Os típicos ruins de cama - e como evitar
Os típicos ¨ruins de cama¨
Quem é você? Examine os arquétipos com seriedade e honestidade e veja se você se reconhece em algumas das descrições.
O Último Romântico

Esse é o mais popular de todos e por muito tempo eu fui assim - pra dizer a verdade, muitas vezes eu exagero um pouco na dose romântica e vejo que estou entrando no território do Último Romântico.
Esse é geralmente o tipo de homem com quem as mulheres ¨se estabilizam¨. mas dificilmente têm fantasias. O Último Romântico é aquele sujeito boa praça romântico que faz de tudo para ser perfeito.
Podem existir mil motivos para isso. Ele pode ter visto muitos filmes românticos e achar que assim é que deve ser um bom relacionamento. Pode ter uma irmã ou amiga que foi maltratada por um cafageste e então jurou que nunca faria o mesmo a mulher alguma. Ou simplesmente ser um romântico incorrigível que deseja do fundo do seu coração em dar tudo do melhor para a mulher amada.
Esse romance é tão puro que ele está feliz da vida mesmo quando a mulher não transa com ele. Aposto que você conhece alguns sujeitos assim, e geralmente eles não têm uma vida sexual farta.
O exemplo mais radical do Último Romântico é, aliás, o sujeito que tem uma certa repulsa pelo sexo: ele até pode ter suas perversões e se masturbar assistindo um filme pornô na Internet…. mas quando se trata da própria namorada ou mesmo paquera ocasional, ele não aceita a idéia de ¨comer¨ a mulher. Ele quer fazer amor - no sentido mais sublime.
O sexo é um papai-mamãe com muitos beijos doces. E só.
Sexo anal, garganta profunda ou mesmo um boquetinho básico são coisas que devem ficar no mundo dos filmes, mas nunca na cama de casa. Muitas vezes, uma mulher que tem vontade de ser literalmente enrabada acaba percebendo que está com um Último Romântico e acaba aceitando o papai-mamãe, fazendo força pra não dormir durante o ¨coito¨.
E o Último Romântico está feliz por ter encontrado uma menina ¨santa¨ que não faz essas coisas sujas. Bem, não faz… com ele.
Basicamente o que falta ao Último Romântico é uma dose de dominação, e entender a dinâmica entre o masculino e o feminino que deve haver na cama.
O Sr. Spock

Lembra daquele orelhudo da Jornada nas Estrelas? Não, ele não era um dos elfos do Senhor dos Anéis. Era o Sr. Spock, um alienígena que não tinha emoções.
No campo sexual, esse é o pegador que sempre está com uma mulher diferente e faz questão de te contar. Ele dedica sua vida em pegar mulher, conhece todas as micaretas possíveis, gasta metade do salário com balada e a outra metade comprando roupas, viajando, aprendendo dança de salão, academia ou qualquer outra coisa que envolva mulher bonita.
Diferente do Último Romântico, o Sr. Spock traz MUITA mulher pra casa e pro motel.
O paradoxo é que quanto mais mulher ele pega, mais solitário fica. A falta de emoção aparece principalmente no seu quarto - a principal motivação para conquistar mulheres não é o sexo. É uma autoafirmação combinada com a adrenalina da caçada. Como Daniel Rose diz com perfeição, ele não está feliz com o sexo - ele está feliz com o fato de ter sexo.
Pelo que eu conheço desse arquétipo, o Sr. Spock geralmente foi um Último Romântico em algum lugar do passado. E teve seu coração destroçado em mil pedaços quando o amor da sua vida o largou por algum pegador mais competente. Isso o fez motivado a enfrentar a vida de modo reativo, buscando incansavelmente mulher atrás de mulher, numa tentativa de lidar com esse trauma e ser aceito pelo próprio ego.
Por isso, numa análise próxima, o Sr. Spock tem muitos sentimentos, porém reprimidos. Ele tem medo de se abrir e ser ferido novamente. Alguns casos de Sr. Spock até chegam ao extremo de um certo sadismo, ferindo as mulheres que se apaixonam por ele. É como uma pequena vingança, possível quando o Sr. Spock descobre a fórmula da atração.
O que falta ao Sr. Spock é saber lidar com as emoções.
O ¨De Sempre¨

Sabe quando você vai para aquele restaurante favorito e pede ¨o de sempre¨? Não é bom saber exatamente o que é a melhor combinação que agrada?
Agora… imagine ter que comer o ¨De Sempre¨ todos os dias, até o fim da sua vida, no café da manhã, almoço e jantar.
O De Sempre transa algumas vezes com suas garotas, e tudo é ótimo. O cara realmente manda bem, e tem uma sequência de morder aqui, chupar ali, assoprar lá e enfiar acolá que deixa qualquer mulher urrando de tesão. Ela vai gozar gostoso e desejar manter um relacionamento.
O problema é que depois de um tempo o De Sempre começa a enjoar e a ¨química¨ desaparece.
O De Sempre acha que isso faz parte da vida, pois depois de um certo tempo é normal enjoar e ter que partir para novos relacionamentos. O que o De Sempre não entende é que casais de sucesso aprendem a manter o relacionamento excitante a cada dia.
Em muitos casos, o De Sempre era inseguro sobre suas habilidades sexuais, e aprendeu algumas técnicas com um irmão mais velho, lendo um livro, vendo um filme ou fuçando na Internet. E, quando experimentava usar a tática na cama, via o que as mulheres realmente gostavam e o que era propaganda enganosa. Assim, ele cobriu as inseguranças usando três ou quatro técnicas de sexo de muletas. O detalhe é que ele repete esse procedimento praticamente em todas as suas transas.
O que falta ao De Sempre é variedade. Não é bom deixar a monotonia permitir que a mulher saiba como e quando o sexo irá acontecer.
O Cientista Louco

O Cientista Louco é aquele que precisa estudar pra entender o que é muitas vezes óbvio. Que precisa de um plano estratégico pra comprar queijo e presunto na padaria.
Na cama, é aquele que estuda cada material sobre sexo que cai em sua mão. Já leu uns cinco livros diferentes sobre o Kama Sutra, e pelo menos três vídeos sobre ejaculação feminina (squirting) pela Internet.
Apesar de tudo o que sabe, o Cientista Louco ainda não consegue satisfazer as mulheres que leva para cama. Não é raro o Cientista Louco ter ejaculação precoce ou brochar. Aliás, é por causa de não dar conta do recado que muitas vezes ele se torna um Cientista Louco.
O problema do Cientista Louco é que ele pensa muito em teorizar o sexo e criar estratégias e sequências secretas na hora da transa - ao invés disso ele deveria viver o momento e ser mais instintivo.
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Três princípios básicos de sexualidade: além do físico, dominância e o amor de pica
Os três princípios básicos de sexualidade
No ¨Sex God Method¨, Daniel Rose aborda quatro princípios, mas que para minha interpretação são na verdade três.
1) Sexo não é apenas físico ou técnico

Use sua imaginação
Responda: Você já pensou seriamente em comprar uma boneca de plástico? Ou uma buceta de silicone dessas que esquenta e tem lubrificante? Algumas dessas engenhocas prometem dar a sensação de estar penetrando uma vagina de verdade.
Mesmo assim, isso não nos interessa. É plástico!
Segunda pergunta. Quando sóbrio, você tem vontade de transar com a menina mais baranga e bêbada numa micareta, se ela se oferece para ir se enroscar com você no meio do mato?
Também não interessa. É uma mulher de verdade, e como diria o pai de um amigo meu, ¨buceta é tudo igual: quente e úmida¨, haha. Mas não queremos!
Se você concorda com esses pontos, então tem que concordar que no sexo não é o estímulo físico o principal fator. Não se trata da posição, de achar o ponto G, de dar 10 bombadas fortes e 1 fraca, 9 fortes e 2 fracas, 8 fortes e 3 fracas (deu pra entender né)… isso é tudo físico.
Não estamos lidando com máquinas que precisam de apertar e alisar. Saber trabalhar o psicológico é infinitamente mais poderoso que apenas usar técnicas físicas.
Sim, as técnicas tem serventia, mas não adianta dar técnicas de sexo para um fraco, travado sem noção. É importante saber liberar os instintos animais e sem condicionamento social.
2) Ser dominante
Daniel Rose explica que por milhares de anos, as mulheres que tiveram sexo com homens dominantes tiveram maiores chances de terem filhos que sobrevivessem e reproduzissem transmitindo características dominantes.
Porém o motivo de ninguém falar na mídia sobre a importância em ser dominante (tente ler o livro de sexo da Marta Suplicy por exemplo) é que isso é politicamente incorreto.
Mesmo que não admitam ou saibam conscientemente, todas as mulheres respondem de modo poderoso diante de um homem dominante.
Pessoalmente, eu ainda vou além da explicação do Daniel Rose, argumentando sobre dois enganos sobre dominância: o elemento cultural e experiências passadas. Tem gente que acha que a dominância é uma modinha que pode depender da cultura de certo local e época… e alguns acham que a mulher só responde positivamente à dominância no caso de ter tido uma experiência positiva no passado ancorada à dominância…
Acredito que ambas as explicações são incompletas. A dominância não é um elemento meramente cultural. As mulheres não desejam homens dominantes porque é isso o que está na moda em Hollywood (aliás, esse é um dos grandes erros dos filmes açucarados onde o galã geralmente é o exemplo do homem beta inseguro e excessivamente romântico). Também não tem a ver com experiências passadas - mesmo uma virgem sente a mesma atração por um homem dominante.
A dominância me parece mais ligada à noção de polaridade masculina, que é um tópico trabalhado pelo David Deida.
3) Amor de pica
O sexo é a forma mais poderosa de atração. Um amigo cafageste me costumava dizer que uma mulher bem comida sempre volta para pedir mais - é o amor de rola.
Nas nossas vidas, temos uma quantidade enorme de defesas para proteger o ego. Usamos máscaras sociais e escudos. Durante o sexo, isso não existe e abaixamos todas as guardas. É a experiência emocional mais intensa possível.
Aprender a transar decentemente inclui transar repetidas vezes com a mesma mulher. Isso permite ir a fundo, além da superficie da transa ocasional - geralmente a primeira transa não é a melhor, pois ainda carece de conforto e intimidade.
Note bem: isso não quer dizer que você deva comprar dezenas de livros de anatomia e se tornar um ginecologista. A mulher não está esperando um homem que conheça todas as posições do kama sutra. O que ela quer é um ¨homem com H maiúsculo¨ que entenda e aceite seu lado animal, livre de nóias e saiba conduzi-la.
Pra isso tudo, é mais importante desaprender coisas erradas do que aprender coisas novas. Essa sequência de textos passa por ambos.

