não vai mudar é que tudo se transformou.

Minha deficiencia não tem cura. Então, o lance foi aceitar pra superar.

VICTOR: Fantástico! Jeff, nas nossas conversas você já notou que eu sou um cara que está sempre lendo e aprendendo coisa nova. E o que você acabou de dizer veio de encontro a uma mensagem que ouvi de um mentor importante. Em resumo, a preocupação é improdutiva quando estamos pensando em algo que está além de nosso controle.

Tipo, se estou preocupado sobre o meu planejamento estratégico de um empreendimento, então minha preocupação é útil a partir do momento que me motiva a agir fazendo revisões no plano, obtendo seguro, pagando impostos, contratando bons empregados.

Agora, se eu me preocupo sobre se vai fazer sol amanhã, estou desperdiçando energia de concentração e meu tempo.

E o que você acabou de dizer tem tudo a ver com esse conceito. Se é algo que não tem como reverter, bola para frente. É fácil falar da boca pra fora. Por isso eu tenho respeito por você, como um cara que efetivamente superou e é um exemplo para nós.

Me diz agora: o senso de merecimento (que o pessoal chama de “inner game”) sozinho foi suficiente para começar a chover mulher na sua horta?

JEFF: Mais ou menos, Victor. Trabalhar o jogo interno foi uma parte do processo. Pois apesar estar mais confiante, eu ainda não tinha o conhecimento necessário para notar os sinais de interesse. E também tinha que remodelar a crença de que a deficiência me limitava. E isso só aconteceu depois da PU.

VICTOR: Deixa eu só explicar aqui pros leitores que não sabem o que é PU. O Jeff está se referindo a “Pick Up”, que é o termo em inglês pra pegação e é uma sigla usada pela comunidade de sedução.

Jeff, deixa eu te fazer outra pergunta. Para quem hoje se encontra com dificuldades semelhantes às suas no começo, que dicas você daria? O que especificamente alguém poderia fazer hoje de diferente baseado em sua recomendação e experiência?

JEFF: Saber que tudo é possível, que o mundo te vê como você se vê, então se o mundo não te responde 100%, tenha certeza que a desordem está no seu interior.

Falar é fácil, é verdade, executar dá muito mais trabalho, mas a reconpensa de ser responsável por você, por sua vida, por suas coisas, isso definitivamente não tem preço!

VICTOR: PQP, fiquei de cara. Atenção, leitores: façam um favor a vocês mesmos. Imprimam essa entrevista, recortem os dois parágrafos acima do Jeff e carreguem na sua carteira por pelo menos um mês. Sério.

Acho que a idéia de que existe desordem no nosso próprio interior se o mundo não responde 100% é uma das noções mais importantes no tema de assumir responsabilidade sobre a vida que nós temos. Que é outro tema importante a abordar aqui. Fica anotado.

Bom, já está na hora de finalizar a entrevista. Falamos bastante de inner game e ninguém melhor do que você, que realmente viveu na própria pele a necessidade de se remodelar, para nos dar dicas.

Mas deixa eu perguntar algo mais técnico. Quando você me contou um pouco da forma como faz suas interações, você mencionou o RAP (relaxar, assumir rapport e persistir). Pode explicar com suas próprias palavras o que seria isso, e como os leitores podem usar esse método?

JEFF: Com certeza. É simples. Eis o método RAP.

R=Relaxar, ou seja, se sentir a vontade consigo mesmo.

No meu caso específico, me sentir a vontade com meu diferencial, com minhas crenças, com minha cultura, liderar, cuidar da minha vibe.

A= Assumir raporte, partir do pre-suposto que ja conheço a mulher faz anos, e todas as outras ferramentas que a PNL diz sobre o raporte. Pra mim é fácil, pois sempre fui mestre no raporte. Minha dificuldade era com a atração.

P= Persistir. Ter a certeza que ela está afim, (isso você pode detectar pelos sinais de interesse), e não desistir na primeira, ter jogo de cintura pra saber avançar e recuar.

Como diz Nessahan Alita, “se você não tem jogo de cintura, jogue sua cabeça em um vaso sanitário, ou corte seu pinto.”

VICTOR: Hahaha! Esse Nessahan é uma figura sem igual! Taí, outra nota mental para num dia desses colocarmos um texto só sobre o material dele ou o convidar para uma entrevista, que seria um prazer tão grande como ter recebido você aqui no From Victor With Love Diário, Jeff!


Esse Jeff tá mais pra Demolidor do que pra Mr. Magoo

Em nome de todos os leitores espalhados pelo Brasil e os nossos mochileiros fazendo balada nos navios da Escandinávia, celebrando o dia das loiras e expatriados que estão levantando grana em Londres, Barcelona e outros centros europeus… MUITO OBRIGADO!

JEFF: Que isso, Victor! Adorei poder colaborar. Na verdade, na minha vida me vejo assim, um abridor de portas para outros, deficientes ou não.

VICTOR: Esse cara é foda. Espero contar com sua presença mais vezes, Jeff.

Aí leitores: quem quiser fazer perguntas ao Jeff ou dar um parabéns ao cara é só deixar um comentário aqui na página. Se tiverem sugestões para futuras entrevistas, me avisem também que assim vcs ajudam a todos nós.

Zan Perrion no Rio de Janeiro, Brasil

June 13, 2009 by victor  
Filed under Conquista, essencial

Moçada, sei que a data não ajuda muito e está em cima da hora, mas só vi isso hoje de manhã: Zan Perrion e Hans Comijn estão no Brasil nesse exato momento, conforme divulgado no Forum do Natural Game.

Para quem ainda não leu, recomendo fortemente conhecer o básico do material do Zan Perrion e seu Enlightened Seduction. O Hans eu nunca encontrei, mas imagino que ele faz parte de uma turma muito bacana de Bruxelas, Bélgica, que tem se encontrado num projeto muito legal chamado Ars Amorata. Os alunos, chamados Amorati, têm um fórum especial onde mantém contato e de tempos em tempos se reencontram para ter updates com o Zan.

Se você está no Rio de Janeiro, minha dica é mandar uma mensagem ao Hans e marcar de mostrar a cidade pros caras, se divertir e aprender MUITO. Vale cinco estrelas.

Preconceito contra brasileiros na Europa: qual é a chance de homem brasileiro conquistar uma européia?

June 7, 2009 by victor  
Filed under essencial, viagens

Um dos leitores me escreveu porque pretende ir para a Itália no ano que vem e já quer saber sobre relacionamentos: o brasileiro é bem recebido pelas européias, ou rola preconceito? O viajante padrão que circular pela Europa vai voltar para o Brasil com histórias cabeludas e divertidas ou ter que admitir que não pegou ninguém?

Já estou faz três anos escrevendo meu livro sobre viagem na Europa e paquera. Durante o preparo, tenho respondido perguntas de leitores e essa sobre preconceito é uma das dúvidas mais comuns. Se você ainda não mandou sua pergunta, use o formulário do canto direito (Lista VIP) antes que ela encerre.

Para responder à pergunta desse leitor, eu pergunto a todos vocês: Qual das duas idéias abaixo você acredita ser verdade?

Mito 01: Brasileiro faz sucesso total na Europa e a mulherada local cai em cima só pelo fato de você dizer que veio do Brasil.

Mito 02: Brasileiro é imigrante de país subdesenvolvido e a xenofobia é grande na Europa. Brasileiro que tentar se aproximar de Européia vai tomar é toco.

A verdade é que a situação na Europa é mais simples e ao mesmo tempo mais complexa do que as duas imagens preto-ou-branco acima. Não é nem uma coisa, nem outra… e um pouco da mistura de ambos. Ficou confuso? Deixe eu explicar.

Como morei por vários anos em diferentes cidades européias, digo por experiência própria que preconceito existe sim. Mas o preconceito é parte do ser humano: existe no mundo inteiro. Até no Brasil, que é conhecido como terra da mestiçagem, tolerância e harmonia.

O assunto de preconceito contra brasileiros na Europa dá muito pano para manga e tem vários desmembramentos, a partir do controle alfandegário, sendo o caso da mestranda da USP Patrícia Camargo Magalhães na imigração espanhola e o da advogada Paula Oliveira na Suíça os que mais causaram polêmica recentemente.

O foco deste Blog

O foco do From Victor With Love - Diário é ajudar os brasileiros que fazem turismo na Europa a voltar para casa com boas memórias. Para isso, discutimos formas de melhorar a comunicação como parte da conquista, técnicas para um sexo de melhor qualidade e idéias criativas de viagem.

Por causa disso, eu não vou entrar nos detalhes de como arrumar o visto - veja isso com seu agente de viagem. E também não vou entrar em discussões sem fim sobre o preconceiro ser algo injusto, nem querer dar aula de moral sobre o que é certo ou errado.

Para quem gosta de bater boca, tem ótimos links por aí na Internet onde você pode dar sua opinião se cada brasileiro recebe o tratamento que merece, se a responsabilidade é dos imigrantes que fazem merda e todo mundo paga o pato, se o pessoal em Heathrow pirou na batatinha e está mandando todo brasileiro viajante (inclusive com grana no bolso) voltar para casa, ou se o presidente tem que botar ordem no barraco, etc etc.

Aqui, a gente coloca o foco em coisas positivas e boas, como mulherada, sexo e viagens legais. Pega uma breja na geladeira e continua lendo.

Respondendo ao Johnson

O leitor é o meu brother Johnson do ClubeAlpha, que mandou a seguinte série de perguntas que vou responder.

Olá estou interessadissimo nessa tua proposta pois como eu disse lá no CA eu estou indo para Italia e não quero cehgar lá totalmente cru mais as perguntais são essas:

1 - como posso eu um brasileiro vira lata rss conquistar qualquer tipo de mulher italiana?
2 - o que as italianas pensão dos brasileiros e principalmente negros? é verdade que elas adoram homens brasileiros e de cor?
3 - e como posso fazer muitos amigos e ampliar me rede de influencias em Roma (digo no ciclo de amizades)?
4 - e o que posso na sua opnião fazer aqui no brasil para melhorar minhas habilidades de fazer amigos e pegar mulher quando chegar lá.

Cumpadre Johnson, em primeiro lugar, deixa eu fazer um comentário muito breve sobre a Itália.

Tem brasileiro pra caralho na Itália

Lá é um local especial na Europa, onde acontece algo semelhante à Espanha e Portugal: uma quantidade ENORME de brazucas. O motivo, entre outros, é a facilidade que nós lusófonos temos em nos adaptar rapidamente ao idioma local. Em contraste, a quantidade proporcional de brasileiros na Alemanha diminui bastante, mas nós estamos em toda parte, hehe.

Por causa disso, o primeiro toque que eu dou é que você pode diminuir as suas expectativas - tanto positivas como negativas - a respeito de ser brasileiro, pois não será nenhum bicho de sete cabeças em território italiano.

Abordagem direta e abordagem indireta

A comunidade de sedução costuma classificar as abordagens em diretas e indiretas. Vou tentar explicar cada uma em um único parágrafo (detalhe: existem livros e mais livros sobre esses conceitos).

Um exemplo radical de paquera indireta é relatado no livro O Jogo: os fãs do Mystery costumam se aproximar das mulheres fazendo comentários ativamente demonstrando seu desinteresse (como assoar o nariz durante a conversa) ou ignorar a mulher desejada, dando mais atenção às amigas. Isso faz com que a mulher se sinta carente por atenção e assim mais aberta para a hora que o verdadeiro elogio chegar.

E para explicar a abordagem direta também em um único parágrafo, é quando o homem vai direto ao assunto, e diz como a mulher é linda demais e ele não tinha outra escolha senão parar tudo o que estava fazendo para a conhecer. O charme dessa abordagem está na sinceridade do homem que abaixa sua guarda completamente, ficando vulnerável. Se for mal feita, pode parecer coisa de homem carente ou canalha que só fala da boca para fora.

Bom, na Itália em geral eu recomendo o jogo indireto. O motivo é que os italianos são homens muito galanteadores que fazem a abordagem direta em todos os lugares! Na rua, supermercado, fila do ônibus… pelo país inteiro. E isso em geral deixa as mulheres menos sensíveis a uma abordagem direta: entra por um ouvido e sai por outro.

Por isso, para ter maior sucesso EM GERAL com as italianas eu recomendo um foco nas abordagens indiretas e através de círculo social.

Negros na Itália, Escandinávia e Leste Europeu

O primeiro ministro Silvio Berlusconi (sim, aquele do harém de menininhas na Sardenha e menores de idade como a Noemi Letizia) soltou mais uma das suas pérolas e disse que cidades como Roma e Milão são sujas igual uma cidade africana, e não parecem mais ser parte da Europa.

Daí o jornal La Repubblica emendou na declaração do Berlusconi e colocou como matéria de capa a chamada Nella Città Africana (Na Cidade Africana) uma reportagem de destaque sobre a vida em Milão e a quantidade de negros. Eu tirei fotos do jornal impresso e depois publico aqui.

O resumo da ópera, Johnson, é que em Roma, Milão, Nápoles e Palermo e em qualquer grande centro urbano da Europa você pode encontrar facilmente vários negros em grandes comunidades. Tem muita balada de africanos na França, Alemanha, Suíça e nesses locais é que você vai encontrar as meninas locais que têm alguma tara específica por negros e sua cultura e música.

Por isso que eu disse que tanto o mito 01 como o 02 são parcialmente verdade. Existe gosto para todas as cores e raças, e sempre tem idiota preconceituoso em qualquer lugar do planeta.

Pelo que eu observei em minhas viagens, os negros fazem bastante sucesso na Alemanha (veja a Heidi Klum e o Seal) e sobretudo na região Escandinávia (principalmente na Dinamarca e Suécia). Na cidade livre de Christiania que fica em Copenhagem, o que eu mais via era dinamarquesa que se amarrava num negão, mas isso fica para um artigo a parte.

Já no Leste Europeu a coisa é um pouco diferente, principalmente em cidades pequenas onde ainda não houve a chegada de imigrantes ou turismo de massa. Nesses locais, negros e asiáticos chamam muito a atenção, a ponto de crianças apontarem o dedo para você como se fosse um alienígena. Isso pode ser usado a seu favor, ou você pode ficar intimidado. Depende muito do conjunto de crenças e da sua desenvoltura em lidar com pressão social.

Círculo social e coisas a fazer ainda no Brasil

As perguntas 3 e 4 são ótimas. Aliás, como fazer amizades e expandir círculos sociais é a grande resposta para as dúvidas que você mandou. Por ironia que pareça ser, quando nós ficamos aqui discutindo sobre qual é o comportamento das européias, se elas curtem um negão, se japa tem alguma chance, se brasileiro faz sucesso etc etc… nós é que estamos sendo os preconceituosos.

Preconceito = pre + conceito. Julgar antes da hora.

Não dá para ter seriedade num discurso que diga “ah, o pessoal de tal país é desse jeito, assim, assado”. Tudo depende muito de cada indivíduo e do grupo social com o qual se identifica mais. Um skinhead alemão com certeza tem uma maneira de pensar diferente de um poeta alemão… mesmo se forem vizinhos. Dã - sorry pelo momento “diga o óbvio”.

O ponto que quis ilustrar é que se você souber fazer as conexões corretas com a turma do bem, não terá que voltar para o Brasil frustrado com histórias de preconceito ou se sentir excluído. Ao contrário: sabendo localizar os círculos sociais legais (como o pessoal do HospitalityClub e CouchSurfing por exemplo), e sabendo subcomunicar que você é um sujeito gente fina, respeitoso, divertido e veio para somar valor, todas as portas se abrem.

Só que para isso ou a gente nasce com uma certa intuição natural, ou tem que aprender. A tecnologia para se conectar socialmente vem desde a época do Dale Carnegie (Como fazer amigos e influenciar pessoas), até os livros mais novos de networking do Keith Ferrazzi (Nunca almoce sozinho), psicologia do Daniel Goleman (Inteligência social) e sedução documentada pelo Robert Greene (A arte da sedução).

A quantidade de material de qualidade é enorme e vou separando aqui as melhores - te aconselho começar dando uma olhada no material do Zan Perrion.

É isso. Ao invés de se preocupar se existe preconceito ou não contra brasileiro, raça negra, amarela, mestiços ou qualquer nacionalidade, vale mais a pena investir energia e concentração para trabalhar em características interpessoais que vão fazer seu jogo fluir melhor.

Eu vou dar uma atualizada nesta página de tempos em tempos, e também escrever novos artigos sobre esses assuntos. Para receber os artigos de graça e o conteúdo exclusivo para membros, você tem que estar cadastrado na Lista VIP (só ir pro formulário no topo da página, canto direito e deixar seu primeiro nome e email). Ou escrever um comentário aqui nesta página.

Abraço e me digam aí que pontos ficaram incompletos que vocês queiram debater.
Victor

Dia dos Anti-Namorados: dicas criativas e diferentes para um dia dos namorados que fica na memória

June 3, 2009 by victor  
Filed under Conquista, essencial

Quer uma idéia criativa para um dia dos namorados diferente? Quer dar um presente para surpreender a sua namorada… ou arrumar um esquema divertido para conquistar uma? Comemore um dia dos anti-namorados!

Todo ano é a mesma coisa. Vai chegando junho e as vitrines das lojas se enchem de corações vermelhos e a televisão, jornais e revistas começam a nos bombardear com uma lavagem cerebral: 12 de junho, Dia dos Namorados.

Esse post pode ser de alguma serventia caso você se enquadre em uma das três situações abaixo.

Situação um:
você já tem namorada faz alguns meses (ou anos), ama muito a sua menina e acredita que vale a pena procurar dicas e sugestões para presentes diferentes, marcantes e personalizados. A última coisa que você quer é marcar jantar naquele restaurante lotado, pagando mico no trânsito e na fila e fazendo algo batido.

Situação dois:
você tem uma ficante. Aquela menina que começou a sair agora. Apesar do potencial, ainda não tem o elemento de intimidade e fica naquela maldita área cinzenta. Não sabe se é escroto de sua parte ignorar a data por completo ou se vai pagar de baba-ovo-pegajoso-romântico-carente ao aparecer com um cheiroso buquê de rubras rosas e uma caixa de bonbons em forma de coração… e tomar um bolo da menina, que pode ter resolvido passar o dia com algum outro pegador da vez. Nunca se sabe - o terreno é incerto.

Situação três:
tu não tem namorada. Mas como rapá precavido, já está se preparando para usar ao máximo o potencial da data para fechar um jogo bem bolado com aquela menina que está na sua lista já tem um tempo. Mas não quer que a sua idéia dê a impressão de ser carente nem parecer prêmio de consolação caso ela continue livre no dia.

Se nenhuma das hipóteses bateu para você, pule o texto todo e mande um comentário dizendo qual é o seu dilema que respondo aqui antes do dia 12.

Mas se você se identificou com alguma das situações, então continue lendo, pois eu já estive nas três e o que eu vou recomendar aqui funcionou sempre muito bem.

O dia dos anti-namorados

Fugindo do modo previsível, convencional e de estilo de quem aceita a matrix social de ter que colocar a mulher num pedestal e fazer caprichos exagerados que ela não deseja… o dia dos anti-namorados usa um princípio de controle de frame que é de liderar a interação, puxando a mulher para o seu mundo.

Se você não entendeu porra nenhuma do parágrafo acima, não tem problema. A idéia é fazer algo diferente, com muita emoção forte e fazer tudo ao contrário, como na psicologia infantil.

Preparativo para leitores do tipo 1 e 2

Se você é o cara da situação que já tem mulher na parada, saiba que por mais que seja já a intimidade que você tenha (hipótese 1), ou por mais superficial que seja a sua pegação (hipótese 2), SEMPRE haverá alguma expectativa da mulher em ser lembrada.

Por isso, uma dica para desarmar essa expectativa é, dois ou três dias antes do Dia dos Namorados aparecer com flores. Escolha flores simples, como flores do campo. Eu prefiro evitar rosas. Quando fiz isso, as mulheres sempre ficavam surpresas, e eu dizia que não gostava do tom comercial e batido do dia 12 de junho. Mas que eu não deixaria de mostrar meu afeto por essa minha convicção.

O que isso subcomunicava era: eu gosto muito de você, não me importo com o que a sociedade diz ou quer impor. Te dou flores e me declaro no dia que me dá na telha. Isso ajuda a criar o que o Timothy Marc (Natural Tim) do RSD chama de bolha de amor (”bubble of love”) - a idéia de que no mundo existe apenas vocês dois e que se foda todo mundo.

Desse jeito, a mulher já não está esperando grande coisa no dia 12. É aí que começa a surpresa… pule dois parágrafos para ler a fórmula do Dia dos Anti-Namorados.

Preparativo para leitores do tipo 3

Caso você não tenha namorada, também precisa de um preparativo. Numa hora propícia que estiver com a menina da sua lista, faça algum comentário sobre o dia dos namorados. Pode ser coisa simples, como “Fulana, que você acha do Dia dos Namorados?”

Pergunte como quem não quer nada, como se estivesse curioso em saber a perspectiva dela sobre o assunto. Dependendo do seu estilo, mantenha um sorrisinho meio safado no ar e isso dá um sentido ambíguo à sua pergunta, o que é muito bom.

Em quase 100% das vezes, a pergunta volta para você. Quando ela perguntar o que você acha do Dia dos Namorados, responda dizendo que você acha o Dia dos Anti-Namorados mais bacana. E mude rápido de assunto. Aconteça o que acontecer, não responda nada quando ela pedir para explicar o que é isso ou que dia acontece.

Na véspera do dia 12, você pode puxar um papo rápido com a menina e perguntar o que ela tem programado. Geralmente ela vai responder dizendo que tem algum compromisso (mesmo que não tenha, ela vai preferir mentir inventando algo imaginário ou até indo realmente a qualquer festinha meia boca do que ter que ficar em casa). Seja muito firme e entusiasmado, dizendo que ela tem que cancelar tudo e ir para o Dia dos Anti-Namorados contigo. E nesse momento está liberado de você dar algumas informações mínimas (o mínimo possível para que ela diga “sim” - mas não revele todo o esquema para não perder a graça).

A Fórmula do Dia dos AntiNamorados

Como dito, tudo é ao contrário. Fica ao seu critério inventar o que tem mais a ver com sua personalidade, idade, orientação sexual, religiosa e política. A fórmula básica tem três elementos: filme, presente e cartão.

Filme anti-romântico

Arrume um DVD de filme de terror. Minhas preferências são O Exorcista, O Iluminado, Extermínio 2, Zodíaco, Sexta Feira 13 (os antigos são trash e ótimos) ou qualquer coisa que tenha zumbi.

Para mim, um filme de terror bom é aquele que faz a menina se borrar de medo e apertar sua mão com força, te abraçar e pedir para interromper o filme. Mas não gosto dos filmes só com cenas dark, tipo Faces da Morte - acho meio deprê, não geram um clima legal. Mas vai do gosto de cada um.

Lembre-se de escolher um filme que VOCÊ goste! Seja um cara entusiasmado, mostre seu mundo, lidere a interação! Ative sua polaridade masculina!

Uma segunda opção é um DVD pornô, que é algo que para algumas meninas é o oposto de um clássico Dia dos Namorados. Mas se você for por essa via (que eu acho mais fraca do que a do filme de terror), escolha algo BOM e diferente, como o Fashionistas, que tem elementos de sexo bizarro e ganhou vários prêmios de best adult video. Prepare um chicotinho na gaveta, além da camisinha.

Anti-presentes

Ao invés de DAR presente, primeiro vou dizer que ela deve roubar um item meu. Qualquer coisa vale (pode ser camiseta, iPod, relógio…), mas como você chupou um malandrops antes de sair de casa, lógico que não vai ser vacilão de levar um iPhone 3G.

Dica: leve algum item que você quer mesmo que seja roubado.

No meu caso, eu sempre ia com algum colar de prata que já não queria mais, e sabia que seria a primeira opção dela.

E na sequência é sua vez de roubar algum item dela. Mas não seja Joselito em pegar o celular dela ou algo caro! A idéia é tomar algo que faça falta, mas dê para substituir… como um RG ou carteira de motorista. É o preço por ela ter topado a brincadeira! E como diria o Swinggcat diz, quanto mais valor ela investe, maior é seu valor (prizability).

Anti-cartões

Leve dois cartões toscos, desses bem bregas com purpurina e cachorros com olhos de personagem de mangá japonês, entregue uma caneta e diga para ela escrever uma mensagem. Você faz o mesmo, no seu cartão.

A anti-mensagem tem que apontar alguma característica tosca/negativa do outro, no melhor estilo cocky & funny possível. Tipo “Detestei nosso anti-dia dos namorados! Ainda bem que roubei sua carteira de motorista, quem sabe assim salvo algumas vidas, sua vesga barbeira. Com mil tapas na sua bunda mole, Victor. p.s. Te odeio muito!!!”

Cuidado: com mulheres inseguras, não faça uma ofensa de algo existente!!! Se ela tiver algumas ruguinhas minúsculas, nunca a chame de velha da casa de doces ou algo semelhante. Tenha juízo, menino. Mas se ela for do tipo safadona, confiante, divertida e hardcore, quanto mais pesado, melhor.

Se quiser temperar seu lado criativo maluco com algo mais doce e normal, deixe a entrega do presente sério para o último instante da noite. Ela vai adorar.

Se quiser discutir outras idéias, escreva nos comentários e a gente dá palpite.

Dia Internacional das Loiras - Blonde Weekend em Riga, Latvia (Letônia)

June 1, 2009 by victor  
Filed under Uncategorized, essencial, viagens

Antes de qualquer comentário, o mais importante: FOTOS do Blonde Weekend, a primeira parada de loiras que aconteceu nesse fim de semana na Letônia, que é o país que mais tem mulher linda nesse planeta Terra.

Agora espera um pouco. Que diabos é isso? É pegadinha do Mallandro? É mais um boato do Mr. Manson? Montagem de Photoshop? Clonaram a Paris Hilton (para melhor)?

Não.

É absolutamente real. Digo isso pois já fui cinco vezes para Riga, capital da Letônia, sendo óbvio o motivo da minha escolha. O Báltico é um dos meus destinos favoritos na Europa. A mulherada é linda demais e compensa a dificuldade na logística de chegar até lá.

Obviamente que para a organização do evento, a Latvian Blondes Association mandou muito bem. Colocaram em destaque as meninas que tinham mais presença e deixaram os fotógrafos fazer o resto.Estão inclusive propondo oficializar a data junto à Unesco e transformar o Blonde Weekend no International Blonde Day. Os números variam: alguns cogitam 500 loiras enquanto outras fontes dizem que duas mil loirinhas apareceram para dar o ar da graça.

A idéia do evento foi dar uma injetada de ânimo (numa dose de levantar defunto) para a economia, e o dinheiro arrecadado foi doado para caridade. Mas não vem ao caso falar de crise econômica aqui - quem estiver com vontade por favor se dirija ao site da The Economist ou do Financial Times.

Quem AMA mulher gata, viajar pela Europa, aventura e coisas fora do ordinário já adicionou o From Victor With Love Diário nos favoritos. E como o Diogo Slov observou, apoiado pelo Rafa e vários amigos gente finíssima da minha coluna no PapodeHomem:

O que eu mais curto nos textos do Victor é o aspecto ‘mão na massa’ das coisas. Pega e faz, simplesmente, sem espaço para muito lenga lenga - Diogo Slov

Diogo e brothers, não tem elogio melhor que esse para mim. No dia que vocês perceberem que tou pisando na bola nos meus textos com papo furado é só dizer. Então lá vai aqui o aspecto prático dessa parada aí (quase solto um trocadilho com “Parada das Loiras” mas deixa quieto).

O que você precisa saber se ficou interessado em ir para Riga

A primeira coisa a ter em mente é que grande parte da população fala russo e letoniano. Logico que moçadinha jovem sempre fala inglês, mas se você não quer desperdiçar a sua viagem é bom estar preparado para aprender algumas frases úteis.

A segunda dica é saber lidar com um problema sério: os turistas ingleses. Por causa dos vôos budget baratinhos da EasyJet e RyanAir, HORDAS de ingleses cabeçudos destruiram o turismo de qualidade em Riga. Eles queimaram totalmente o filme e o resultado é que a população local geralmente tem um pé atrás com turista.

LÓGICO que há exceções. Eu tenho várias amigas e brothers em Riga que foram gente finíssima e nunca tiveram preconceito contra mim. Mas sei também de muitas pessoas que deixaram de frequentar o centro velho que é onde estão os pubs onde ingleses vão encher a cara, fazer a despedida de solteiro (hen do para as meninas e stag party para os homens).

Detalhe: outra observação politicamente que eu tenho que fazer para evitar de me encherem o saco depois é que eu também tenho muitos amigos ingleses gente finíssima. Mas infelizmente a quantidade de caras que queimam o filme acabam afetando o grupo como um todo.

Em terceiro lugar, tenha em mente que os turistas de baixa qualidade incentivaram o surgimento de GOLPES. Existe muito golpista no centro de Riga, e vem em cima de turista como formiga em cima de doce. Um dos golpes mais comuns é ser conduzido a um bar falso onde as bebidas custam valores absurdos. Os preços são escondidos num cardápio secreto que só aparece na hora de pagar a conta, e um leão de chácara gigante vai fazer questão que você pague.

Aconteceu comigo e um brother que estava no hostel de estarmos saindo de um bar e começarmos a puxar papo com duas meninas locais que estavam também saindo de uma balada e indo para outra. Party hopping é bastante comum na área central. Depois de alguns minutos de conversa, nós propomos de todos tomarmos algo juntos. E não tínhamos muita idéia de onde ir. Daí elas sugeriram de ir logo após virar a esquina.

Quando começamos a descer as escadarias, todos os três entraram, menos eu. Caiu a ficha e bateu o spidersense. Era cilada. Por muita sorte eu chamei esse brother e nós saímos antes de consumir nada. Existem milhares de bares nesse esquema e inclusive alguns hostels têm a lista negra de lugares a evitar.

Além dos turistas ingleses, também houve invasão de vários outros turistas sexuais TOSCOS que igualmente queimam o filme. Aqui eu vou compartilhar dicas de como ser um turista educado, bem querido e que se diverte de modo saudável, deixando as meninas locais bastante felizes. E como evitar as furadas e golpes de mafiosos que podem custar toda a sua economia feita para a viagem, ou alguns dentes quebrados.

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p.s. para quem conhece ou está próximo da cidade, a melhor dica de balada é o Coyotte Fly. A seleção de beldades que frequenta o local deixa qualquer balada da revista Vogue + falecida Daslu + Pink Elephant + Café de La Musique no chinelo. Só tem um detalhe: TURISTA NÃO ENTRA. Por causa dos turistas de má qualidade que falei aí. Não tem choro nem propina que libere sua entrada, se não estiver dentro do esquema. Fala comigo que eu passo as dicas.

Abraço!

From Victor
With Love